Adjetivos, Preposições e Conjunções

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Esta Aula pertence ao Curso de Língua Portuguesa  oferecido pela Ensino Nacional

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ADJETIVOS
Definição
• Palavra que acompanha um substantivo e expressa uma qualidade ou característica do ser.
• Ex: A palavra “feliz” exprime uma qualidade e pode acompanhar um substantivo – homem feliz.
• Já a palavra felicidade, apesar de expressar uma qualidade, não faz sentido dizer homem felicidade.
• Logo, “felicidade” não é adjetivo, mas sim um substantivo.

Classificação do Adjetivo:
• Explicativo: exprime qualidade própria do ser.
Ex: sol quente, céu azul.
• Restritivo: exprime qualidade que não é própria do ser, particulariza.
Ex: fruta madura, céu alaranjado.

Recomendações:
Quanto à formação o adjetivo pode ser:
• Simples: formado por um radical. Ex: magro, escuro.
• Composto: formado por mais de um radical. Ex: amarelo-canário, luso-brasileiro.
• Primitivo: palavra que origina outros adjetivos. Ex: belo, puro.
• Derivado: deriva de substantivos ou verbos. Ex: belíssimo, puríssimo.Adjetivo pátrio:
• Indica o lugar de origem do ser. Ex: acreano (Acre), português (Portugal), catarinense (Santa Catarina), alemão (Alemanha), europeu (Europa), panamenho (Panamá), etc.
• Em geral são compostos das iniciais do nome do lugar mais a terminação ou sufixo.

Locução Adjetiva:
• Locução é uma reunião de palavras.
• Tem-se a locução quando é necessário duas ou mais palavras para contar a mesma coisa.
• A locução adjetiva é quando uma preposição + substantivo tem o mesmo valor que um adjetivo. Ex: aves da noite (aves noturnas).
• Algumas locuções: de abelha = apícola; de águia = aquilino; de lado = lateral; de pai = paterno; de mãe = materno.

FLEXÃO DOS ADJETIVOS
Variam em gênero, número e grau.

Gênero
Eles concordam com o substantivo a que se referem. Podem ser:
Biformes: quando têm as duas formas, uma para o masculino e outra para o feminino. Ex: mau e má.
Se for composto e biforme, flexiona-se no feminino somente o último elemento. Ex: norte-americano e norte-americana.
Uniformes: uma só forma para o masculino e feminino. Ex: conflito político-cultural.

Número
Adjetivos simples: flexiona-se no plural de acordo com as regras para flexão dos substantivos simples. Ex: mau e maus.
Se o adjetivo também exercer função de substantivo, fica invariável.
Ex: Vinho é originalmente um substantivo, mas se estiver qualificando algo, funciona como adjetivo. Fica então: motos vinho.
Adjetivo composto: Apenas o último elemento concorda com o substantivo referido.
Os demais ficam na forma masculina e singular.
Se um dos elementos for um substantivo adjetivado, fica invariável.
Ex: A palavra rosa é um substantivo, mas se estiver qualificando um elemento passa a funcionar como adjetivo, e logo, fica invariável.
Ex: camisas rosa-claro, olhos verde-escuros.
Obs: adjetivos iniciados por cor-de-… são sempre invariáveis.

Grau
Existem dois graus: Comparativo e Superlativo.
Comparativo: compara-se a mesma característica atribuída a dois ou mais seres ou a característica atribuída ao mesmo ser.
Pode ser de igualdade, superioridade ou inferioridade.
Pode ser analítico (pede auxílio – “mais…do que”) ou sintético (bom – melhor).
Ex: João é tão alto quanto Márcio; João é menor (do) que você.
Superlativo: expressa qualidades em grau elevado ou máximo. Pode ser absoluto ou relativo.
• Superlativo absoluto: quando a qualidade de um ser é intensificada. Pode ser:
• Analítico: com acréscimo de palavras para dar ideia de intensidade. Ex: Ele é muito inteligente.
• Sintético: uso de sufixos. Ex: Ele é inteligentíssimo.
• Superlativo relativo: é quando a qualidade de um ser é intensificada em relação a um conjunto de seres. Pode ser:
• Superioridade: Ex: Ela é a mais inteligente da classe.
• Inferioridade: Ex: Ela é a menos inteligente da classe.

