Avaliação Escolar

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Esta Aula pertence ao Curso de Avaliação Educacional oferecido pela Ensino Nacional

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INTRODUÇÃO
• A avaliação escolar pode ser definida como um meio de obter informações sobre os avanços e dificuldades de cada aluno.
• É um procedimento permanente de suporte ao processo ensino-aprendizagem, de orientação para o professor planejar suas ações, a fim de conseguir ajudar o aluno a prosseguir, com êxito, seu processo de escolarização.
• A avaliação no processo ensino-aprendizagem tem sido considerada um tema delicado por possuir implicações pedagógicas que extrapolam os aspectos técnicos e metodológicos e atinge aspectos sociais, éticos e psicológicos importantes.
• A avaliação pode tanto estimular, promover, gerar avanço e crescimento, quanto desestimular, frustrar, impedir o avanço e crescimento do sujeito que aprende.
• A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, trata a frequência e a avaliação do rendimento escolar em planos distintos.
• Nesta lei está previsto que deve haver avaliação “contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais”.
• Ou seja, o objetivo da avaliação não deveria ser visto como o de promover ou reter alunos, mas sim permitir possibilidade de avanço nos cursos e séries mediante verificação do aprendizado.

Obs: O termo “avaliação escolar” é usado com o mesmo sentido de avaliação de aprendizagem, avaliação da aprendizagem escolar ou avaliação educacional. Mas, com a LDB, a avaliação de aprendizagem tem sido considerada uma das interfaces da avaliação escolar. A avaliação de aprendizagem foca mais o indivíduo, enquanto a escolar se refere ao coletivo. O termo “avaliação educacional” é usado para designar as análises em grande escala feitas pelo Estado para avaliar o sistema de educação pública.

AVALIAÇÃO ESCOLAR
Tradicional
• Existem duas principais concepções pedagógicas usadas nas escolas de hoje: a tradicional e a construtivista.
• A tradicional vem sendo criticada por sua excessiva ênfase no ensino dos conteúdos.
• Já a construtivista ficou conhecida, principalmente, por priorizar o “fazer” dos alunos.
• O foco da escola tradicional pode ser resumido como a aquisição de conteúdos selecionados das diferentes ciências, com critério acadêmico e grande desvinculação das representações trazidas pelo aluno e de seu contexto social e político.
• O professor, nas escolas tradicionais, exerce o papel de transmissor de informações, se tornando o centro das relações entre o aluno e o conhecimento.
• Ele tem como função transmitir verdades já prontas, validadas pela sociedade e transmitidas às novas gerações.
• Neste contexto, o aluno é um repetidor de informações, muitas vezes não compreendidas ou vazias de significados para ele.
• Cabe ao professor da linha tradicional: saber a matéria, programar o que irá apresentar aos alunos, transmitir em aula o que está previsto, e depois cobrar nas provas da mesma forma como ensinou.
• É mais fácil ser professor da linha tradicional do que na perspectiva construtivista.
• Neste modelo, quem demonstra o que aprendeu é aprovado, quem não conseguiu, é reprovado, e a missão do professor está cumprida.
• O foco da nova orientação educacional está na preparação das condições para que o aluno seja competente, isto é, seja capaz de estabelecer relações significativas no universo simbólico das informações disponíveis.
• A escola cumpre as exigências burocráticas do sistema.
• Cabe aos professores conceituar o aluno de maneira que representem definições em termos da sua promoção ou não para a série seguinte.

Proposta Construtivista
• Essa nova visão da relação entre professor, aluno e conhecimento está representada pela característica fundamental de interação que se estabelece entre eles.
• O professor, além de transmissor de informações, é o elemento mediador da interação entre o aluno e o conhecimento socialmente construído.
• Cabe a ele criar as condições mais favoráveis à aprendizagem do aluno.
• O ensino deixa de ser uma transmissão de conhecimentos, para se constituir em processo de elaboração de situações didático-pedagógicas que facilitem a aprendizagem.

Obs: De acordo com o educador Paulo Freire, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua própria produção ou sua construção”.

