A Crianças e o Trânsito

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Esta Aula pertence ao Curso de Legislação de Trânsito  oferecido pela Ensino Nacional

Curso com Certificado
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A CRIANÇA E O TRÂNSITO
Criança e o Trânsito:
• A criança não reage como adulto no trânsito, por isso é muito importante ensiná-las como se comportar no trânsito.
• Ela precisa de orientação quanto ao embarque, desembarque, como evitar riscos no trânsito, etc.

Transporte de Crianças:
• O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece que menores de sete anos não podem ser transportados em motos.
• Crianças até dez anos só podem andar no banco traseiro, e com dispositivo de segurança.
• O não cumprimento dessas leis é responsável pelo grande número de acidentes envolvendo crianças no Brasil.

ESTATÍSTICAS
• Segundo um levantamento da Seguradora Líder DPVAT mais de 11 mil crianças (com idades de 0 a 10 anos) faleceram ou ficaram permanentemente inválidas somente nos últimos quatro anos.
Obs: DPVAT: Seguro Obrigatório de Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre.

• Na faixa de 0 a 7 anos, o aumento no número de ocorrências foi de 24%.
• Na faixa de 8 a 17 anos, foi maior ainda, 30%.
• Ainda de acordo com a Seguradora Líder DPVAT, a maioria dos atropelamentos de crianças entre 0 e 10 anos acontecem aos finais de semana.
• Em 2012, o sábado e domingo se apresentaram como o período de maior incidência de atropelamentos, com 39% das ocorrências.
• Em relação ao horário, o anoitecer, com 26%, seguido pelo período da tarde, com 25%, foram os que apresentaram maior incidência de acidentes por morte e invalidez para crianças.
• Crianças de até dez anos são incapazes de identificar situações que podem ser arriscadas e não compreendem a dinâmica do trânsito.
• Elas não têm visão periférica nem distinção de som e, portanto, são muito vulneráveis.

Atropelamento
• É o tipo que mais contabiliza mortes de crianças.
• Veja o nível de risco baseado na faixa etária.

Crianças menores de 5 anos: não apresentam índices significativos de taxas de mortalidade por atropelamento. Isso pode ser explicado pela menor exposição dessa faixa etária, pois estão sob vigilância ou companhia mais intensa dos pais ou responsáveis.Crianças de 5 a 10 anos:
A principal causa de mortes por acidente envolvendo o atropelamento é maior nessa faixa de idade. Uma soma de fatores contribui para essas estatísticas. O início da vida escolar é um deles. Além disso, os adultos acreditam em uma maturidade que ainda não existe na hora de realizar uma travessia com segurança.

Crianças e adolescentes acima dos 10 anos:
Este grupo apresenta redução no nível de mortalidade por acidentes de trânsito. Mas, ao mesmo tempo, esse grupo registra óbito em 70% das vítimas acima de 10 anos causados por acidentes de trânsito que envolvam passageiros ou condutores de veículos.

Meninos X Meninas:
Vários autores concluíram que os meninos na condição de pedestres destacam-se mais como vítimas do que as meninas.
Obs: DPVAT – Estudo do DPVAT mostra que 56% dos seguros pagos são por causa de atropelamentos.MOTO
Em média três crianças são vítimas de acidentes graves envolvendo motos por dia.
O Código de Trânsito Brasileiro estabelece como infração gravíssima “conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor, transportando criança menor de sete anos ou que não tenha condições de cuidar da sua própria segurança”.
Mesmo assim, segundo estatísticas do Seguro DPVAT mostram que crianças com idade abaixo de sete anos estiveram envolvidas em 63% das ocorrências de indenizações pagas no ano de 2012.
Só nos seis primeiros meses de 2013 mais de 500 crianças com menos de sete anos receberam seguro por invalidez.
A maior incidência de morte e invalidez ocorre na faixa etária de 7 a 10 anos.
Obs: As crianças precisam de equipamento de segurança e capacetes adequados ao tamanho delas, que devem ser presos de maneira correta.

RECOMENDAÇÕES DE SEGURANÇA
• A correta instalação dos equipamentos é essencial para evitar acidentes, assim como o uso do cinto de segurança.
• Verifique com o fabricante para a instalação adequada deste item.

Para crianças com até 13 kg:
• O ideal é usar o bebê conforto.
• Nesse tipo de assento a criança deve estar de costas para o movimento (de frente para o vidro traseiro).
• Nessa posição a coluna cervical fica protegida no caso de acidentes.
• É recomendado usar clipe de segurança para uma melhor fixação do equipamento, evitando que ele se movimente.

Crianças entre 13 e 18 kg:
• Devem fazer uso da cadeira de segurança.
• A cadeirinha deve estar voltada para a frente, na posição vertical.
• Tem modelos que possuem cinto próprio de segurança e outros em que o cinto do carro é que protege a criança.

Aquelas entre 15 e 36 kg:
• Devem usar o assento de elevação (ou booster).
• Deve ser usado apenas no banco de trás, com cinto de três pontos.
• Esse assento permite que o cinto de segurança passe pelos locais corretos do corpo da criança: pelo centro do ombro e peito e sobre os quadros.
• Não pode estar na altura do pescoço, pois pode machucá-la.

O que diz a Lei
O Código de Trânsito Brasileiro, no artigo 168, prevê que transportar crianças no carro sem observar as normas de segurança é infração gravíssima, com penalidade de multa de R$ 191,54 e retenção de veículo.