ADJETIVOS NA INTERNET
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PREPOSIÇÃO
Preposição é uma palavra invariável, ou seja, não tem gênero, número ou flexão.
• É a palavra que estabelece uma relação entre dois ou mais termos da oração.
• Essa relação é do tipo subordinativa, que é quando não há sentido individualizado entre os elementos ligados pela preposição.

São elas: a, de, em, por.
• Ex: O chefe de João estranhou o seu modo de vestir. Chefe de João / modo de vestir – ligados por preposição (de).
• As preposições são invariáveis, ou seja, não sofrem flexão de gênero, número ou variação em grau.
• Mas elas podem se combinar com outras palavras (contração) e estabelecer uma relação de concordância com essas palavras às quais se ligam.
• Ex: de + o = do; em + um = num.
As preposições podem introduzir:
• Complementos verbais, complementos nominais, locuções adjetivas, locuções adverbiais, orações reduzidas.
• Ex: “Ao chegar”, comentou sobre o voo.
Classificação:
• Algumas palavras atuam somente como preposição.
• São chamadas de preposições essenciais.
• São elas: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, per, perante, por, sem, sob, sobre, trás.
• Obs: Na fala popular, “para” apresenta a forma “pra”.
• Há também algumas palavras de outras classes que podem atuar como preposições.
• São as proposições acidentais.
• São elas: como (=na qualidade de), conforme (=de acordo com), segundo (=conforme), consoante (=conforme), durante, salvo, fora, mediante, tirante, exceto, senão, visto (=por).PREPOSIÇÃO – LOCUÇÕES E RELAÇÕES
Locução prepositiva
• Conjunto de duas ou mais palavras que possuem o valor de preposição.
• A última palavra da locução é sempre uma preposição.
• Alguns exemplos: abaixo de, acima de, acerca de, a fim de, além de, depois de, apesar de, ao invés de, antes de, depois de, em vez de, graças a, junto a, junto com, junto de, à custa de, através de, em frente de, a respeito de, ao encontro de, em via de, sob pena de, etc.

Combinação e contração da preposição
Quando se unem as preposições a certas palavras, essa união pode ser por:
• Combinação: ao unir-se, a preposição não sofre alterações.
• Ex: preposição a + artigo masculino o = ao.
• Contração: ao unir-se, a preposição sobre modificações.
• Ex: as preposições “de” e “em” formam as seguintes contrações com alguns artigos ou pronomes: do(s), da(s), num (a), nuns, numas, disto, disso, daquilo, naquele(s), naquela(s). Ou ainda: em + a = na; em + aquilo = naquilo; de + aquela = daquela; de + onde = donde.
Obs: Contração pelo/pela – Pelo(s), pela(s) são resultados da contração da antiga preposição per + os artigos definidos. Ex: per + o = pelo.Encontros Especiais
• O encontro da preposição “a” com artigos ou pronomes demonstrativos “a”, “as” ou com a inicial dos pronomes “aquele(s)”, “aquela(s)”, “aquilo” resultam em uma fusão de vogais que se chama de crase (assinalada pelo uso do acento grave).
• Ex: a + a = à, a + aquela = àquela.
Relações estabelecidas pelas preposições
• Autoria, lugar, tempo, modo ou conformidade, causa, assunto, fim ou finalidade, instrumento, companhia, meio, matéria, posse, oposição, conteúdo, preço, origem, especialidade, destino ou direção.
• Ex: Relação de lugar: Estou em casa.
• Ex: Relação de companhia: Hoje vou sair com meus irmãos.
• Ex: Relação de tempo: Eu viajei durante o feriado.

Diferenças entre preposição, pronome pessoal oblíquo e artigo
• Preposição: o “a” permanece invariável ao ligar dois termos e estabelecer entre eles relação de dependência, e exerce função de preposição. Ex: Fui a São Paulo.
• Pronome Pessoal Oblíquo: substitui um substantivo na frase. Ex: Eu levei Maria a São Paulo. Eu a levei a São Paulo.
• Artigo: determina um substantivo, antecedendo-o. Ex: O prefeito foi até Brasília.

