Biossegurança na Enfermagem

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Esta Aula pertence ao Curso de Comunicação e Registro de Enfermagem  oferecido pela Ensino Nacional

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O QUE É BIOSSEGURANÇA
• Existem várias definições para biossegurança, podendo ser definida como ciência, conduta, conjunto de ações, etc.
• O ponto comum em todas as definições é a noção de controle dos riscos.
• A ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) define biossegurança como condição de segurança alcançada por um conjunto de ações com o objetivo de prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes às atividades que possam comprometer a saúde humana, animal e o meio ambiente.
• É um conjunto de ações, procedimentos, técnicas, metodologias, equipamentos e dispositivos capazes de eliminar ou minimizar riscos inerentes as atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, que podem comprometer a saúde do homem, dos animais, meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.
• O princípio básico da biossegurança é o controle de riscos, sendo um elemento considerável do esforço gradual da busca de proteção contra as ameaças à vida humana.
Obs: No Brasil, a biossegurança está formatada legalmente para os processos envolvendo organismo geneticamente modificados e questões relativas a pesquisas científicas com células-tronco embrionárias, de acordo com a Lei de Biossegurança n° 11.105 de 24 de março de 2005. O órgão regulador dessa Lei é a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio).
• Existem duas vertentes da biossegurança no Brasil: a legal e a praticada.
• A legal está voltada à manipulação de organismos geneticamente modificados (OGMs) e a de células tronco.
• A praticada está relacionada aos riscos químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e de acidentes encontrados nos ambientes laborais, amparada pelas normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), entre outras.
• A biossegurança está presente em locais como hospitais, indústrias, laboratórios de saúde pública, laboratórios de análises clínicas, universidades, hemocentros, etc.
• O objetivo é prevenir os riscos gerados pelos agentes químicos, físicos e ergonômicos, relacionados com processos onde o risco se encontra presente ou não.

RISCOS
De acordo com a Portaria do Ministério do Trabalho, MT nº 3214, de 1978, os riscos podem ser: riscos de acidentes, riscos ergonômicos, riscos físicos, riscos químicos e riscos biológicos.
1 → Riscos de Acidentes
• O risco de acidente é qualquer fator que coloque o trabalhador em situação de perigo e possa afetar sua integridade, bem estar físico e moral.
• Ex: máquinas e equipamentos sem proteção, arranjo físico inadequado, etc.

2 → Riscos Ergonômicos
• É qualquer fator que possa interferir nas características psicofisiológicas do trabalhador causando desconforto ou afetando sua saúde.
• Ex: ritmo excessivo de trabalho, postura inadequada de trabalho, etc.

3 → Riscos Físicos
• São as diversas formas de energia a que os trabalhadores possam estar expostos.
• Ex: ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas, radiações ionizantes e não ionizantes, etc.

4 → Riscos Químicos
• São as substâncias, compostas ou produtos que possam penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases ou vapores, ou que, pela natureza da atividade de exposição, possam ter contato ou ser absorvido pelo organismo através da pele ou por ingestão.

5 → Riscos Biológicos
• São considerados agentes de risco biológico, as bactérias, fungos, parasitos, vírus, entre outros.
• Os agentes de risco biológico podem ser distribuídos em quatro classes, por ordem crescente de risco, classificados segundo os seguintes critérios: patogenicidade para o homem; virulência; modos de transmissão; disponibilidade de medidas profiláticas eficazes; disponibilidade de tratamento eficaz; endemicidade.

CLASSES DE RISCO BIOLÓGICO
Classe de Risco I
Escasso risco individual e comunitário: o micro-organismo tem pouca probabilidade de provocar enfermidades humanas ou enfermidades de importância veterinária.

Classe de Risco II
Risco individual moderado, risco comunitário limitado: a exposição ao agente patogênico pode provocar infecção, porém, se dispõe de medidas eficazes de tratamento e prevenção, sendo o risco de propagação limitado.

