Educação e Transtornos Globais do Desenvolvimento

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Esta Aula pertence ao Curso de Transtornos Globais do Desenvolvimento oferecido pela Ensino Nacional

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EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM TGD
A educação é um direito de todos e é um dever do Estado e da família.
• As Nações Unidas reconheceram que pessoas com Transtornos Globais do Desenvolvimento (TGD) como beneficiárias da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
• Isso significa que eles têm direito de estudar na rede regular de ensino, reconhecendo seus potenciais e formas diferenciadas de aprender.
• Essa inclusão é uma experiência enriquecedora para todos na escola.
• O modelo educacional inclusivo está possibilitando aos poucos a educação centrada na pessoa e suas capacidades e não em suas limitações.
• Ou seja, a pessoa é caracterizada por sua capacidade de aprendizagem e não por sua deficiência.
• A legislação assegura que pessoas com deficiência devem estudar em escolas regulares, sem discriminação, com condições de igualdade com as demais pessoas.
• Devem ser usados métodos especiais, como linguagem adequada (braile ou sinais, por exemplo), tecnologias que possam suprir as deficiências físicas e sensoriais, e métodos pedagógicos para pessoas com deficiência mental.
Obs: A constituição brasileira de 1988, no Artigo 208, prevê: “…o dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:
(…) III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino”.
• A educação inclusiva atribui uma mudança no conteúdo e estilos de ensinar.
• Essa interação social entre indivíduos com e sem deficiência desde a infância é importante para quebrar barreiras, e permite o respeito à diversidade humana.
• A escola inclusiva é a porta de entrada da pessoa com deficiência na sociedade.
TGD na escola
• Algumas orientações com relação às crianças na escola são: dar ênfase na criança e não no TGD.
• As crianças com TGD apresentam diferenças entre si e merecem atenção.
• Os alunos devem ser incluídos em classes com crianças da mesma faixa etária.
• Os professores devem ficar atentos para fazer mudanças nas atividades sempre que necessário.
• É importante estimular a autonomia desses alunos e conquistar a confiança da criança.

O QUE SÃO TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO (TGD)
TGD é uma categoria de transtornos, e não um diagnóstico específico.
Os TGDs são distúrbios nas interações sociais reciprocas e costumam se manifestar nos primeiros cinco anos de vida.
Pessoas com TGD apresentam alteração das interações sociais e comunicação, além de um repertório de interesses e atividades restrito e repetitivo.
As formas de TGD são: autismo infantil, autismo atípico, Síndrome de Asperger e Transtorno Desintegrativo da Infância e Síndrome de Rett.
Os quatro primeiros são considerados Transtornos do Espectro Autista.

ORIENTAÇÕES GERAIS AOS EDUCADORES
O professor não pode ter uma postura agressiva, mas sim muita paciência, transmitir segurança, controle da situação e amor pelo que está fazendo.
• Se o professor notar algo diferente em algum aluno é importante informar à coordenação para que os pais possam ser comunicados e encaminhar a um profissional especializado.
• Se o aluno já tiver um diagnóstico, é recomendado que o professor converse com a classe e fale das dificuldades do aluno com TGD e solicite a colaboração dos colegas.
• De maneira geral, o professor deve estimular o aluno para que ele mantenha contato visual, identifique-se dentro de grupo, expresse sentimentos, imite ações, procure contato afetivo, compartilhe objetos, compreenda e obedeça regras sociais.
• É importante também estimular o aluno para que ele compreenda o sentido de “sim” e “não”, reconheça seu ambiente, participe de rodas de conversas.
• Incentive o aluno a explorar e tocar objetos, que ele rabisque ou desenhe, monte quebra-cabeças, faça dobraduras simples assim como recortes e rasgadura de papeis.
• Respeite sempre os limites da criança e não peça coisas que ela, por suas limitações, não seja capaz de fazer.
• Opte por enunciados curtos e diretos, faça demonstrações, utilize objetos manipuláveis.
• É interessante manter uma rotina para diminuir a ansiedade da criança.

Veja recomendações gerais:
• Elogiar o aluno;
• Estimular o aluno a trabalhar em grupo, aprendendo a esperar sua vez;
• Sentar o aluno próximo do professor;
• Estabelecer rotinas em grupos;
• Ajudar o aluno a incorporar regras de convívio social;
• O professor deve estabelecer limites e regras, apresentando um feedback (retorno) quando o comportamento do aluno está sendo cooperativo e desejável.
• Apresentar as atividades visualmente;
• Estimule a autonomia e faça o possível para conquistar a confiança da criança;
• Valorizar as potencialidades de cada aluno;
• Orientar todos os alunos sobre como se relacionar bem com uma criança com necessidade educacional especial.
• Sempre elogiar quando o aluno consegue completar com sucesso alguma atividade ou quando segue alguma regra.

EDUCADORES – ORIENTAÇÕES MAIS ESPECÍFICAS
Autismo
• A dificuldade de uma maneira geral está em aprender a utilizar as palavras de forma correta.
• Com um programa de aulas, pode haver mudanças positivas nas habilidades de linguagem, motoras, interação social e aprendizagem.
• É um trabalho árduo e precisa de dedicação e paciência tanto dos pais quando dos educadores.
• A escola pode elaborar estratégias para que os alunos possam desenvolver capacidades de se integrarem com as outras crianças.
• Em qualquer situação é fundamental que os pais possam ajudar nesse processo, encorajando a criança, sem pressioná-la, a mostrar o que aprenderam.
• Lembre-se que nenhuma criança autista é igual à outra, e por isso há a necessidade de desenvolver uma programação psicopedagógica de acordo com sua necessidade.