• A perspectiva construtivista parte do princípio de que o aluno não é um simples acumulador de informações, e sim de que ele é o construtor do próprio conhecimento.
• E o professor é o mediador dessa construção.
• Para a aprendizagem não é o suficiente que o aluno adquira informações isoladas.
• É necessário estabelecer relações entre elas, dando significado à aprendizagem.
• Construtivismo é a ideia de que nada, a rigor, está pronto ou acabado e de que o conhecimento não é dado como algo terminado.
• Avaliar é dinamizar oportunidades de reflexão e que exige um acompanhamento permanente do professor, propondo ao aluno novas questões, novos desafios.
• A avaliação, dessa maneira, deixa de ser um momento terminal do processo educativo (como acontece hoje) e passa a representar a busca incessante pela compreensão das dificuldades do educando e a dinamização de novas oportunidades de conhecimento.
• De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, a avaliação informa ao professor o que foi aprendido pelo aluno, fazendo-o refletir sobre a eficácia de sua prática educativa e orientando-o para intervenções necessárias.
• A avaliação informa ao aluno quais são seus avanços, dificuldades e possibilidades.
• O objetivo do ensino e da avaliação da aprendizagem é criar condições para o desenvolvimento de competências do aluno.
• Quanto mais completa for a formulação das questões, melhor será a formação do aluno para sua vida profissional.

INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
Os instrumentos mais usados de avaliação são: provas escritas ou orais, seminários, tarefas, pesquisas e dinâmicas de grupo. No processo de avaliação, as notas e conceitos são decisivos para a continuidade dos estudos.
Veja nesta tabela os principais instrumentos e os benefícios de cada um.

AVALIAÇÃO DE ENSINO E APRENDIZAGEM
• É feita de forma contínua, cumulativa e sistemática na escola.
• Tem como objetivo diagnosticar a situação de aprendizagem de cada aluno, em relação à programação curricular.
• Ela não deve priorizar apenas o resultado ou o processo, mas como prática de investigação deve interrogar a relação ensino-aprendizagem e buscar identificar os conhecimentos construídos e as dificuldades de uma forma dialógica.
• O erro passa a ser considerado uma indicação de como o educando está relacionando os conhecimentos que já possui com os novos conhecimentos que vão sendo adquiridos.
• O erro deixa de representar a ausência de conhecimento adequado.
• Toda resposta ao processo de aprendizagem (certa ou errada) é um ponto de chegada por mostrar os conhecimentos que já foram construídos e absorvidos, e um ponto de partida, para um recomeço que possibilite novas tomadas de decisões.
• Por muito tempo a avaliação foi vista e usada como instrumento para classificar e rotular os alunos entre bons, os que dão trabalho e o que não tem jeito.
• Mas este modelo ficou ultrapassado e hoje a avaliação é vista como uma importante ferramenta à disposição dos professores para alcançar o principal objetivo da escola, que é fazer todos os alunos avançarem.
• O importante é encontrar caminhos para medir a qualidade do aprendizado e oferecer alternativas para uma evolução mais segura.
• Existem vários instrumentos de avaliação e especialistas concordam que o ideal é mesclá-los e adaptá-los não somente aos objetivos do educador, mas às necessidades de cada turma.
• Em resumo, a avaliação deve ser vista como uma reorientação para uma melhor aprendizagem e para a melhoria do sistema de ensino.

TIPOS DE AVALIAÇÃO
Veja alguns tipos de avaliação escolar:
1 → Avaliação Diagnóstica:
• Possui a função de informar sobre o contexto em que o trabalho pedagógico vai se realizar, assim como sobre os atores que irão participar do mesmo.
• Seus recursos específicos são: seminários, questionários, análises de resultados anteriores, entrevistas, etc.
• O objetivo é alcançar as metas do trabalho pedagógico juntamente com a avaliação formativa.

2 → Avaliação Formativa:
• Tem como objetivo captar os avanços e as dificuldades que se manifestam durante o processo pedagógico.
• Sua função é informar ao professor e aluno o que está acontecendo.
• Os resultados dessa avaliação devem mostrar a necessidade de se rever planos ou de retomar decisões reestabelecidas.
• A avaliação formativa indica o que deveria ser feito para tornar a avaliação verdadeiramente útil em situação pedagógica.
• Ela é considerada uma avaliação informativa.
• Avaliação formativa é aquela que auxilia o aluno a aprender a se desenvolver.