Classe de Risco III
Risco individual elevado, baixo risco comunitário: o agente patogênico pode provocar enfermidades humanas graves, podendo propagar-se de uma pessoa infectada para outra, entretanto, existe profilaxia e/ou tratamento.

Classe de Risco IV
Elevado risco individual e comunitário: os agentes patogênicos representam grande ameaça para as pessoas e animais, com fácil propagação de um indivíduo ao outro, direta ou indiretamente, não existindo profilaxia nem tratamento.

TIPOS DE RISCOS OCUPACIONAIS DA ENFERMAGEM
• Os profissionais de saúde em seu ambiente de trabalho estão expostos a inúmeros riscos.
• O ambiente hospitalar é um local tipicamente insalubre, pois propicia a exposição a riscos inerentes ao desenvolvimento de suas atividades.
• Os trabalhadores de enfermagem estão expostos a inúmeros riscos que podem causar agravos à sua saúde, acidentes de trabalho e/ou doenças, principalmente durante a assistência ao cliente.
• Essa exposição pode trazer consequências para a saúde do trabalhador em vários aspectos: físico, psíquico, emocional e social.
• É obrigatório que as instituições implantem uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), assim como a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e os programas PPRA (Programa de

Prevenção de Riscos Ambientais) e PPRO (Programa de Prevenção de Riscos Ocupacionais) nas unidades que atuarão juntamente com a participação dos profissionais.
• As instituições também devem garantir treinamentos e capacitações periódicas para os profissionais, preparando-os para o cumprimento das normas estabelecidas.
• A Norma Regulamentadora NR-32 tem como finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implantação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral.
• A identificação precoce dos riscos ocupacionais a que a equipe de enfermagem está exposta ajuda na prevenção e no controle dos riscos e acidentes de trabalho, reduzindo os danos à saúde do trabalhador.
• Durante a assistência ao paciente, os trabalhadores de enfermagem estão expostos à inúmeros riscos ocupacionais, causados por fatores químicos, físicos, mecânicos, biológicos, ergonômicos, que podem ocasionar doenças ocupacionais e acidentes de trabalho.
Fatores
• A enfermagem é uma profissão de risco devido à exposição à qual o profissional se submete diariamente.

Veja alguns dos principais fatores que levam a ocorrência dos riscos ocupacionais:
• Número insuficiente de funcionários: isso ocasionada uma sobrecarga de trabalho.
• Sobrecarga de trabalho: o trabalho de enfermagem é desgastante. Além da sobrecarga de horário e de funções, que levam à insegurança no trabalho, aumentando a responsabilidade profissional, muitas vezes com recursos inadequados, o que prejudica o bom andamento de suas funções. Essa sobrecarga pode interferir na qualidade de vida dos trabalhadores.
Rodízio de turnos dos plantões noturnos: trabalho noturno pode causar um impacto negativo na saúde do trabalhador.
• Desgaste mental e emocional: o desempenho do profissional quando afetado acarreta em falhas de percepção e dificuldades de concentração nas tarefas a serem executadas. O estado mental e emocional do profissional pode levar ao estresse e as doenças ocupacionais causadas pelo estresse.
• Condições físicas impróprias: as principais queixas apresentadas por trabalhadores de enfermagem são: doenças infectocontagiosas, cardiovasculares, reações alérgicas, fadigas, contusões, além de lombalgias e distúrbios osteomusculares, relacionados ao transporte e movimentação de pacientes, organização do ambiente de trabalho com posturas inadequadas, entre outros.
• Falta de capacitação profissional: a falta de capacitação profissional contribui para a ocorrência de riscos ocupacionais. Isso evidencia a necessidade de criação de estratégias direcionadas a estes profissionais, visando à prevenção de acidentes durante o trabalho.
• Exposição às substâncias tóxicas: este é um dos riscos químicos. Os elementos químicos são usados com a finalidade de limpeza, desinfecção e esterilização.
• Exposição ocupacional: os profissionais de enfermagem são os que mais permanecem em contato físico com os doentes. Dessa maneira, o material biológico é o principal risco ao qual o profissional está exposto.
Indisposição ou mau uso dos Equipamentos de Proteção Individuais – EPIs: o trabalho realizado no ambiente hospitalar é arriscado e insalubre, fazendo com que os trabalhadores realizem suas tarefas sem proteção adequada, sem o uso de EPI ou quando estes não se encontram disponíveis pela instituição. É necessário que a NR 32 seja cumprida, especialmente no quesito que se refere à exigência das instituições de disponibilizarem os EPIs para serem usados pelos profissionais.
• Condições inapropriadas de trabalho: na maioria das vezes é o contrato de trabalho que define as condições de trabalho, compreendendo a carga horária, a jornada, as atividades, a remuneração e outros aspectos que muitas vezes não condizem com a função realizada. A vida do trabalhador sofre influência do processo de trabalho em vários aspectos de ordem social, como organização do trabalho, distâncias da residência, inexistência de creches, entre outros que provocam sensação de desconforto e aborrecimento. À vista disso, os profissionais ficam sem condições adequadas de trabalho, gerando insegurança, medo, carga horária extensa, baixos salários, etc.
• Ambiente de trabalho: no próprio ambiente de trabalho existem fatores que interferem na saúde do trabalhador, como por exemplo, a climatização do local, exposição a ruídos sonoros, entre outros.

PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÃO HOSPITALAR
• Os hospitais são instituições muito antigas na história da humanidade e foram criados para assistir ao paciente em seus momentos finais.
• Hoje em dia, devido a avanços científicos, oferecem aos pacientes os serviços diagnósticos e terapêuticos mais atualizados.
Obs: Ignaz Semmelweis é considerado o pioneiro nos esforços do controle da infecção hospitalar. Ele descobriu a importância de lavar as mãos para o controle de infecções.
• As infecções hospitalares estão entre os agravos mais antigos e graves à saúde.
• A ferramenta mais eficaz no controle de infecções é o processo de coletar sistematicamente dados, analisar e instituir medidas de prevenção.
• Infecção hospitalar (IH) pode ser definida como a infecção adquirida durante a hospitalização e que não estava presente ou em período de incubação por ocasião da admissão do paciente.
• Pode se manifestar durante a internação ou mesmo após a alta, quando puder ser relacionada com a internação ou procedimentos hospitalares.
• Em geral, são diagnosticadas a partir de 48 horas após a internação.
• As infecções hospitalares aumentam o tempo de hospitalização do paciente, elevando os custos do tratamento.
• A infecção hospitalar pode ser atribuída às condições próprias do paciente com dificuldade em conviver com as bactérias que lhe colonizam a pele.
• Devido a isso, nem sempre é possível afirmar que o hospital ou sua equipe tenha cometido um erro.
• Isto ficará demonstrado somente se as normas apropriadas de tratamento não tiverem sido seguidas ou se a infecção resultou de desempenho incompatíveis com os padrões da instituição.
• As infecções podem ocorrer ainda por falhas no processo de assistência, que elevem o risco de aquisição de infecções para os pacientes: falhas no processo de esterilização, falhas no preparo de medicações parenterais, falhas na execução de procedimentos invasivos, etc.
• O Ministério da Saúde instituiu a Portaria nº 196 em junho de 1983, determinando que todos os hospitais do país deverão manter Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), independente da entidade mantenedora.
• Além da Portaria nº 196/83, o Ministério da Saúde publicou as Portarias de nº 930/92 e 2.616/98, que normatizam e regulamentam medidas de prevenção e controle de infecção hospitalar.
• Ainda sobre o tema, a Lei Federal nº 9.431/97, torna obrigatória a manutenção de um programa de controle de infecções hospitalares pelos hospitais do país.
• Já a Portaria nº 2.616/98 expediu em forma de anexos, diretrizes e normas para a prevenção e o controle de infecções hospitalares.
• A Lei nº 9.782/99 criou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), e neste mesmo ano o programa nacional de Controle de Infecção Hospitalar passou a ser responsabilidade deste órgão.
• No Brasil, apesar de muitos esforços, a situação do controle de infecção ainda enfrenta uma realidade adversa do que pode se julgar satisfatório.
• Há carência de recursos humanos e materiais nas instituições de saúde, ausência de CCIHs atuantes, ou ainda profissionais exercendo a função sem conhecimento adequado da atividade que resultam em elevadas taxas de infecção hospitalar.
• É necessário um maior compromisso dos dirigentes, tanto com a administração dos hospitais quanto pelo cumprimento da legislação.
• Também é preciso ampliar os programas de orientação para a prevenção e controle das Infecções Hospitalares.

