Atendimento Educacional Especializado

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Esta Aula pertence ao Curso de Curso Atendimento Educacional Especializado – AEE oferecido pela Ensino Nacional

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O QUE É ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO (AEE)
• Pode ser definido como um conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos que são oferecidos de forma complementar à escolarização de crianças com transtornos globais do desenvolvimento (TGD), deficiências (de natureza mental, física, intelectual ou sensorial) e com altas habilidades/superdotação que estão matriculadas em classes do ensino regular.
• Como nenhuma criança é igual a outra, o AEE deve ser pensado no indivíduo e não na deficiência, pois o que dá certo para um, pode não dar para outro.
• O AEE tem como objetivo eliminar as barreiras que impedem a plena participação dos alunos.
• São atividades registradas no Projeto Político Pedagógico (PPP) de cada escola, sendo realizado em pequenos grupos ou individualmente, no contraturno da escolarização.
• Alguns exemplos de atendimento educacional especializado é o ensino do código Braille e LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais), formação do aluno na utilização de recursos de tecnologia assistiva, como a comunicação alternativa e os recursos de acessibilidade ao computador, entre outros.
• O AEE é ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em centros de AEE, que podem ser da rede pública ou privada, sem fins lucrativos, conveniadas com a Secretaria da Educação ou órgão equivalente.
• A inclusão de crianças com necessidades educacionais especiais em escolas regulares está prevista no Plano Nacional de Educação (PNE) do Brasil.
• Alguns especialistas acreditam que a decisão da melhor escola, de ensino regular ou ensino especial, para as crianças cabe aos pais.
• De acordo com dados do Ministério da Educação (MEC), em 2012, 76% das crianças com necessidades especiais em idade escolar estavam matriculadas no ensino regular.
• Isso representa mais do que o triplo de crescimento em relação ao ano de 2003, quando as matrículas eram de 28%.
• Isso mudou a partir de 2008, depois que o Brasil assinou a Convenção da Organização das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

O que é TGD?
• É um conjunto de transtornos que têm em comum: alterações da interação social e modalidades da comunicação, e um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo.
• É um conceito que surgiu nos final dos anos 60.
• Os transtornos globais do desenvolvimento são: autismo, síndrome de Rett, síndrome de Asperger, Transtorno Desintegrativo da Infância, Transtorno Global do Desenvolvimento sem outra especificação.
Obs: Atendimento Especial – O Atendimento Educacional Especializado (AEE) é um serviço da educação especial. É um ensino diferente do ensino regular, não sendo considerado um reforço escolar.

EDUCAÇÃO INCLUSIVA
• Educação Inclusiva é uma ação educacional democrática, humanística e amorosa, que percebe a pessoa em sua singularidade (particularidade).
• Tem como objetivo o crescimento, satisfação pessoal e inserção social de todos.
• A ideia é que nenhuma criança seja separada das outras por apresentar algum tipo de deficiência.
• Pedagogicamente a integração permite uma interação entre as crianças.
• Para isso é necessário que as escolas criem condições adequadas para isso.
• A educação inclusiva é para pessoas com necessidades educativas especiais.
• Como a Educação Especial lida com aprendizagem diferente do que a educação regular, vários profissionais podem trabalhar na educação especial, como o educador físico, psicólogo, terapeuta educacional, fisioterapeuta, etc.
• Os pressupostos da Educação Inclusiva foram criados na década de 70, e já fundamentaram vários programas e projetos da educação.
• Ainda há muito a ser feito para uma educação inclusiva no Brasil.
• Muitas escolas não estão preparadas para receber alunos com necessidades especiais, inclusive quanto à formação dos docentes.
• Várias escolas também não incluem acessibilidade em seus projetos arquitetônicos.
• Uma escola voltada para a Educação Inclusiva deve contar com equipamentos, materiais e professores especializados, ou seja, é preciso adaptar-se.