Uso de preposições
• As preposições são importantes na elaboração de textos, pois constroem frases eficientes.
• Estabelecem relações entre as partes do discurso.

CONJUNÇÃO
As conjunções também são palavras invariáveis, ou seja, não sofrem flexões. Veja mais clicando nas opções abaixo.
Conjunção

• A conjunção, assim como a preposição, é usada como elemento de ligação na frase.
• É uma palavra invariável que liga duas orações ou termos semelhantes.
• Não possuem função sintática, são conectivos.
• Ex: Gosto de nadar e de jogar basquete. Nessa frase as expressões “de nadar” e “de jogar” estão ligadas pela palavra “e”.Classificação: Podem ser classificadas em coordenativas ou subordinativas
• Coordenativas: quando os termos podem ser isolados um do outro sem perder o sentido. Subdividem-se em: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas.
• Subordinativas: cada um dos elementos ligados pela conjunção depende da existência um do outro. Subdividem-se em: integrantes e adverbiais (causais, concessivas, condicionais, conformativas, finais, proporcionais, temporais, comparativas, consecutivas).

CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
As conjunções coordenativas podem ser classificadas em:
1 → Aditivas
• Ligação entre orações ou palavras.
• Expressam a ideia de adição.
• São elas: e, nem (e não), não só…mas também, não só…como também, bem como, não só…mas ainda.
• Ex: Esta é uma pesquisa não só clara como também informativa.

2 → Adversativas
• Ligação entre orações ou palavras.
• Expressam a ideia de contraste ou compensação.
• São elas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante.
• Ex: Ela tentou vir, porém perdeu o voo.
Obs: “Mas”: Entre as conjunções adversativas, “mas” deve sempre ser usada no início da oração. As outras podem vir no início ou no meio. Ex: Ele não conseguiu passar na prova, mas seus irmãos sim. Ele não conseguiu passar na prova, seus irmãos, contudo, sim.

3 → Alternativas:
• Ligação entre orações ou palavras.
• Expressam ideia de alternância ou escolha.
• São elas: ou, ou…ou, ora, já…já, quer…quer, seja…seja, talvez…talvez.
• Ex: Ou você escolhe agora, ou vai perder a oportunidade.

4 → Conclusivas
• Ligação entre orações.
• Expressam ideia de conclusão ou consequência.
• São elas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, por isso, assim.
• Ex: Ele estudou bastante para o concurso, portanto não estava nervoso na prova.

5 → Explicativas
• Ligação entre orações.
• Expressam uma justificativa ou explicação de ideias contidas nas orações.
• São elas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto.
• Ex: Não se atrase, que ele está lhe esperando.
• Obs: Quando equivalem a “mas”, as conjunções “e”, “antes”, “agora”, “quando”, são adversativas.
• Ex: Maria foi mal na prova, quando poderia ter ido bem.
Obs: “Senão” – É conjunção adversativa quando equivale a “mas sim”. Ex: Eles venceram não por protecionismo, senão por capacidade.
“Pois” – Quando é conjunção conclusiva vem geralmente após um ou mais termos da oração. Ex: Você não se esforçou, não se queixe, pois, de não ter conseguido. E quando é conjunção explicativa, “pois” vem geralmente após um verbo no imperativo e sempre no início da oração a que pertence. Ex: Não compre agora, pois amanhã estará em promoção.

CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
As conjunções subordinativas podem ser classificadas em:

1. Integrantes: são as orações que completam ou integram o sentido da oração principal. Servem de complemento ao verbo da oração principal. Elas introduzem orações substantivas (ou seja, equivalem a substantivos).
São elas: que, se.
Ex: Não sei se ela irá viajar. (Não sei da sua viagem).

