Curso Nova Ortografia

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Esta Aula pertence ao Curso Acordo Ortografico da Lingua Portuguesa oferecido pela Ensino Nacional

Curso com Certificado

NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO
Você sabia que a Língua Portuguesa possui duas grafias oficiais?
Veja outras informações e curiosidades sobre a nossa língua nos números ao lado.
• O Novo Acordo Ortográfico entrará em vigor no Brasil em 2016 e vai ajudar a aumentar o prestígio social da língua portuguesa dentro do cenário internacional.
• Seu objetivo foi o de simplificar as regras ortográficas da língua, uma vez que possui duas ortografias, ambas corretas, a de Portugal e a do Brasil.
• Unificando-as, ajuda a eliminar obstáculos nos planos em que a forma escrita é utilizada, como na difusão cultural (literatura, cinema, teatro), na divulgação de informação (jornais, revistas, TV ou internet), em relações comerciais (contratos, propostas de negócios), etc.
• Na comunidade internacional, existem quatro grandes línguas: inglês, francês, português e espanhol.
• Somente o português possui duas grafias oficiais.
• Isso dificulta a distribuição de conteúdos, limita a capacidade de afirmação do idioma, e acarreta, por exemplo, em traduções diferentes para Portugal e Brasil.
• Há também variedades de dialetos e subdialetos que diferenciam o português de um país para o outro.
• No Brasil, por exemplo, o português tem um timbre mais aberto e com influências africanas (adquiridas em tempos coloniais) e da cultura indígena.
Obs: No Brasil, apenas 0,5% das palavras vão sofrer alterações. Já nos países lusófonos (de língua portuguesa) a alteração chega a 1,6% do total das palavras.
• O Novo Acordo Ortográfico não vem para uniformizar a língua, uma vez que a língua não existe apenas em função da ortografia.
• Uma língua não muda através de Leis ou Acordos, mas sim em função de seus falantes e do tempo.
• Uma dificuldade que muitas pessoas sentem é que, depois de assimilada uma regra, é difícil substituí-la.
• Portanto, se tiver alguma dúvida sobre a escrita o ideal é consultar o Novo Acordo (ou um sinônimo para substituir a palavra).

