Direção Defensiva

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Esta Aula pertence ao Curso de Direção Defensiva  oferecido pela Ensino Nacional

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CONCEITOS
É uma forma de condução que permita reconhecer os perigos e preveni-los, dirigindo com segurança e fluidez.
A resolução 148/04 exige que todo condutor passe pelo curso de Direção Defensiva, tanto para obter quanto renovar a habilitação.

• A direção defensiva, direção segura ou condução defensiva são medidas e procedimentos utilizados para prevenir ou pelo menos minimizar as consequências de acidentes de trânsito.
• É uma postura que o motorista assume, ficando atento não só aos seus próprios atos, mas também aos atos dos outros e as condições adversas que ocorrem.
• A direção defensiva é muito importante, principalmente no sentido de que a falha humana ainda é a maior responsável por acidentes de trânsito.
• Todos os acidentes são evitáveis, basta apenas a conscientização do condutor.
• Através da direção defensiva espera-se que o condutor seja um elemento ativo na eliminação desses fatores que possam vir a causar acidentes.
• A maioria dos acidentes acontece devido a uma falha humana, seja ela relacionada a imprudência, negligência ou imperícia.

Obs: O que é negligência, imprudência e imperícia?
• Negligência: desleixo, displicência.
• Imprudência: exposição do perigo.
• Imperícia: falta de habilidade.

• Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 90 % dos acidentes de trânsito ocorrem por falha humana.
• Questões relacionadas à estrada são 6% e falhas mecânicas correspondem a 4%.
• Segundo pesquisas, as principais imprudências determinantes de acidente de trânsito no Brasil são: excesso de velocidade, dirigir sob efeito de álcool, distância insuficiente em relação ao veículo da frente e desrespeito à sinalização.
• Não basta apenas obedecer as leis de trânsito.
• Trata-se também de adotar uma postura mais pacífica e consciente no dia-a-dia.
• A direção defensiva pode ser dividida em: preventiva e corretiva.
• A preventiva é uma evolução da Direção Defensiva porque é a atitude permanente para evitar acidentes.
• É a preparação consciente do motorista para não entrar em situações de risco.
• A corretiva é a atitude a ser adotada ao se deparar com a possibilidade de acidente, corrigindo situações não previstas.

Elementos da direção defensiva:
• Conhecimento das leis de trânsito, do veículo que vai ser conduzido, das vias a ser trafegadas e das condições adversas.
• Atenção constante.
• Previsão (prever as situações de risco com antecedência).
• Habilidade para efetuar manobras necessárias.
• Tomada de decisão e agir no momento certo.

PRINCÍPIOS
Os princípios se dividem em cinco grupos: conhecimento, atenção, previsão, habilidade e ação.

1. Conhecimento
O conhecimento envolve o domínio de informações sobre:
• As leis de trânsito;
• O veículo e equipamentos de transporte;
• Condições adversas que podem surgir durante a condução (tempo, vias, iluminação, entre outros).

Condições adversas
São condições que aumentam a possibilidade de acidentes. A direção defensiva permite evitar ou reduzir esse fator de risco. Veja alguns exemplos:
Tempo:
Os fatores climáticos podem ser: chuva, aquaplanagem, neblina, fumaça, granizo ou neve.
Vias:
Condições da via: sinalização, conservação, drenagem, vegetação, planejamento do trajeto e até defeitos de construção.
Iluminação:
Um exemplo se refere à iluminação precária, por exemplo. Podem ocorrer ofuscamentos, reflexos, penumbra.
O farol alto de um veículo no sentido contrário pode causar ofuscamento e levar um condutor a andar mais de 60 metros “cego” (considerando uma velocidade de 80 km/h).
A direção defensiva reforça que sempre se deve usar luz baixa quando sentir que vai ofuscar o condutor do veículo no sentido contrário.
O mesmo vale para quem trafega atrás de outro veículo, pois pode ofuscar em relação aos retrovisores.
Passageiros:
Alguns fatores podem ser: idade dos passageiros, estado emocional, barulho, brigas, ou até excesso de passageiros.
Trânsito:
Fatores podem ser: congestionamento, aglomerações humanas, horários de grande movimento, tráfego de veículos pesados, ciclistas e até o comportamento de outros condutores.
Veículo:
Podem ser fatores ligados à manutenção do veículo, principalmente relacionados à segurança: luzes, pneus, freios, suspensão, espelhos e extintor.
Cargas:
Os fatores ligados ao transporte de cargas podem ser: amarração, equilíbrio, distribuição do peso, volume, acondicionamento, etc.
Condutor:
Refere-se ao estado físico e mental do condutor.
Pode incluir: deficiências visuais ou físicas, uso de drogas ou medicamentos, estado de sono, estresse ou alteração emocional.
Obs: Não dirija com sono! Algumas pesquisas comprovaram que o sono é uma ameaça igual ou até maior à segurança das pessoas do que um condutor que dirige embriagado.