MECANISMOS DE DISSEMINAÇÃO DE MICRO-ORGANISMOS EM HOSPITAIS
A transmissão de micro-organismos em hospitais pode se dar por diferentes vias. Veja os principais:
Transmissão aérea por gotículas
• Acontece pela disseminação por gotículas maiores do que 5 mm, que podem ser geradas durante tosse, espirro, conversação ou realização de diversos procedimentos (broncoscopia, inalação, etc.).
• São partículas pesadas que não permanecem suspensas no ar, portanto não são necessários sistemas especiais de circulação e purificação do ar.
• As precauções devem ser tomadas por quem se aproximar menos de 1 metro da fonte.

Transmissão aérea por aerossol
• Ocorre pela disseminação de partículas, cujo tamanho é de 5mm ou menos.
• Essas partículas permanecem suspensas no ar por longos períodos e podem ser dispersas a longas distâncias.
• São desejadas algumas medidas especiais para impedir a recirculação do ar contaminado e para se alcançar a sua descontaminação.

Transmissão por contato
• É o modo mais comum de transmissão de infecções hospitalares.
• Envolve contato direto (pessoa-pessoa) ou indireto (objetos contaminados, itens de uso do paciente, etc.), promovendo a transferência física de micro-organismos.

USO DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
• Cabe ao enfermeiro, enquanto gerente da equipe de enfermagem, estar ciente da participação nas medidas de prevenção para se proteger e manter um ambiente seguro para os demais trabalhadores que compõem a equipe de enfermagem.
• A utilização dos equipamentos de proteção individual faz parte da prevenção, além de serem uma barreira importante nos acidentes envolvendo materiais biológicos.
• Foi somente a partir da década de 1980 que a preocupação com os profissionais da área da saúde passou a ser alvo de mais interesse, quando foi reconhecido que o próprio trabalho causava doenças e acidentes.
• A equipe de enfermagem se expõe, em maior número, a riscos ocupacionais relacionados ao cuidado direto aos pacientes, à dependência de cuidados por parte dos pacientes, ao elevado número de procedimentos e de intervenções terapêuticas que necessitam de uso de materiais perfurocortantes e de equipamentos, aumentando as probabilidades do profissional adquirir infecções e doenças não confirmadas.
• A partir disso surge a necessidade da orientação e educação dos profissionais de enfermagem em controlar os agentes de risco, utilizar os EPIs e participar dos controles administrativos, programas de exames médicos e sempre adotar medidas de segurança.
• Segundo a Norma Regulamentadora – NR 6, considera-se Equipamento de Proteção Individual (EPI), “todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho”.
• O EPI deve ser aprovado por órgão competente do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e é de fornecimento obrigatório e gratuito aos empregados que necessitarem fazer uso dele.

Veja os equipamentos que fazem parte da prática de enfermagem:
• Máscaras para proteção respiratória; óculos para amparar os olhos contra impactos, radiações e substâncias; luvas para proteger contra riscos biológicos e físicos; avental ou capote descartável e gorro para evitar aspersão de partículas dos cabelos e do couro cabeludo no campo de atendimento.
• Nesse caso, os EPIs são usados para prevenir o usuário de adquirir doenças em virtude do contato profissional.
• A adesão ao uso de EPI traz benefícios à saúde do trabalhador e seus empregados, como maior produtividade, diminuição do número de licenças e redução dos gastos hospitalares com equipamentos e materiais.
• O uso de EPI deve ser adequado às necessidades do procedimento, avaliando o conforto, tamanho do equipamento e tipo de risco envolvido.