Legislação
• A Declaração de Salamanca, de 1994, é uma resolução das Nações Unidas.
• Seu conteúdo é sobre os princípios, política e prática em Educação Especial.
• É um dos mais importantes documentos que visam a inclusão social.
• As propostas da Declaração de Salamanca são guiadas a partir do princípio que a educação é um direito de todos.A Declaração estabeleceu que:
• Toda criança que possui dificuldade de aprendizagem pode ser considerada com Necessidades Educativas Especiais;
• As escolas devem se adaptar às especificidades dos alunos e não os alunos às especificidades da escola.
• O ensino deve ser diversificado e realizado em um espaço comum a todas as crianças.

Tecnologia
A tecnologia é usada para auxiliar o aluno portador de necessidade especial, facilitando seu processo educacional, pois facilita as descobertas, garantindo condições para a construção do conhecimento.
Entre as vantagens que o uso de tecnologia pode trazer ao ensino dessas crianças, estão:
• Aprender fazendo;
• Alargar horizontes, levando o mundo para dentro da sala de aula;
• Estabelecer a ponte entre comunidade e sala de aula;

Vantagens do uso da tecnologia:
• Melhorar capacidades intelectuais, como a criatividade, por exemplo;
• Vários ritmos de aprendizagem na mesma turma;
• Além dessas vantagens citadas, pode despertar o interesse e motivação pela descoberta do conhecimento.
Obs: Educação Inclusiva – A integração não é entre as crianças “deficientes”, mas sim entre as crianças “diferentes”. Os superdotados, por exemplo, também encontram dificuldades nas escolas.

VEJA ALGUMAS VANTAGENS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA:
Suporte Emocional
• A educação inclusiva no ensino regular pode ajudar como um suporte emocional para crianças com necessidades especiais.
• O convívio entre os diversos alunos, com e sem deficiências, é uma oportunidade para a construção de relações afetivas, o que pode vir a se revelar como um suporte emocional fundamental na construção da personalidade dos alunos com deficiência.
• Já os alunos sem deficiência adquirem uma maior capacidade de aceitação da diferença.

Suporte Social e Instrução
• Conviver com os colegas contribui para um suporte social.
• Já o suporte instruidor vem da aprendizagem cooperativa, da aprendizagem por imitação, entre outros.
• São suportes importantes no desenvolvimento dos alunos com deficiência acentuada.

Cooperação e Organização na Sala de Aula
• A organização na sala de aula exige regras claras, seja no respeito ao comportamento, ou seja na forma de execução das atividades e tarefas.
• Toda essa organização deve passar pelo respeito mútuo, pela aceitação e compreensão das necessidades do outro.
• E nesse processo dinâmico o aluno se sente participante e responsável.

Inclusão e Suporte Social às famílias
• A inclusão escolar deve acompanhar um suporte às famílias, visto que o fato das crianças frequentarem uma escola regular pode ser uma fonte geradora de estresse.
• As famílias são vulneráveis ao estresse, o que pode influenciar nas relações entre pais e filhos, irmãos, dificuldades econômicas, etc.
• Logo, o apoio social pode ajudar a reduzir esse estresse.TECNOLOGIA ASSISTIVA E SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS
Tecnologia Assistiva (ou de Apoio)
Segundo definição do Comitê de Ajudas Técnicas (CAT), “é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação, de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social”.
• É um recurso ou estratégia que amplia ou possibilita a execução de uma atividade por uma pessoa com deficiência, favorecendo sua participação no cotidiano escolar.
• Alguns recursos da Tecnologia Assistiva são: tecnologias da informação e comunicação, materiais escolares e pedagógicos acessíveis, comunicação alternativa, recursos de acessibilidade ao computador, softwares específicos, etc.