2. Atenção
Esse princípio pressupõe que o condutor esteja atento e em estado permanente de alerta a uma série de elementos que possam interferir, seja a evitar acidentes ou até a criar situações de perigo (no caso de outros motoristas, pedestres, ciclistas, etc).
Esses elementos podem ser: o próprio veículo, sinalização, pedestres, ciclistas, animais, condições da pista, tempo, etc.

3. Previsão
Implica que o condutor esteja atento e anteveja eventualidades, preparando-se para agir caso elas venham a se consumar para não ser pego de surpresa.
Pode ser um pneu furado, pedestres atravessando em local inadequado, crianças jogando bola na calçada, entre outros.

4. Habilidade
É a destreza necessária de um condutor treinado para conduzir adequadamente seu veículo, sem colocar-se a si ou terceiros em situação de risco.
Lembre-se que percorrer as vias em alta velocidade não é sinônimo de ser um bom motorista, muito menos de habilidade.
A habilidade se adquire com a prática.
Para uma direção defensiva não basta apenas realizar com sucesso manobras como: mudar de faixa, estacionar, etc.
É estar atento às variáveis ao realizar essas manobras, usando o bom senso.

5. Ação
É estar preparado para dirigir defensivamente, evitando acidentes.

RISCOS E PERIGOS NO TRÂNSITO
Existem riscos e perigos que todos estão sujeitos no trânsito. Estão relacionados com: os veículos, os condutores, as vias de trânsito, o ambiente e o comportamento das pessoas.
Veículos
• Para evitar riscos, faça sempre a manutenção preventiva e periódica em seu veículo.
• As peças vão se desgastando naturalmente, por isso é tão importante manter as revisões em dia.
• Há vários componentes que o condutor pode observar: combustível, nível de óleo, nível de água (do radiador e do sistema limpador de para-brisas), palhetas do limpador de para-brisas e funcionamento de faróis são alguns exemplos.

Condutores
Alguns cuidados que podem ser observados:
• Posição correta ao dirigir – evita o desgaste físico e ainda contribui para evitar situações de perigo.
• Dirija com os braços e pernas ligeiramente dobrados, isso evita tensões.
• Apoie o corpo no assento e no encosto do banco próximo de um ângulo de 90 graus.
• O encosto de cabeça deve ser ajustado na altura dos olhos.
• Segure o volante com as duas mãos, como o ponteiro do relógio na posição de 9 horas e 15 minutos ou “dez para duas”.
• Essas posições permitem ao condutor visualizar o painel e em veículos com “air bag” não impede seu funcionamento.
• Evite deixar os pés apoiados nos pedais quando não os estiver usando.
• Coloque o cinto de segurança.
• Faça o ajuste correto dos espelhos retrovisores.
• Pelo retrovisor traseiro você deve ter uma visão ampla do vidro traseiro.
• E os retrovisores laterais devem estar ajustados de forma que você possa enxergar o limite traseiro do seu veículo.
• Não se esqueça de utilizar calçados que sejam afixados aos pés.
• Verifique se os passageiros estão usando o cinto de segurança.
• Se o condutor estiver pouco concentrado ou não conseguir se concentrar, isso pode se transformar em perigo no trânsito.
• Veja algumas atitudes que diminuem o reflexo do motorista: consumir bebidas alcoólicas, usar drogas, usar medicamentos, ficar muito tempo sem dormir ou dormir pouco ou mal, ingerir alimentos muito pesados porque podem causar sonolência.