QUAIS SÃO OS EPIS?
Luvas
• Devem ser usadas quando há possibilidade de contato com sangue, secreções e excreções, com mucosas ou com áreas de pele não íntegra (ferimentos, úlceras de pressão, etc.).
• As luvas estéreis são indicadas para procedimentos invasivos e assépticos, enquanto luvas grossas de borracha são indicadas para limpeza de materiais e de ambiente.
• É preciso trocá-las logo após o contato com material biológico, entre as tarefas e procedimentos num mesmo paciente.
Obs: Deve-se lavar as mãos imediatamente após a retirada das luvas para evitar a transferência de micro-organismos a outros pacientes e materiais.

Máscaras, gorros e óculos de proteção:
• Usados durante procedimentos em que haja a possibilidade de respingo de sangue e outros fluidos corpóreos, nas mucosas da boca, nariz e olhos do profissional.
• São indicados também durante a manipulação de produtos químicos.
• As máscaras são de uso único e devem ter um filtro bacteriano.
• O gorro é indicado para profissionais que envolvam dispersão de aerossóis, projeção de partículas e proteção de pacientes quando o atendimento envolver procedimentos cirúrgicos.

Aventais (capotes):
• Devem ser usados durante os procedimentos com possibilidade de contato com material biológico.
• O avental protege a pele e previne sujidade na roupa durante procedimentos que tenham probabilidade de gerar respingos ou contato de sangue, fluidos corporais, secreções ou excreções.
• O avental de plástico é indicado para lavagem de materiais em áreas de expurgo.

Botas:
• Devem ser usadas para locais úmidos ou com quantidade significativa de material infectante (como centros cirúrgicos).
• Os calçados indicados para o ambiente com sujeira orgânica são os fechados e de preferência impermeáveis (couro ou sintético).

ACIDENTES COM MATERIAL BIOLÓGICO
• Os fatores biológicos podem ser representados por agentes biológicos, como bactérias, fungos, parasitas, entre outros.
• A contaminação ocorre com mais frequência por via cutânea, em decorrência de acidente de trabalho com materiais perfurocortantes.
• São vários os patógenos que podem ser transmitidos aos profissionais de saúde decorrente de suas atividades.
• Entre os patógenos que podem ser transmitidos através da exposição ocupacional, os que representam maior importância epidemiológica são o vírus da imunodeficiência humana (HIV), vírus da hepatite B e vírus da hepatite C, por provocarem doenças de maior gravidade.
• Entre as principais causas atribuídas à ocorrência de acidentes com esses materiais estão: descarte em locais inadequados ou em recipientes superlotados, transporte ou manipulação de agulhas desprotegidas e desconexão da agulha da seringa.
• A exposição ocupacional a material biológico potencialmente contaminado pode ocorrer por meio de picadas de agulhas, ferimentos com objetos cortantes, contato direto das mucosas, etc.
• Estudos demonstraram que as causas mais frequentemente atribuídas à ocorrência destes acidentes foram falta de atenção e pressa.
O profissional de enfermagem é responsável por prestar assistência aos pacientes. Mas como é feito o controle da saúde destes profissionais?