2. Adverbiais: introduz orações subordinadas que exercem função de adjunto adverbial da oração principal.
Dependendo da circunstância que expressam, podem ser classificadas em:
Causais: introduzem orações que é causa da ocorrência da oração principal. São elas: porque, que, como (no início da frase), pois que, visto que, uma vez que, porquanto, já que, desde que, etc.
Ex: Como não se interessa por esportes, não assistiu ao jogo.
Concessivas: introduzem orações que expressam ideia contrária à da principal, mas sem impedir sua realização. São elas: embora, ainda que, apesar de que, se bem que, mesmo que, por mais que, posto que, conquanto, etc.
Ex: Embora fosse tarde, ainda não havia chegado em casa.
• Condicionais: introduzem orações que indicam hipótese ou condição para a ocorrência. São elas: se, caso, contanto que, salvo se, a não ser que, desde que, a menos que, sem que, etc.
Ex: Se precisar de mim, estarei no escritório.
• Conformativas: introduzem orações que exprimem a conformidade de um fato com outro. São elas: conforme, como, segundo, consoante, etc.
Ex: O projeto está ocorrendo conforme as normas estabelecidas.
• Consecutivas: introduzem orações que expressam a consequência da principal. São elas: de sorte que, de modo que, sem que (=que não), de forma que, de jeito que, que (deve ter como antecedente na oração principal uma palavra como tal, tão, cada, tanto, tamanho), etc.
Ex: Choveu tanto que os rios transbordaram.
• Proporcionais: introduzem orações que expressam um fato relacionado proporcionalmente à ocorrência da principal. São elas: à medida que, à proporção que, ao passo que, e as combinações quanto mais.. (mais), quanto menos…(menos), quanto menos…(mais), quando mais…(menos), etc.
Ex: Quanto mais as pessoas compram mais caro fica.
• Finais: introduzem orações que expressam finalidade ou objetivo com que se realiza a oração principal. São elas: para que, a fim de que, que, porque(com o mesmo sentido da conjunção para que), etc.
Ex: Ela deve ir pessoalmente para que possa trocar o presente.
• Temporais: introduzem orações que acrescentam uma circunstância de tempo ao fato expresso na oração principal. São elas: quando, enquanto, antes que, depois que, logo que, todas as vezes que, desde que, sempre que, assim que, agora que, mal (=assim que), etc.
Ex: O preço baixou assim que desistimos da compra.
• Comparativas: introduzem orações que expressam ideia de comparação com referência à oração principal. São elas: como, assim como, tal como, como se, (tão)…como, tanto como, tanto quanto, do que, quanto, tal, qual, tal qual, que nem, que (combinado com menos ou mais), etc.
Ex: Ele é inteligente tal como o irmão.
Obs: Atenção: “À medida que” é sinônimo de “à proporção de”, “conforme” (locução proporcional). Já “na medida em que” é uma locução conjuntiva causal, podendo ser substituída por “porque”, “desde que”. Obs: São incorretas as seguintes locuções: “à medida em que” e “na medida que”.

Observações Gerais
• De uma maneira geral, cada categoria tem uma conjunção típica.
• Para classificar uma conjunção ou locução conjuntiva é preciso que ela seja substituível pela conjunção típica, mas sem mudar o sentido do período.
• Por exemplo: o “que” somente será conjunção coordenativa aditiva se for substituível pela conjunção típica “e”. Ex:
Mostre os dados que ela irá interpretar. Mostre os dados e ela irá interpretar.
• A diferença entre conjunção coordenativa explicativa e subordinativa causal é o verbo.
• Se estiver no imperativo, a conjunção será coordenativa explicativa. Ex: Abra a janela, porque faz calor.
• A conjunção “pois” pode ser classificada em:
• Explicativa: quando estiver antes do verbo;
• Conclusiva: quando estiver depois do verbo;
• Causal: quando puder ser substituída por “uma vez que”.Locução Conjuntiva
• É o conjunto de palavras que atuam como conjunção.
• Geralmente terminam em “que”.
• Ex: visto que, desde que, ainda que, por mais que, à proporção que, logo que, a fim de que, já que, etc.
• Muitas conjunções tem classificação variável, dependendo do contexto em que estejam.
• Elas podem ser: aditiva, explicativa, integrante, consecutiva, comparativa, concessiva, temporal, final ou causal.

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