Obs: A bebida alcoólica é a responsável em cerca de 70% dos acidentes automobilísticos com morte.
• Usar telefone celular, ouvir aparelho de som em volume que impeça ouvir os sons do seu próprio veículo e dos demais.
• Transportar animais soltos no interior do veículo.
Lembre-se de manter uma distância segura do veículo à sua frente.
Para calcular essa distância é possível aplicar a regra dos dois segundos ou a regra do referencial fixo:
Observe a via à sua frente e escolha um ponto fixo de referência (árvore, placa, poste, etc).
Assim que o veículo da frente passar pelo ponto, conte pausadamente: mil e um, mil e dois (mais ou menos dois segundos).
Se o seu veículo passar antes dessa contagem pelo ponto, é recomendado diminuir a velocidade para aumentar a distância. Se passar depois dos dois segundos, então é uma distância segura.
Obs: Distância de Segurança: Essa distância possibilita que você tenha tempo de reação para fazer manobras de emergência ou paradas bruscas que sejam necessárias, sem o risco de colidir com o veículo à sua frente.

Conduzir motocicletas:
O condutor de motos também deve estar atento a algumas regras de segurança:
• O uso obrigatório de capacete de segurança para o condutor e passageiro.
• Manter o farol aceso de dia ou de noite.
• Proibido transportar crianças com menos de sete anos de idade.
• Ultrapassagens devem ser feitas apenas pela esquerda.
• Não circule entre as faixas de tráfego.
• Respeite os limites de velocidade de cada via.

Veja alguns exemplos de riscos e perigos ligados às Vias de Trânsito:
• Via de trânsito é onde transitam veículos, pessoas e animais, e compreende a pista, calçada, acostamento, ilha e canteiro central.
• As vias de trânsito podem ser urbanas ou rurais.
• Cada via tem seu limite de velocidade, mas as condições momentâneas podem exigir uma redução da velocidade (tempo, tráfego, etc).
• Veja alguns exemplos de riscos e perigos ligados às vias:

Declives
• Antes da descida, vá diminuindo e mantenha o carro em uma marcha reduzida.

Curvas
• Ao fazer uma curva é possível sentir a força centrífuga, que “joga” o carro para fora.
• Quanto mais velocidade, mais essa força pode ser sentida, podendo tirar o veículo de controle e provocar um capotamento.
• A velocidade máxima em uma curva é calculada de acordo com os aspectos geométricos da construção da via, portanto, procure respeitar a sinalização.

Ultrapassagem
• Obedeça a sinalização, só ultrapasse quando for permitido.
• Se não houver sinalização, só ultrapasse se a faixa do sentido contrário estiver livre.
• Tome essa decisão considerando a potência do seu veículo e a velocidade do veículo que vai à frente.
• Para ultrapassar acione a seta para esquerda antes de mudar de faixa e só retome à faixa normal quando enxergar o veículo ultrapassado pelo retrovisor.
• Se forem te ultrapassar, não dificulte a ação, mantenha a velocidade de seu veículo ou até reduza-a momentaneamente.

Acostamento
• O acostamento faz parte da via, mas é destinado à parada ou estacionamento de veículos em situação de emergência, à circulação de pedestres e bicicletas (quando não houver local apropriado).
• É proibido trafegar no acostamento, pois pode causar acidentes com outros veículos parados.
• Se precisar parar, reduza a velocidade suavemente e sinalize com setas indicativas.
• Ao parar, sinalize com pisca-alerta e com o triângulo.
Obs: Trafegar pelo acostamento é proibido: consiste em uma infração gravíssima, e a multa é de R$574,61, além de 7 pontos na carteira de habilitação.

Sinalização
• É um meio de comunicação que mostra o que é permitido ou não fazer.
• Adverte sobre perigos, além de indicar direções e pontos de interesse.
• Ela é projetada baseada em engenharia e em comportamento humano, por isso é importante respeitá-la.