Salas de Recursos Multifuncionais (SRM)
• É um programa do MEC que fornece equipamentos de informática, mobília, materiais didáticos e pedagógicos para criar salas destinadas a integrar alunos nas escolas públicas regulares por meio da política de educação inclusiva.
• As Salas de Recursos Multifuncionais são espaços físicos que possuem materiais diferenciados e profissionais específicos para o atendimento das diversas necessidades educativas especiais das crianças.
• Esta sala tem caráter complementar e suplementar de acessibilidade dos alunos ao conhecimento, mas não substitui o espaço da sala de aula comum.
• Contribui para a eliminação de barreiras (espaço físico, materiais e métodos, por exemplo) ao acesso ao conhecimento.
• São atendidos nas Salas de Recursos Multifuncionais alunos da educação especial que necessitam do AEE no contraturno escolar, conforme estabelecido na Política Nacional de Educação Especial.
• Ou seja, alunos com deficiência, com transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação.DICAS PARA ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO
Este site sempre mantém sugestões de atividades para Atendimento Educacional Especializado.
Veja dicas para atendimento ao aluno cadeirante, com TGD, entre outros.

PROFESSOR DE EDUCAÇÃO ESPECIAL
• Este profissional é o intermediário entre o professor da disciplina e o aluno, dá apoio e ajuda a flexibilizar o conteúdo programado de forma que ele possa compreender, facilitando seu processo de aprendizado.
• O professor de Educação Especial tem funções abertas à articulação com as atividades desenvolvidas por professores, coordenadores pedagógicos, supervisores e gestores das escolas comuns, visando o benefício dos alunos e melhoria da qualidade de ensino.
• É preciso que o professor se mantenha em um estado permanente de observação em relação aos seus alunos para ter sucesso em seu trabalho.
• É o progresso do aluno que vai dizer se o planejamento do professor está adequado ou não.
• O professor que atua neste serviço deve ter formação para o exercício do magistério de nível básico e conhecimentos específicos em Educação Especial.
• É preciso também se manter atualizado.
• Deve ter empenho para planejar e replanejar sempre suas aulas e ter postura observadora.
• Outras características desejáveis ao professor que trabalha com inclusão são: saber lidar com frustrações, reconhecer e transformar emoções, ser flexível, olhar as dificuldades como desafios e transformar problemas em recursos.
• A família também compõe a rede de apoio, sendo a mais importante para a escolarização dos alunos.
• Também compõem a rede os profissionais da área da saúde, como psicólogos, fisioterapeutas, psicopedagogos, fonoaudiólogos ou médicos que trabalham com o aluno.
• Ter um segundo professor em sala de aula pode ser mais uma prática de apoio ao professor.
• Ele pode ser um monitor, auxiliar, intérprete ou apoio, auxiliando na elaboração do planejamento e suporte das condições de aprendizagem dos alunos.
• O conhecimento vem da prática e são muitos desafios ainda a serem enfrentados em relação à educação inclusiva.
• Por isso as iniciativas dos professores são fundamentais na construção das experiências e possibilidades de aprendizagem.
Obs: O professor não deve estar sozinho, ele deve contar com uma rede de apoio na escola e fora dela, para poder exercer a educação inclusiva. Ou seja, o aluno não é visto como responsabilidade apenas do professor, mas de todos os participantes do processo educacional (direção e coordenação pedagógica, por exemplo).

VEJA ALGUMAS DAS ATRIBUIÇÕES DO PROFESSOR DA EDUCAÇÃO ESPECIAL:
1. Identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias, considerando as necessidades específicas dos alunos.
2. Reconhecer as necessidades e habilidades do aluno. Isso facilita para traçar seu plano de atendimento.
3. Produzir materiais como: textos transcritos, materiais didático-pedagógicos adequados, entre outros.
4. Elaborar e executar o plano de AEE, revisando e atualizando-o constantemente, de acordo como aluno e sua particularidade.
5. Organizar o tipo e número de atendimentos (varia de caso para caso).
6. Acompanhar a funcionalidade e aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade nos ambientes da escola.
7. Ensinar e usar os recursos de Tecnologia Assistiva.
8. Promover atividades e espaços de participação da família, e interface com os serviços de saúde, assistência social e outros.

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