CONTROLE DA SAÚDE DOS PROFISSIONAIS
• O ambiente de trabalho, dependendo de suas condições, pode representar um risco para a saúde do trabalhador.
• Os profissionais de saúde, especialmente os trabalhadores de unidades hospitalares, estão sujeitos a um maior número de riscos ocupacionais do que outras categorias.
• O trabalho em ambiente hospitalar possui características especiais, como trabalho noturno, alternância, horas extras e plantões, o que ocasiona desgaste físico, alteração do ciclo circadiano (ciclo biológico), tempo de sono insuficiente, entre outros.
• Isso pode levar a obesidade e hábitos de vida pouco saudáveis, além da diminuição da capacidade cognitiva e de execução de tarefas, favorecendo a ocorrência de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho.
• Essa realidade tem acarretado agravos à saúde dos trabalhadores de enfermagem, geralmente provenientes do ambiente de trabalho, da organização e das atividades insalubres que executam.
• O ambiente hospitalar também é um local com forte carga emocional.
• E os profissionais de saúde, principalmente os de enfermagem, por estarem mais próximos dos pacientes e seus familiares.
• Logo, do exercício da enfermagem decorre uma forte carga psíquica, afetiva e emocional.
• Em resumo, o contexto hospitalar possui fatores que influenciam na saúde física e mental dos profissionais de enfermagem.
• O trabalho em turnos está associado a agravos à saúde, como distúrbios digestivos, problemas psíquicos, queixas do sono, doença coronariana, etc.
• De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), a escassez de profissionais, as baixas condições de trabalho, e o abandono da profissão são destacados como dificuldades a seres superadas, principalmente em países em desenvolvimento.
• As consequências desses fatores não são apenas um problema dos profissionais, mas se refletem também na assistência prestada aos pacientes, podendo resultar em maior probabilidade de erros durante os cuidados de enfermagem.
• Devido a todos os motivos explicados, é importante que os profissionais de enfermagem façam exames periódicos de saúde, participar dos cuidados preventivos e oferecer dados para subsidiar legislações específicas que protejam a saúde destes trabalhadores.

Comentários

  1. Andréa

    Gostei muito e torou muitas duvidas minhas,parabens

  2. Jose Antonio de Andrade

    Muito útil, prático, claro e informativo. Parabéns.
    Sou enfermeiro, professor, e dentre muitos materiais lidos, na minha opinião esse foi o melhor.
    Muito obrigado!

  3. leandra viana dantas

    foi bem interessante pois consiguir assimilar o assunto.

  4. adailde conceicao

    nao se pode dar seguranca cuidar de saude sem possui-las

  5. Ismael Moreira de Sousa

    Boa tarde. Sou enfermeiro e leciono em uma escola que oferta curso para técnico em enfermagem. Gostaria de saber que material usaram para esse conteúdo sobre Biosseguranaça.

    • Danyllo Rodrigues

      Bom dia Ismael, o material é baseado em uma apostila sobre o tema.

  6. Quanto mais conhecimento for absorvido pelo aluno melhor será seu desempenho profissional, mesmo o que estiver sendo nutrido pelo seu senso cognitivo não for afeto a sua área de atuação.

  7. alina

    top ! melhor informação

  8. laudeane nogueira

    Muito bom, gostei!

  9. Eliane

    Amei, muito proveitoso.

  10. vitor pereira

    Olá, por favor poderia me responder quais EPIs e EPCs que contribuem para evitar acidentes ergonômicos na enfermagem?

    • admin

      Boa tarde Vitor! Ótima pergunta! Infelizmente não existem muitos EPIs e EPCs neste sentido (para risco ergonômico), as únicas recomendações neste aspecto são, utilizar todos os EPIs para proteção de riscos biológicos (como luvas, máscaras, jaleco, etc.) o que é fundamental e indispensável para praticamente todos os procedimentos, utilizar sapatos com boa aderência é uma das principais recomendações para evitar acidentes, pois, é relativamente comum os pisos destes ambientes serem muito lisos (pela questão da limpeza e higienização). Um outro ponto que deve ser considerado são os assentos, que devem atender um minimo de conforto para evitar danos. Também é importante realizar alongamentos em momentos que dispuser de algum intervalo, eles são fundamentais para evitar as DORTs (que só apresentam sintomas após instaladas). Apesar de existirem outros fatores de riscos ergonômicos, como a altura elevada dos ruídos, levantar peso em excesso, ambientes muito quentes, estes não costumam contar com algum meio de proteção.

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