Síndrome de Asperger
• Sentar o aluno próximo do professor;
• Requisite-o como ajudante do professor;
• Usar listas de tarefas e verificação, agendas e calendários;
• Estimular o aluno a trabalhar em grupo, a se comunicar com os colegas;
• O aluno deve ser ajudado para poder trabalhar e concentrar-se cada vez por períodos mais longos;
• Aprender a pedir ajuda;
• Conversar com ele de maneira clara e objetiva;
• Explore temas de interesse do aluno para abordar novos assuntos;
• Ser elogiado.

Síndrome de Rett
• Estabelecer sistemas de comunicação como placas com desenhos e palavras, de modo que a criança possa indicar o que ela deseja;
• Acessibilidade na escola, já que muitas crianças necessitam de equipamentos para caminhar ou até mesmo cadeira de rodas;
• Respeitar o tempo de aprendizagem de cada um.
• Apresentar os conteúdos de maneira mais visual para facilitar a compreensão.

Ensinando alunos com TGD
Os métodos devem ser:
• Estruturados e os professores devem conhecer as condutas;
• Funcional;
• Evolutivo de acordo com cada criança;
• Ser intensivo e precoce;
• Envolver a família.
• Os professores devem receber apoio e orientação de especialistas.
• Eles também devem aprender a lidar com suas frustações, ansiedade e sensação de impotência que eventualmente possam aparecer.
• Os educadores devem promover o relacionamento entre os alunos com TGD e os demais colegas, o que vai propiciar uma convivência mais natural e produtiva.
• Esteja atento para encontrar formas de estabelecer uma comunicação com o aluno.

TGD NA ESCOLA
Veja experiências em TGD na escola.

ORIENTAÇÕES SOBRE INCLUSÃO
Veja esta apresentação sobre a inclusão de alunos com TGD nas escolas.

TGD – MÉTODOS DE ENSINO PARA A ESCOLARIZAÇÃO
Estes métodos têm sua eficácia comprovada cientificamente.

1 →TEACCH
Foi desenvolvido em 1970 nos Estados Unidos.
É um sistema que tenta responder às necessidades da criança que possui dificuldade de comunicação usando as melhores abordagens e métodos disponíveis.
Nesse programa os professores são treinados para sensibilizar e envolver os demais alunos da classe.
O método faz uma avaliação da criança, levando em conta suas dificuldades e seus pontos fortes, possibilitando um programa individualizado.
Os propósitos do método são:
• Habilitar pessoas portadoras do autismo a se comportar da forma mais funcional e independente possível;
• Promover atendimento adequado para os portadores do autismo e suas famílias;
• Gerar conhecimentos clínicos teóricos e práticos sobre o autismo e disseminar informações relevantes através de publicações;
Esta abordagem é baseada na organização do ambiente através de rotinas (organizadas em quadros, painéis ou agendas), o que ajuda a criança a compreender e se adaptar ao ambiente e compreender o que se espera dela.
Obs: TEACCH (do inglês): Treatment and Education of Autistic and related Communication handicapped Children.

2 → Análise Aplicada do Comportamento (ABA)
• O tratamento comportamental analítico procura ensinar habilidades que a criança não possui.
• Cada habilidade é introduzida por etapas, ensinada individualmente, apresentando-a associada a uma indicação ou instrução.
• A resposta da criança é recompensada.
• Se a recompensa é usada de forma consistente, a criança tende a repetir a reposta.
• É importante tornar o aprendizado algo agradável para a criança.
• É preciso ensinar a criança a identificar os diferentes estímulos.
• A criança é levada a trabalhar de forma positiva, para não ocorrer comportamentos indesejados.
• Quando há respostas problemáticas, como birras, por exemplo, os dados são registrados e analisados para detectar o que as desencadeou.
• A repetição é importante nesta abordagem.
Obs: ABA (do inglês): Aplied Behavior Analysis

3 → PECS – Sistema de comunicação através da troca de figuras
• Foi desenvolvido para auxiliar tanto crianças quanto adultos a adquirir habilidades de comunicação.
• A implementação dessa abordagem consiste na aplicação sequencial de seis passos.
• O método ajuda a criança a perceber que através da comunicação ela consegue mais rápido as coisas que deseja.
• Isso a estimula a comunicar-se.
• O PECS não demanda materiais caros e é relativamente fácil de aprender, o que tem contribuído para sua aceitação em vários lugares do mundo.
• Pode ser aplicado em qualquer lugar.
Obs: PECS (do inglês): Pictures Exchange Communication System

4 → Computador/Tablet
• Não são um método de ensino, estão mais para técnicas de complemento ao sistema educacional.
• É relativamente recente o uso do computador como apoio às crianças portadoras de autismo.
• Hoje pode-se colocar junto o uso de tablets, que também estão à disposição para ajudar na comunicação.
• Algumas crianças ignoram o computador enquanto outras se fixam em determinadas imagens ou sons.
• Em São Paulo, a AMA (Associação de Amigos do Autista) desenvolveu uma técnica que consiste no uso do computador como apoio no aprendizado da escrita de crianças que já haviam adquirido a leitura, mas por diversos motivos não conseguiam adquirir a escrita através de métodos tradicionais. Esta técnica apresentou resultados positivos.
 São usados como complemento de terapias, e com a interação de alguém, senão a criança pode continuar a se isolar.

Comentários

  1. RUTH BORGES

    Olá boa noite, vou começar a atender crianças com TGD e conto muito com a colaboração e experiencia de vocês.

  2. Susana

    Olá gostaria de fazer o curso como faço para me inscrever…? Obrigada!

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