Classes de Palavras

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Esta Aula pertence ao Curso de Nova Gramática Brasileira oferecido pela Ensino Nacional

certificado1

CLASSES E CARACTERÍSTICAS

Classes
• Os gramáticos reconhecem dez classes gramaticais, ou classes de palavras.
• São elas: substantivo, adjetivo, advérbio, verbo, conjunção, interjeição, preposição, artigo, numeral e pronome.
• A morfologia (morfo = forma + logia = estudo, ou seja, estudo da forma) é a parte da gramática que estuda as classes de palavras.
• A morfologia não estuda o contexto das palavras ou as relações entre elas, apenas sua forma.

Principais Características
Os gramáticos não concordam em todas as definições ou características das classes gramaticais. Cada uma dessas classes têm seu papel dentro da frase.

Veja as principais características:
• Substantivo: classe que nomeia os seres, sentimentos, estados de espírito, sensações, conceitos filosóficos, etc. Ex: amor, livro, esperança, olfato, etc.
• Artigo: classe de palavras que determinam ou indeterminam os substantivos, antecedendo-os. Ex: o, a, os, as, um, uma, uns, umas.
• Adjetivo: classe que caracteriza e qualifica os substantivos. Ex: feliz, vermelho, bonito, sujo, etc.
• Pronome: classe de palavras que acompanham ou substituem um nome (substantivo) e determina a pessoa do discurso. Ex: Ela, eles, esta, aquilo, eu, mim, etc.
• Verbo: classe de palavras que expressam ação ou estado. Ex: fazer, comprar, ir, ser, etc.
• Advérbio: associam-se a verbos, adjetivos ou outros advérbios, modificando-os. Ex: sempre, muito, não, etc.
• Numeral: classe de palavras que expressam quantidades, ordem, múltiplos. Ex: primeiro, triplo, quinze, metade, etc.
• Preposição: ligam uma palavra à outra, estabelecendo relações entre elas. Ex: por, para, em, etc.
• Conjunção: ligam orações, estabelecendo relações de coordenação ou subordinação entre elas. Ex: mas, que, porém, entretanto, etc.
• Interjeição: alguns gramáticos não consideram a interjeição uma classe gramatical, mas algumas de suas palavras podem ter o valor de uma frase. São palavras ou expressões que evocam emoções e estados de espírito. Ex: Nossa! Que pena! Ah!

Dentro da classificação há ainda o grupo de palavras variáveis e as invariáveis.
Classe Variável
As palavras variáveis são aquelas que mudam o gênero (masculino ou feminino), número (singular ou plural), pessoa, modo e tempo. São elas:
• Substantivos – variam em gênero, número e grau;
• Artigos – variam em gênero e número;
• Adjetivos – variam em gênero, número e grau;
• Pronomes – variam em gênero, número e pessoa;
• Numerais – variam em gênero;
• Verbos – variam em modo, tempo, número, pessoa e voz.Classe Invariável
As classes de palavras que não sofrem flexão são chamadas de invariáveis. São elas:
• Conjunção;
• Advérbios;
• Interjeição;
• Preposição.
Obs: Primeira Gramática – Na primeira gramática do Ocidente, de autoria de Dionísio de Trácia, ele identificava oito partes do discurso. Essa alteração ao longo do tempo ocorre porque a língua é viva, e está o tempo todo sendo alterada por seus falantes.ARTIGOS
Os artigos indicam o gênero e número dos substantivos. São divididos em definidos ou indefinidos.
Definido
• São aqueles que determinam um substantivo.
• São eles: o, a, os, as.
• Ex: A aluna se saiu bem na prova.
• Neste exemplo está se definindo qual é a aluna que se saiu bem na prova.

Indefinido
• São aqueles que indicam substantivos de modo vago, impreciso.
• São eles: um, uma, uns, umas. Ex: Uma das alunas se saiu bem na prova.
• Nesse exemplo, não dá para saber qual aluna se saiu bem.