3 → Avaliação Somativa:
• É a mais usada no sistema educacional formal.
• É ela que vai demonstrar a nota ou conceito do aluno para um determinado período (que pode ser uma semana, um mês, uma aula, um bimestre, etc).
• A avaliação somativa, realizada ao final de um curso, período letivo ou unidade de ensino, classifica os alunos de acordo com os níveis de aproveitamento, e geralmente tem como objetivo a promoção do aluno de uma série para outra.
• A avaliação somativa (como os exames finais) também pode cumprir finalidades da avaliação formativa, mas em outro nível.
• O professor e a instituição podem e devem utilizar esses dados (como por exemplo, o número de reprovações) para avaliar o processo e tomar decisões que ajudem a melhorá-lo.

4 → Autoavaliação:
• Na autoavaliação o aluno participa de maneira ampla e ativa no processo de aprendizagem, já que tem a oportunidade de analisar seu progresso nos estudos, suas atitudes e comportamento diante do professor e colegas.
• A autoavaliação, sempre que possível, deve acompanhar a avaliação.

5 → Nível Institucional:
• Em vários países e diversas universidades, há uma nova tendência no que diz respeito à avaliação, que é levar em conta os resultados finais dos alunos, no nível institucional, para tomar decisões que contribuam para a melhoria da qualidade do ensino.

BOA AVALIAÇÃO
Saber o nível atual de desempenho do aluno (diagnóstico);
Comparar essa informação com aquilo que é necessário ensinar no processo educativo (qualificação);
Tomar decisões que possibilitem atingir os resultados esperados (planejar atividades, sequências didáticas ou projetos de ensino, com os respectivos instrumentos avaliativos para cada etapa).

Obs: Para o professor, a avaliação só faz sentido quando leva ao desenvolvimento do educando, ou seja, só se deve avaliar aquilo que foi ensinado.

AVALIAÇÃO E O PROFESSOR
• O grande dilema da avaliação, para o professor, está centrado no aproveitamento escolar, em como decidir se o aluno passa ou não de série, uma decisão que pode influenciar na vida do aluno e aumentar não apenas os índices de repetência, mas também os de evasão escolar.
• É preciso refletir sobre o papel da avaliação e as condições necessárias para que esta de efetue de maneira justa e coerente.
• Muitos professores não sabem como avaliar, e a prova pode se transformar em um processo de cobrança dos conteúdos aprendidos ou decorados pelos alunos.
• Muitos professores veem a avaliação como um peso ou um freio, mais do que como uma ferramenta eficaz a serviço de uma pedagogia dinâmica.
• Faz parte do trabalho do docente verificar e julgar o rendimento dos alunos, avaliando os resultados do ensino.
• O progresso alcançado pelos alunos é reflexo da eficácia do ensino.
• Logo, o rendimento do aluno reflete o trabalho desenvolvido em classe pelo professor.
• A avaliação faz parte da rotina escolar e é responsabilidade do professor aperfeiçoar suas técnicas de avaliação.
• No modelo construtivista, há uma nova proposta de relação entre professor, aluno e conhecimento, partindo do princípio de que o aluno não é acumulador e repetidor de informações recebidas, mas sim é construtor do seu saber.
• Nesse caso, o professor atua como mediador, estimulando a construção do pensamento.
• A avaliação possui um sentido amplo e deve ser feita de diversas formas, com variados instrumentos, sendo o mais comum a prova escrita (na cultura do país).
• É preciso redimensionar a prática de avaliação no contexto escolar, pois o processo de avaliação de aprendizagem pode ser melhorado ao se atribuir um novo significado ao instrumento, e elaborando-o em uma nova perspectiva pedagógica.

Comentários

  1. Esse curso e que ensina o aluno ser participativo, no assunto e ele deixa o aluno participa e se expressar o que e entendeu do assunto e muito bom

  2. E os professores e avaliar como o aluno esta indo no assunto ,eles trabalha e observando a capacidade do aluno ,eles observa se o aluno esta com dificuldade e fica atento como o aluno ya superando

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