História do Acordo
• Até 1911 a ortografia entre Portugal e Brasil era exatamente a mesma.
• Nesse ano Portugal fez uma profunda reforma ortográfica, o que modificou completamente o aspecto da língua escrita.
• Mas isso aconteceu sem nenhum acordo com o Brasil.
• Desde então, os dois países passaram a ter ortografias diferentes.
• Ao longo dos anos os dois países foram tentando estabelecer uma grafia comum e em 1931 passou a se ter o primeiro acordo.
• Mas muitas palavras ainda eram diferentes.
• Veio então o Acordo Ortográfico de 1945, que foi revogado pelo Brasil.
• Novamente em 1971, no Brasil e em 1973, em Portugal, houve novo entendimento, corrigindo cerca de 70% das divergências entre as ortografias.
• Mesmo assim ainda persistiam duas ortografias oficiais, a luso-africana e a brasileira, o que culminou no acordo de 1990.
• Esse novo acordo já estava assinado desde 1990 por oito países membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
• São eles: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.
• Timor Leste também aderiu ao acordo após sua independência.
Obs: Você sabe quantos países falam português? Oficialmente, os oito países membros da CPLP falam português. Mas há lugares que utilizam a língua de forma não oficial, sendo falado por uma parte da população. Entre eles: Macau (China), Goa (Índia) e Zanzibar (África). Por conta disso, a língua é a quinta mais falada no mundo, com aproximadamente 250 milhões de falantes. Só o Brasil é responsável por 80% desse total.MUDANÇAS NO ALFABETO E TREMA
Veja como fica a Ortografia Oficial do Português no Brasil.
O alfabeto e o trema sofreram mudanças.Alfabeto
Foram incorporados no alfabeto oficial as letras K, W e Y. Elas já faziam parte do idioma, mas não oficialmente. Agora no total são 26 letras.
Exemplos:
• km – quilômetro
• kg – quilograma
• Shakespeare, Byron, Newton, etc.Trema
• Não se usa mais o trema (¨).
• Agora o trema só permanece em nomes próprios e seus derivados de origem estrangeira.
• Por exemplo: Müller.
• Nas demais palavras não será mais usado.
• Sendo assim, palavras como lingüiça e freqüência, por exemplo, serão grafadas: linguiça e frequência.
Obs: O português é oriundo do latim vulgar (falado pelas pessoas do povo), falado pelos povos pré-romanos da Península Ibérica. O latim foi a língua usada pelos romanos e deu origem ao castelhano, espanhol, catalão, italiano, francês e outros.
REGRAS DE ACENTUAÇÃO
Veja quais foram as mudanças na acentuação das palavras com o Novo Acordo Ortográfico.
1 → Antes de ver as novas regas de acentuação, relembre alguns conceitos:
Quanto à classificação da sílaba, as palavras podem ser:
• Átonas: quando não há ênfase na pronúncia de uma sílaba.
• Tônica: quando há ênfase na pronúncia de uma sílaba.Quanto à posição da sílaba tônica, as palavras podem ser:
• Oxítonas: a sílaba forte é a última de uma palavra. Ex: café, funil, saci.
• Paroxítonas: a sílaba forte é a penúltima. Ex: escola, amável, sossego.
• Proparoxítonas: a sílaba forte é a antepenúltima. Ex: lâmpada, rápido, cômico.Quanto à classificação dos encontros vocálicos:
• Ditongo: encontro de duas vogais em uma sílaba. Ex: céu, i-dei-a, coi-sa.
• Hiato: encontro de duas vogais em sílabas separadas. Ex: fa-ís-ca, i-dei-a (possui ditongo E hiato), pa-pa-gai-o.2 → Ditongos abertos éi e ói em palavras paroxítonas perdem o acento.
Antes: alcatéia, coréia, idéia, paranóico.
Agora: alcateia, coreia, ideia, paranoico.
Obs: O acento continua em ditongos abertos de palavras monossilábicas e oxítonas.
Ex: dói, constrói, herói, papéis, anéis, chapéu, etc.3 → Em palavras paroxítonas depois de ditongo, o I e o U tônicos deixam de ser acentuados.
Antes: bocaiúva, taoísta, feiúra.
Agora: bocaiuva, taoista, feiura.
Obs: O acento continua em palavras oxítonas com I ou U no final (ou seguidos de s).
Ex: Piauí, tuiuiú.

4 → Acento circunflexo: perdem o acento as palavras terminadas em êem ou ôo(s).
Antes: crêem, lêem, enjôo, perdôo, vôos.
Agora: creem, leem, enjoo, perdoo, voos.

5 → Acento Diferencial: palavras homógrafas (possuem a mesma grafia) não tem mais o acento diferencial.
Antes: pára (verbo parar), pêlo (substantivo), pólo (substantivo).
Agora: para (verbo), pelo (substantivo), polo (substantivo).
• No caso das palavras forma/fôrma, o acento circunflexo é facultativo. O uso deixa a frase mais clara. Ex: Essa é a forma da fôrma de bolo.
Obs: Atenção com o verbo poder, na 3ª pessoa do pretérito perfeito – pôde.
E o verbo pôr sem o acento se torna preposição – por.
Nos verbos TER e VIR e seus derivados (manter, convir, deter, intervir, etc.) o acento diferencial de singular e plural continua.
Ex: Ele mantém os dois empregos sem problema. / Eles mantêm os dois empregos sem problema. Minha irmã vem de São Paulo. / Minhas irmãs vêm de São Paulo.