Usos do artigo
• É obrigatório o uso de artigo depois do numeral “ambos”. Ex: Ambos os diretores se atrasaram para a reunião.
• Alguns nomes indicativos de lugares admitem o uso do artigo, outros não. Ex: São Paulo, O Rio de Janeiro.
• É facultativo antes de pronomes possessivos. Ex: Adorei o meu sapato novo. Adorei meu sapato novo.
• Em nomes próprios, com a ideia de familiaridade ou afetividade, o uso do artigo é facultativo. Ex: O Luis é o mais inteligente da classe. Luis é o mais inteligente da classe.
• O artigo definido pode indicar toda uma espécie, se estiver no singular. Ex: O homem é um ser racional.
• É usado para substantivar palavras de outras classes gramaticais. Ex: Ela vai explicar o porquê disso tudo.
• Pode indicar ideia de aproximação numérica. Ex: Ela deve ter no máximo uns trinta anos.
• O uso de artigo definido antes do pronome indefinido todo(a) dá ideia de totalidade. Sem o artigo, o pronome assume a noção de qualquer. Ex: Todo hospital está sem leitos. (qualquer hospital). Todo o hospital está fechado (esse hospital em particular).

SUBSTANTIVO
Nomeiam pessoas, objetos, fenômenos, lugares, sentimentos, estados, qualidades e ações. Podem ser classificados e se flexionam em gênero, número e grau. É a classe de palavras que denomina tudo o que pode ser pegado, sentido ou visto.
Os substantivos podem ser classificados quanto à sua formação em:
• Primitivo: origina outras palavras. Ex: jornal.
• Derivado: provém de outra palavra. Ex: jornaleiro.
• Simples: formado por um único radical. Ex: dente.
• Composto: formado por dois ou mais radicais. Ex: beija-flor.
Os substantivos podem ser classificados em coletivo: vários elementos de uma mesma espécie. Ex: abelha – enxame, colmeia.

Flexão
Flexão de Gênero
Indicam masculino ou feminino.
Ex: O gato / A gata.

Biformes e Uniformes
Podem ser biformes ou uniformes.
Biforme está relacionado ao gênero do ser e há duas formas, uma para o masculino e outra para o feminino. Ex: homem/mulher.
Uniforme é quando uma única forma serve tanto para o masculino quanto para o feminino.
Subdividem-se em: epicenos (ex: jacaré macho e jacaré fêmea), sobrecomuns (ex: a criança) e comum de dois gêneros (ex: o artista e a artista).
Há ainda o gênero incerto ou vacilante (ex: personagem).Flexão de Número
Indica quantidade.
Pode estar no singular (homem) ou no plural (homens).
• Plural dos substantivos simples: pela regra geral, acrescenta-se o “s”.
• Plural dos substantivos compostos: depende de alguns fatores como o tipo de palavras que formam o composto, a relação que estabelecem entre si, etc. Se forem grafados sem hífen, aplica-se a mesma regra dos substantivos simples.Flexão de Grau
Se refere ao tamanho.
Pode ser normal, aumentativo ou diminutivo.
• Normal: variação de tamanho normal. Ex: casa.
• Aumentativo: aumento de tamanho de ser. Pode ser analítico (ex: casa grande) ou sintético (ex: casarão).
• Diminuição: diminuição do ser. Pode ser analítico (ex: casa pequena) ou sintético (ex: casinha).

ADJETIVO
• Palavras que acompanham um substantivo e expressam uma qualidade ou característica do ser. Ex: Ela é uma criança alegre.
• Os adjetivos podem ser explicativos (exprimem qualidade própria do ser) ou restritivos (particulariza um ser).
• Podem ser ainda: simples, composto, primitivo, derivado.

Adjetivo pátrio
• Indica o lugar de origem do ser. Ex: português (de Portugal).
• Adjetivo pátrio composto: o primeiro elemento aparece na forma reduzida. Ex: Acordos euro-americanos.

Locução Adjetiva
• Tem-se a locução quando uma preposição + substantivo tem o valor de um adjetivo. Ex: Amor de mãe não tem igual (amor materno).

Flexão do Adjetivo
Em gênero:
Concordam com o substantivo a que se referem. Podem ser:
• Biformes: uma forma para o masculino e outra para o feminino. Ex: mau e má.
• Uniformes: uma só forma para o masculino e feminino. Ex: Ele é ignorante. Ela é ignorante.

Em número:
• Adjetivos simples: mesma regra dos substantivos simples. Ex: mau/maus.
• Adjetivos compostos: apenas o último elemento concorda com o substantivo. Ex: clínicas médico-dentárias.