RISCOS E PERIGOS LIGADOS AO AMBIENTE E AO COMPORTAMENTO HUMANO
As condições climáticas e naturais podem afetar a segurança no trânsito.
Veja alguns exemplos clicando nos números ao lado.
Chuva
• Reduz a visibilidade, deixa a pista escorregadia, pode causar acúmulo de água na via, etc.
• É importante redobrar a atenção, acionar a luz baixa do farol, aumentar a distância do veículo à frente e reduzir a velocidade até sentir segurança.
• Evite frear de maneira brusca para não deixar o veículo derrapar.
• Mantenha os limpadores de para-brisas em bom estado.
• Em caso de chuva de granito, o recomendado é parar o veículo em local seguro e aguardar.

Aquaplanagem ou hidroplanagem
• É quando o veículo perde aderência do pneu com o solo.
• Pode acontecer com qualquer veículo e em qualquer piso.
• Para evitar, observe a presença de poças de água na pista e reduza a velocidade.
• Com o veículo sobre a poça de água, não utilize o freio e segure com força a direção para manter o controle.

Neblina ou cerração
• Nessa condição, acenda a luz baixa do farol, aumente a distância do veículo à frente e reduza a velocidade.
• O farol alto não é recomendado porque ele reflete luz nas partículas de água reduzindo a visibilidade.
• Se sentir muita dificuldade, pare em local seguro, como um posto de abastecimento.
• Parar no acostamento é arriscado devido à baixa visibilidade.
• Se precisar parar use o pisca-alerta.

Condição de luz
• Uma regra básica da direção segura é ver e ser visto.
• O farol alto ou baixo desregulado pode ofuscar a visão do outro motorista.
• É recomendado o uso de luz baixa mesmo durante o dia nas rodovias.

Regras gerais:
• Veículos de porte maior são responsáveis pela segurança dos menores.
• Não freie bruscamente seu veículo (exceto por questões de segurança).
• Não pare o veículo em cruzamentos bloqueando a passagem dos outros.
• Não abra a porta ou a deixe aberta sem se certificar que não vai trazer danos para outras pessoas ou para si próprio.
• O embarque ou desembarque deve ocorrer sempre do lado da calçada (exceto no caso do condutor).

Comportamento das pessoas
• Alguns princípios devem ser a base das relações no trânsito.
• Dignidade da pessoa humana – princípio universal do qual derivam os Direitos Humanos.
• Igualdade de direitos, participação, corresponsabilidade pela vida social.

Como Evitar Colisões
Veja algumas das colisões mais comuns e como evitá-las.
Colisão com o veículo da frente
Para evitar esse tipo de colisão, veja as recomendações:
• Estar atento;
• Estar no controle da situação (procurar ver além do veículo da frente e antever situações que podem obriga-lo a manobras bruscas, por exemplo);
• Manter distância;
• Começar a parar antes (ao antever situações).

Colisão com o veículo de trás
Uma das principais causas desse tipo de colisão é o motorista que anda “colado” no carro da frente.
Pode ocorrer também por freadas bruscas, falta de sinalização ou manobras inesperadas do veículo da frente.
Recomendações para evitar:
• Planeje o que fazer (quanto ao percurso);
• Sinalize suas atitudes;
• Pare aos poucos;
• Favoreça a passagem dos “apressadinhos”.
Colisão frente a frente
É um tipo grave de colisão porque o impacto é proporcional à soma das velocidades dos veículos envolvidos.
As causas podem ser várias: excesso de velocidade, dormir ao volante, dirigir alcoolizado, distração do condutor, problemas no automóvel.
Como evitar: cuidado com as curvas e atenção em cruzamentos.
Colisão em ultrapassagens
São as ultrapassagens mal feitas.
Para evitar: não ultrapassar em locais que não permitem (verificar sempre a sinalização), apenas ultrapassar pela esquerda, manter distância do veículo da frente para não perder o ângulo de visão, checar espelhos retrovisores, sempre sinalizar, jamais ultrapassar em locais que não oferecem segurança para a manobra, como em túneis, curvas, viadutos, aclives, entre outros.

Comentários

  1. security matters

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