CADEIRINHA
Os assentos especiais para transporte de crianças é obrigatório por Lei no país.
• Estudos americanos mostram que esses dispositivos reduzem em 71% o número de mortes de crianças de colo e em 54% as mortes de crianças entre 1 e 3 anos.
• Desde que foi implementada a lei, houve uma redução de número de crianças vítimas do trânsito.
• Dados da Polícia Rodoviária Federal indicam que no primeiro semestre de 2011, as mortes de crianças com até sete anos caiu 41,18% em comparação com o mesmo período de 2010.
• É questão de segurança o transporte correto de crianças, tanto em motocicletas quanto em automóveis.
• Por serem mais frágeis do que adultos, acabam sofrendo com mais intensidade as consequências de um acidente.
• Segundo um estudo da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), cerca de 50% dos acidentes graves e/ou fatais acontecem a menos de 50 km de casa.
• Isso reforça que o item de segurança deve ser usado independente da distância a ser percorrida e precisa virar um hábito.
• A atitude dos pais também vai refletir nos hábitos das crianças, logo se os pais usam o cinto de segurança apenas algumas vezes, elas vão aprender que não é um item importante.
• Em caso de acidente leve ou grave, a cadeirinha deve ser descartada mesmo que aparentemente a estrutura esteja intacta.
• Internamente pode ser que ela esteja danificada, o que compromete a segurança da criança.

COMO TRANSPORTAR CRIANÇAS
Veja este vídeo sobre como transportar crianças de forma segura no carro e as consequências caso isso não ocorra.

CRIANÇAS E O CARRO
• A temperatura dentro de um carro pode subir até 20 graus em apenas 10 minutos.
• Por esse motivo não deixe crianças dentro do carro, nem se for “rapidinho”.
• Elas podem morrer de insolação em dia de temperatura amena (com média de 23 graus).
• O organismo das crianças é diferente do de adultos.
• O corpo delas pode aquecer cinco vezes mais rápido que um de adulto.
• A insolação ocorre quando o organismo não consegue mais regular a temperatura interna, parando de transpirar, ficando incapacitado de se resfriar.
• Seus sintomas são: falta de ar, desmaios, vertigens e, em casos mais graves, perda de consciência, fortes dores de cabeça e delírios.
• Estatísticas mostram que só nos Estados Unidos, mais de 500 crianças morreram de hipertermia desde 1998, quando estavam sozinhas em um veículo.
• Mais da metade das mortes ocorreram porque o responsável esqueceu que a criança estava no veículo.
• Não há dados sobre o Brasil.

Outros perigos
• Não há somente o perigo de insolação.
• Crianças sozinhas no carro podem ser uma ameaça para o trânsito também.
• Por querer imitar a mãe ou o pai, elas podem mover o volante, o câmbio, dar a partida no carro ou até soltar o freio de mão, podendo causar acidentes.
• A única forma de evitar todos esses perigos é não deixá-las sozinhas no carro.

Prevenção
Para evitar que isso ocorra, veja essas dicas:
• Cuidado com alterações de rotina. Muitas mortes ocorrem quando a rotina mudou. Por exemplo: quem sempre leva a criança é a mãe, e de repente essa atribuição ficou com o pai, que costuma fazer outro itinerário.
• Coloque alguns objetos pessoais no banco de trás. Material de trabalho, bolsa, carteira, celular. Qualquer coisa que você sentiria falta em pouco tempo.
• Coloque objetos da criança no banco da frente. Mochilas ou bolsa da creche, por exemplo.
• Cuidado com o uso de filme (película) nas janelas. Muitas crianças foram salvas por passantes que as localizaram passando ao lado do veículo.
• Deixe o som desligado (ou tocando músicas infantis) quando a criança estiver no carro. Som desligado evita distrações e as músicas infantis lembram da presença da criança.
• Crie o hábito de confirmar que deixou a criança em seu destino. Faça uma ligação ou envie um sms para confirmar que o parceiro ou responsável deixou a criança no berçário.
• Combine com a creche/escolinha para te avisar caso seu filho não chegue no local após alguns minutos do horário que você costuma deixá-lo.

Lei
• O artigo 133 do Código Penal prevê que “abandonar pessoa que está sob seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer motivo, é incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono” configura crime de abandono de incapaz.
• Isso vale para crianças, idosos ou qualquer pessoa que seja desprovida de consciência e não possa responder por seus atos.

ENSINAR A CRIANÇA
As crianças devem aprender a interagir com o trânsito. Veja algumas dicas clicando nos números ao lado.
É importante que as crianças aprendam a:
• Ter atenção quando andar na rua.
• Sempre olhar para os dois lados antes de atravessar.
• Sempre atravessar na faixa e nunca com o sinal aberto para os carros. Se não houver faixa, atravessar longe de curvas.
• Na hora do embarque/desembarque, sempre pare o carro próximo à calçada. Esperar que o veículo esteja totalmente parado para isso.
• Não andar por trás de veículos, pois o motorista pode não enxergá-las.
• Não colocar o braço ou a cabeça para fora do veículo.
• Se brincam na rua ou fora de casa, é importante que sejam supervisionadas por um adulto.
• A educação para o trânsito envolve passar para as crianças a consciência dos direitos e deveres do pedestre.
• Até os sete, oito anos, a criança não deve circular sozinha, mas sempre acompanhada por um adulto.
• Ela deve ser instruída sobre os principais tipos de sinalização de trânsito, como faixas de pedestre, semáforos, sinalização luminosa de garagens, etc.
• Ensine que o uso de bicicletas, skates e patins devem ser restritos a locais adequados, como parques.
• Os adultos devem sempre se lembrar de travar as portas traseiras e os vidros elétricos.
• Crianças em idade pré-escolar não conseguem conter impulso, e ao brincar na rua, por exemplo, se esquecem de que estão próximas ao fluxo de automóveis.
• Já aquelas em idade escolar compreendem os riscos do trânsito, mas têm dificuldade em avaliar a velocidade dos carros antes dos 11 anos.

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