Em grau:
• Comparativo: compara a mesma característica atribuída a dois ou mais seres ou a característica atribuída ao mesmo ser. Pode ser de igualdade, superioridade ou inferioridade. Subdivide-se em analítico (quando pede auxílio – “mais…do que”). Ex: João é mais alto do que Marcelo. Ou sintético. Ex: João é maior (do) que você.
• Superlativo: expressa qualidades em grau elevado ou máximo. Pode ser absoluto ou relativo.
Absoluto: quando a qualidade é intensificada. Pode ser subdividido em:
• Analítico: acrescentam-se palavras para dar ideia de intensidade. Ex: Ela é muito inteligente.
• Sintético: uso de sufixos. Ex: inteligentíssimo.
Relativo: é quando a qualidade de um ser é intensificada em relação a um conjunto de seres. Pode ser subdivido em:
• Relativo de superioridade. Ex: Ela é a mais inteligente da classe.
• Relativo de inferioridade. Ex: Ela é a menos inteligente da classe.

Emprego adverbial do adjetivo
• Quando o adjetivo modifica verbos, exerce função adverbial.
• Ex: “Vá direto para casa”.
• Nesse caso, “direto” corresponde a “diretamente”.

NUMERAL
É a palavra que quantifica ou indica posições em uma determinada ordem.
Podem ser: cardinais, ordinais, multiplicativos ou fracionários.
• Cardinal: nomeia o número de entes. Ex: um, dois, três,…. cem, mil, etc.
• Ordinal: indica ordem dentro de uma série. Ex: primeiro, segundo, centésimo, milésimo, etc.
• Multiplicativos: exprimem aumentos proporcionais de quantidade, com números múltiplos de outros. Ex: dobro, triplo, quádruplo.
• Fracionários: expressam a diminuição proporcional da quantidade, um fracionamento. Ex: metade, um terço, um décimo.
Os numerais coletivos indicam o número exato de seres que compõem o conjunto. Ex: dezena, centena, dúzia, quinzena, bimestre, etc.
Algarismos
• Arábicos: 0, 1, 2, 3, 4,…
• Romanos: I, V, X, L, C,…

Flexão dos numerais
• Os cardinais variam em gênero. Ex: um/uma, dois/duas, trezentos/trezentas, etc.
• Alguns cardinais variam em número. Ex: milhão, milhões, bilhão, bilhões, etc.
• Os demais cardinais são invariáveis.
• Os ordinais variam em gênero e número. Ex: primeiro(s), primeira(s), milésimo(s), milésima(s), etc.
• Os multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas. Ex: Produziram o dobro de camisetas esse mês.
• Já quando atuam em funções adjetivas flexionam-se em gênero e número. Ex: Ela precisou tomar doses triplas do remédio.
• Os fracionários flexionam em gênero e número. Ex: um terço, dois terços.
• E os coletivos se flexionam em número. Ex: uma dúzia, duas dúzias.

Emprego dos Numerais
• Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes de uma obra, os ordinais são utilizados até décimo.
• Depois disso, são usados os cardinais. Ex: Dom Pedro II (segundo), século XX (vinte).
• Se o numeral vier antes do substantivo, será lido como ordinal. Ex: O XX século (vigésimo século).
• Em leis, decretos e portarias, os ordinais são utilizados até o nono e os cardinais a partir do dez em diante.
• Ex: Artigo 1º (primeiro), artigo 11 (onze).
• Anteposto ao substantivo, empregam-se os números ordinais. Ex: 10ª fila (décima).
• Para indicar o primeiro dia de cada mês, usa-se sempre número ordinal. Ex: Primeiro de setembro.
• Os cardinais são utilizados na numeração de casas, páginas, blocos, etc. Ex: Casa 4 (quatro), página 29 (vinte e nove).
• Se o numeral vier antes do substantivo, então são utilizados os ordinais. Ex: 4ª casa (quarta), 29ª página (vigésima nona).
• Antes de “mil” não se usa o cardinal “um”. Ex: As despesas são de mil reais.
• Ao se referir aos termos “milhão” e “milhar”, usa-se o artigo masculino. Ex: Os dois milhões de pessoas que vivem ali.
Obs: Na linguagem coloquial é comum flexionar o grau dos numerais. Ex: Esse serviço vai custar “duzentão”. Esse produto é de “primeiríssima” qualidade.