6 → A letra U não é mais acentuada em formas verbais rizotônicas (quando o radical do verbo leva acento tônico), quando precedida das letras G e Q e antes de E e I (que, qui, gue, gui).
Antes: Argúi, apazigúe, enxagúe.
Agora: argui, apazigue, enxague.

HÍFEN
Antes de H sempre existirá hífen
• Ex: sobre-humano, anti-higiênico, extra-humano, etc.
• Obs: Uma exceção é a palavra “subumano”, que perde o H de humano.

O hífen não vai ser utilizado em palavras com prefixo terminado por uma vogal e com a palavra seguinte iniciada por vogal diferente.
• Antes: auto-escola, anti-americano, infra-estrutura.
• Agora: autoescola, antiamericano, infraestrutura.
• Obs: No caso do prefixo co, ocorre a aglutinação, mesmo se a palavra seguinte se iniciar com O.
• Ex: coordenar, coobrigação, etc.
Em palavras iniciadas por consoante + prefixo terminado em vogal não terá mais o hífen.
• Ex: autoproteção, semideus, microcomputador, etc.
• Exceção: o prefixo vice sempre pede hifen.
• Ex: vice-presidente, vice-prefeito.
Palavras que começam por R ou S + prefixo que termina em vogal não tem mais hífen e essas letras (R e S) são duplicadas.
• Antes: anti-rugas, ultra-som, etc.
• Agora: antirrugas, ultrassom, etc.Prefixos terminados em vogal + palavra que começa pela mesma vogal usam o hífen.
• Antes: microondas, microorgânico, antiinflamatório.
• Agora: micro-ondas, micro-orgânico, anti-inflamatório.Prefixo que termina com consoante tem hífen se a palavra seguinte começar com uma consoante igual.
• Ex: inter-regional, inter-racial.
• Nos demais casos não haverá hífen.
• Ex: hipermercado, superinteressante, etc.
• Palavras que são iniciadas por R, B e H, usam hífen com o prefixo sub.
• Ex: sub-raça, sub-região, sub-humano.
• Prefixos circum e pan são precedidos de hífen quando a palavra seguinte se iniciar com M, N ou vogal.
• Ex: pan-americano, circum-navegação.Não se usa hífen com prefixos terminados por consoante + palavra iniciada por vogal.
• Ex: hiperativo, interestadual, superamigo, etc.Os prefixos pré, pós, pró, recém, além, aquém, ex, sem, sempre pedem hífen.
• Ex: recém-nascido, ex-funcionário, pré-vestibular, etc.

Com sufixo de origem tupi-guarani como açu, guaçu, mirim, sempre se usa hífen.
• Ex: capim-açu, Itajaí-açu, amoré-guaçu, etc.O hífen deve estar presente em casos quando duas ou mais palavras, quando agrupadas, formam um encadeamento vocabular.
• Ex: eixo Rio-São Paulo, ponte Rio-Niterói.Palavras que perderam a noção de composição não levam mais hífen.
• Antes: manda-chuva, pára-quedas, pára-lama, etc.
• Agora: mandachuva, paraquedas, paralama.Para manter uma clareza de escrita, ao separar uma palavra que coincida com o hífen no final da linha, ele deve ser repetido no início da próxima linha.
•Ex: É a terceira vez que o micro-
-ondas quebra.LETRAS MAIÚSCULAS
Seu uso foi simplificado, veja as regras abaixo.
Uso Obrigatório:
• Nomes próprios (pessoas, lugares, instituições e seres mitológicos);
• Nomes de festas;
• Designação dos pontos cardeais (Norte, Sul, etc);
• Siglas;
• Letras iniciais de abreviaturas;
• Títulos de periódicos.

Uso Facultativo:
• Nomes que designam áreas do saber (português, Matemática);
• Títulos (Santo ou santo Antônio);
• Categorias de logradouros públicos (rua ou Rua Silva);
• Templos (Igreja ou igreja do Bonfim);
• Edifícios (Edifício ou edifício Paulista).

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