PRONOME
Pronome
• É a palavra que substitui um nome, se refere a ele ou o acompanha, qualificando-o.
• Ex: A criança é inteligente. Ela tirou a maior nota na prova. (‘Ela’ está substituindo o substantivo ‘criança’).
• Tem função de apontar as pessoas do discurso, indicando sua situação no tempo e espaço.
• Variam em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural).

Pronomes Pessoais
• Indicam as pessoas do discurso.
• Pode ser do caso reto ou oblíquo.
• Reto: exerce função de sujeito ou predicativo do objeto. São eles: eu, tu, ele(a), nós, vós, eles(as).
• Flexionam-se em número, gênero e pessoa.
• Oblíquo: exerce a função de complemento verbal ou nominal. Pode ser átono ou oblíquo.
• São eles: me, mim, te, ti, contigo, o, a, lhe, nós, nos, convosco, vós, vos, convosco, eles, elas, os, as, lhes.

Pronomes de Tratamento
• Substituem a terceira pessoa do discurso.
• Também são usados em tratamentos cerimoniosos, sendo formas corteses de tratamento, expressões de reverência, títulos, entre outros.
• É uma linguagem empregada para situações mais formais.
Veja uma lista com os mais usados:
• Vossa Alteza – V.A. – príncipes, duques.
• Vossa Excelência – V. Exa. – altas autoridades, oficiais-generais.
• Vossa Majestade – V.M. – reis e rainhas.
• Vossa Magnificência – V. Magª – reitores de universidades.
• Vossa Senhoria – V. Sª – tratamento cerimonioso.
• Você – v. – tratamento íntimo.
• Senhor ou Senhora – Sr. / Srª – tratamento respeitoso.

Pronomes Possessivos
• Palavras indicam posse à pessoa gramatical.
• Mantêm relação com os pronomes pessoais.
• São eles: meu(s), minha(s), teu(s), tua(s), seu(s), sua(s), nosso(s), nossa(s), vosso(s), vossa(s).
• Ex: Poderia me emprestar seu livro de matemática?

Pronomes Demonstrativos
• Demonstram a posição de uma determinada palavra em relação a outras ou ao contexto, podendo ser em termos de espaço, tempo ou discurso.
• São eles: Este(s), esse(s), esta(s), essa(s), isso, isto, aquele(s), aquela(s), aquilo.
• Podem ser variáveis: esse(s), estes(s), aquela(s). Ou invariáveis: isto, isso, aquilo.
• Ex: Este ano está passando muito rápido.

Pronomes Indefinidos
• Palavras que se referem à terceira pessoa do discurso, dando um sentido vago e expressando uma quantidade indeterminada.
São classificados em pronomes indefinidos substantivos e adjetivos:
• Substantivos: assumem o lugar do ser ou a quantidade aproximada deles na frase. São eles: algo, alguém, fulano, nada, ninguém, outrem, quem, tudo.
• Adjetivos: classificam um ser expresso na frase, dando-lhe a noção de quantidade aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s).
• Há alguns pronomes que ora são substantivos, ora adjetivos: algum(ns), alguma(s), bastante(s), demais, mais, menos, muito(s), muitas(s), nenhum(ns), nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer, qual(is), que, quanto(s), quanta(s), tal(is), tanto(s), tanta(s), todo(s), toda(s), um(ns), uma(s), vários, várias.
• Podem ser ainda variáveis (masculino ou feminino e singular ou plural) ou invariáveis (ninguém, alguém, outrem, tudo, nada, algo, cada).

Pronomes Relativos
• São os pronomes que substituem um termo da oração anterior e estabelecem relações entre as duas orações.
• Podem ser variáveis: o(a) qual, os(as) quais, cujo, cuja, quanto(s), quanta(s).
• Ou invariáveis: que, quem, onde.
• Ex: A casa onde morei fica em outro bairro.

Pronomes Interrogativos
• Introduzem frases interrogativas.
• Podem ser usados em frases diretas ou indiretas.
• É um tipo de pronome indefinido.
• São eles: qual, quanto, quem, que.
• Ex: Qual desses produtos você vai levar?
Obs: Há casos em que o pronome possessivo indica aproximação, afeto ou respeito.
Ex: Aquela casa deve ter seus cem anos. (Aproximação)
Sente-se aqui, meu senhor. (Respeito)

VERBO
É a palavra que indica fato, ação, estado, processo, ocorrência ou fenômeno.
Os verbos admitem flexão de pessoa, número, tempo, modo e voz.
Elementos estruturais do verbo
O verbo se estrutura nos seguintes elementos: Radical e Terminações
• Radical: O radical representa o significado do verbo. Ex: escreveu – escrev é o radical. O radical não sofre alterações na conjugação verbal.
• Vogal temática: Uma das terminações é a vogal temática, que indica a conjugação do verbo. Ex: escreveu – escrev/e/u. O “e” indica verbos da 2ª conjugação. O “a” indica a 1ª conjugação e o “o” indica a 3ª conjugação.
• Tema: equivale ao radical junto com a vogal temática (vogal que sucede o radical).
• Uma terminação é a desinência de modo e tempo (modo-temporal). Ex: escrev/ia. O “ia” indica modo indicativo e tempo pretérito imperfeito.
• Há ainda a desinência de número e pessoa (número-pessoal). Ex: escrev/e/mos. O “mos” indica plural e 3ª pessoa.

Flexões Verbais
Há flexões de modo, voz, pessoa, número e tempo.

Pessoa e Número:
• Pessoa – pode ser: eu, tu, ele(a), nós, vós, eles(as).
• Número – pode ser plural ou singular.
• Ex: Eu escrevo (primeira pessoa do singular). Nós escrevemos (primeira pessoa do plural).

Modo:
• Indicativo: conjugação que denota certeza. Ex: eu escrevi.
• Subjuntivo: conjugação que denota possibilidade ou dúvida. Ex: Se eu escrevesse. Quando eu escrever.
• Imperativo: conjugação que expressa ordem, pedido ou conselho. Ex: Escreva agora.

Tempo verbal:
• Presente: indica ação que acontece no momento atual ou que é habitual. Ex: Eu escrevo.
• Pretérito: indica ação passada, que ocorreu antes da pessoa falar. Ex: Eu escrevi.
• Futuro: indica ação que ocorrerá depois do momento da fala. Ex: Eu escreverei.

Voz:
• Voz ativa: quando o sujeito pratica a ação. Ex: Ela escreveu a carta.
• Voz passiva: quando o sujeito recebe a ação do verbo. Ex: A carta foi escrita por ela.
• Voz reflexiva: quando o sujeito pratica e recebe a ação. Ex: Ele cortou-se com a faca.

Emprego dos tempos
Indicativo:
• Presente: fato que ocorre no momento da fala, ação habitual, uma verdade universal, fatos em um futuro próximo, e valor imperativo, como uma ordem ou pedido. Ex: Ela fala demais. A terra é redonda.
• Pretérito perfeito: indica um fato concluído, uma ação que se prolonga até o momento presente. Ex: Trabalhei até tarde ontem.
• Pretérito Imperfeito: indica um fato contínuo, uma ação que acontece em relação a um fato passado ou um fato que tem imprecisão quanto ao tempo. Ex: Eu dormia quando o telefone tocou.
• Pretérito mais-que-perfeito: indica desejo e ação passada ocorrida antes de outra também no passado. Ex: Eu já caminhara 6 km quando percebi que me esqueci das chaves de casa.
• Futuro do presente: indica um fato que poderá ocorrer depois do momento da fala, e indica dúvida a respeito de um fato presente. Ex: Amanhã, terminarei de fazer o trabalho.
• Futuro do pretérito: indica um fato futuro em relação a uma ação passada, um fato presente. Ex: Daria para você baixar essa música? Eu poderia te buscar se não tivesse trabalhando.

Subjuntivo:
• Presente: indica fato que pode ocorrer no momento atual. Ex: Espero que estudes para o exame final.
• Pretérito imperfeito: indica condição, hipótese. Indica um fato passado, posterior a outro já ocorrido. Ex: eu aceitaria o emprego se o salário não fosse tão baixo.
• Futuro: indica hipótese futura. Ex: Quando eu sair do trabalho, irei visitá-lo.

Imperativo:
• Imperativo Afirmativo (ou positivo): ocorre a conjugação odo verbo no presente do indicativo, mas retira-se a letra “s”. Ex: Corra tu.
• Imperativo Negativo: as pessoas coincidem com as do presente do subjuntivo, mas na forma negativa. Ex: Não corras tu.

Infinitivo Impessoal:
• O verbo no infinitivo impessoal apresenta sentido genérico ou indefinido, não é conjugado com pronomes pessoais. Ex: Amar é sofrer.

Infinito Pessoal:
• O verbo é relacionado a um sujeito.
• A conjugação segue a do futuro do subjuntivo. Ex: Tu falares.

Gerúndio:
• É uma forma nominal do verbo e não possui flexão de tempo e modo.
• Tem algumas características de nome (substantivo, adjetivo ou advérbio).
• Esta forma indica uma ação contínua, um processo não finalizado. Ex: Voltando para casa, encontrei com meus amigos.

Particípio:
• O particípio geralmente indica o resultado de uma ação terminada.
• Flexiona-se em gênero, número e grau. Ex: O almoço está cozido.
• Obs: Em formas regulares, o particípio termina em -ado(a) ou ido(a).

Verbos Regulares e Irregulares
Verbos regulares
• São aqueles que possuem as desinências normais de sua conjugação e a flexão não altera o radical. Ex: Verbo cantar. Canto, cantarei, cantastes.

Verbos Irregulares
• Quando a flexão altera o radical ou as desinências. Ex: Fazer. Faço, fiz, fareis.

Anômalos
• São os verbos que incluem mais de um radical em sua conjugação. Ex: Verbo Ir: vou, vai, ides, fui, foste.ADVÉRBIO
É uma palavra invariável que caracteriza verbos, adjetivos e até outro advérbio. Pode acrescentar ideias de: tempo, lugar, modo, negação, dúvida.
1 → Tipos
Podem ser de:
• Modo (ex: Aguardou pacientemente até que ela acordasse).
• Intensidade (ex: Já comi bastante por hoje).
• Tempo (ex: Vou viajar amanhã para São Paulo).
• Lugar (ex: Ela mora aqui).
• Negação (ex: Nunca quero ir lá).
• Dúvida (ex: Talvez eu consiga sair cedo).
• Afirmação (ex: Realmente os preços baixaram nessa loja).
• Exclusão (ex: Esta promoção é válida apenas na capital).
• Inclusão (ex: Ela também virá me visitar).2 → Advérbios interrogativos
São eles: onde, como, aonde, quando, donde, quando, por que.
São usados nas interrogações diretas ou indiretas que se referem às circunstâncias de lugar, tempo, modo e causa.
Ex: Onde você mora?

3 → Locução Adverbial
Ocorre quando duas ou mais palavras exercem a função de advérbio.
Ex: Ele disse que estaria por aqui.
Pode ser:
• Lugar: à esquerda, à direita, de perto, de longe, etc.
• Afirmação: por certo, sem dúvida, etc.
• Modo: às pressas, em vão, frente a frente, etc.
• Tempo: de noite, à tarde, nunca mais, etc.

4 → Grau dos Advérbios
Os advérbios podem se apresentar no grau normal, comparativo ou superlativo.
• Comparativo: o advérbio não é flexionado. Para indicar o grau comparativo é utilizado as formas: tão…quanto, mais…que, menos…que. Pode ser de igualdade, superioridade ou inferioridade. Ex: Saí mais cedo que você.
• Superlativo: a circunstância expressa é intensificada. Pode acontecer com o acréscimo de sufixo (sintético) ou não (analítico). Ex: Cheguei cedíssimo (sintético) ou Cheguei muito cedo (analítico).

5 → Emprego do advérbio
• Se houver dois ou mais advérbios de modo terminado em -mente em uma mesma oração, utiliza-se o sufixo somente no último. Ex: Calma e lentamente ela se levantou de onde estava e seguiu para a porta.
• Às vezes os advérbios no grau diminutivo têm valor de superlativo. Ex: Você pode ver isso para mim rapidinho? (muito rápido).
• Dependendo do contexto alguns adjetivos podem ter valor de advérbio. Ex: Estas crianças falam muito alto.

PREPOSIÇÃO
As preposições são uma classe de palavras invariáveis. Veja outras características das preposições.
• Estabelecem relação entre dois ou mais termos da oração.
• As preposições são consideradas conectivos.
• Elas introduzem: complementos verbais e nominais, locuções adjetivas e adverbiais e orações reduzidas.

Locução prepositiva
• A locução acontece quando duas ou mais palavras assumem o valor de uma preposição.
• Ex: abaixo de, de acordo com, em frente a, perto de, por cima de, etc.Combinações e Contrações
• A combinação é quando não há perda de elemento fonético na junção da preposição com outra palavra.
• Ex: Ao (a+o), aonde (a+onde).
• Já a contração é quando há perda fonética na junção com outra palavra.
• Ex: No (em+o), neste (em+este).Valores das preposições
Veja alguns valores que as preposições assumem em diferentes contextos. Valor de:
• Posse: de
• Matéria: de
• Companhia: com
• Finalidade: para, em
• Conformidade: conforme
• Assunto: sobre, de
• Instrumento: com, a
• Modo: com
• Causa: de, por, com
• Oposição: contra
• Tempo: para, por
• Lugar ou origem: de, em, sob
• Direção/destino: a, à
• Autoria: de
• Conteúdo: de, com
• Preço: de, por

INTERJEIÇÃO
Palavra invariável que exprime sensações, emoções, estados de espírito. Quando possui mais de um vocábulo recebe o nome de locução interjetiva. É considerada uma estrutura à parte.
Classificação das locuções e interjeições
Classificam-se de acordo com o que expressam:
Alegria: oh!, ah!, oba!
Dor: ui!, ai!
Surpresa, espanto: oh!, ih!, opa!, céus!, puxa!, meu Deus!
Cansaço: ufa!
Chamamento: olá!, alô!, psiu!, oi!
Desejo: tomara!, quem me dera!
Pedido de silêncio: psiu!, calado!, silêncio!

CONJUNÇÃO
As conjunções são mais uma classe de palavras invariáveis.
• São palavras invariáveis que conectam orações ou dois termos de mesma função sintática, estabelecendo uma relação de coordenação ou dependência.
• São classificadas de acordo com a relação de dependência sintática dos termos que ligam.
• Podem ser coordenativas, quando conectam orações ou termos que pertençam a um mesmo nível sintático.
• Ou são subordinativas quando conectam orações de diferentes níveis sintáticos.

Coordenativas
Liga duas orações que são independentes entre si.
Ocorre também quando duas palavras são ligadas na mesma oração.

Podem ser classificadas em:
• Aditivas: expressam ideia de adição, de soma. São elas: e, nem, e não, não só…mas também, não só…como também, bem como, não só…mas ainda.
• Adversativas: expressam ideia de contraste ou oposição. São elas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante.
• Alternativas: expressam ideia de alternância, escolha ou exclusão. São elas: ou, ou…ou, ora, já…já, quer…quer, seja…seja, talvez…talvez.
• Conclusivas: expressam ideia de conclusão ou consequência. São elas: logo, pois (depois do verbo), portanto, por conseguinte, por isso, assim.
• Explicativas: justifica ou explica uma ideia contida na oração. São elas: que, porque, pois (antes do verbo), porquanto.Subordinativas
Orações que estabelecem entre si uma relação de dependência sintática. São classificadas em:
• Integrantes: introduzem orações subordinadas. São elas: que, se, como, etc.
• Causais: expressam causa. São elas: porque, como, uma vez que, já que, etc.
• Concessivas: expressam concessão. São elas: embora, ainda que, mesmo que, apesar de que, etc.
• Condicionais: expressam condição ou hipótese. São elas: se, desde que, contanto que, caso, se, etc.
• Conformativas: expressam conformidade. São elas: conforme, segundo, como, consoante, etc.
• Comparativas: expressam comparação. São elas: como, mais…do que, menos…do que, etc.
• Consecutivas: expressam consequência. São elas: de forma que, de sorte que, que, etc.
• Finais: expressam finalidade. São elas: a fim de que, que, porque, para que, etc.
• Proporcionais: expressam proporção. São elas: à medida que, à proporção que, ao passo que, etc.
• Temporais: expressam tempo. São elas: quando, depois que, desde que, logo que, assim que, etc.
Obs: As conjunções “e”, “antes”, “agora” e “quando”, quando equivalem a “mas”, são adversativas.

Comentários

  1. bonnet

    Merci pour cet article

  2. EDUARDA

    ADOREI

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