Emergência e Evento Crítico

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Esta Aula pertence ao Curso de Zelador Predial oferecido pela Ensino Nacional
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ATUAÇÃO DO VIGILANTE
• Uma pergunta que normalmente é levantada na área de segurança é sobre como agir em uma situação de emergência.
• Uma situação cada vez mais comum é a substituição de vigias ou vigilantes por equipamentos eletrônicos, devido aos avanços tecnológicos na área de segurança.
Obs: Emergência é um acontecimento inesperado, uma situação de gravidade excepcional que obriga a tomar providências. É uma situação atípica e imprevista que exige uma resposta imediata.
• A redução de custos é um dos motivos para tal fato.
• Mas o fator humano é indispensável, visto que algumas funções nunca poderão ser exercidas por uma máquina.
• Para isso deve haver treinamento e capacitação constantes.
• Quanto mais treinamento, melhor vai ser sua performance.
• Com isso, a percepção e o reflexo do vigilante são treinados, para que ele possa ter condições de antever um problema e reagir conforme as exigências que a situação expõe.
• O profissional de segurança deve saber identificar essas situações e agir com calma e de forma equilibrada diante delas.
• Emergências podem ser desde terremotos até incêndios.
• O profissional deve reconhecer os riscos e possíveis situações críticas que podem surgir no seu ambiente de trabalho.

SITUAÇÕES ESPECÍFICAS
Roubo
• A primeira coisa a fazer é manter a calma e comunicar à polícia na primeira oportunidade.
• Fazer contato com o plantão da empresa de segurança.
• O papel do vigilante é preventivo, portanto a reação deve ocorrer somente se houver oportunidade de sucesso total.
• Prestar atenção a tudo, o que aconteceu, quando, onde, como, quem, quais foram as rotas de fuga, etc.
• Preservação do local para permitir a análise da polícia científica.

Tumulto e Pânico
• Mais uma vez, manter a calma é o primeiro passo.
• Controlar o público.
• Fazer a evacuação do local de forma rápida e discreta.
• Se não for possível manter a ordem interna através de recursos próprios, acionar a polícia.
• Em ocorrências dessa natureza, as pessoas ficam com os ânimos exaltados.
• Por isso a atuação do vigilante deve ser de maneira imparcial, buscando o equilíbrio emocional e diálogo.

EVACUAÇÃO DO LOCAL E PLANO DE EMERGÊNCIA
• Em situações de emergência a principal medida é a evacuação do local, de forma rápida e discreta, sem causar pânico.
• O controle emocional do profissional de segurança é fundamental, para que ele possa atuar com calma e coerência, tendo um bom poder de convencimento, e transmitindo uma sensação de segurança para quem estiver no local.
• Para isso é necessário treinamento entre profissionais de segurança e os funcionários de outros setores da empresa, para que a evacuação ocorra com sucesso.
• Essas simulações que ocorrem em dias de normalidade irão garantir o sucesso da desocupação da área em dias de anormalidade, sem que haja pânico.
• As simulações preparam o emocional das pessoas para os casos de emergência.

Planos Emergenciais
• São formulados pelo responsável pela segurança, com a participação da equipe.
• É a sistematização de um conjunto de normas e regras de procedimento.
• Tem como objetivo garantir o sucesso da atuação da segurança, caso ocorra situações críticas que destoam da rotina.
• Empregando os recursos de forma otimizada, é possível minimizar os efeitos de catástrofes previstas no plano de emergência.
• O plano emergencial atribui a cada um da equipe de segurança uma missão específica na ocorrência de uma situação emergencial previsível, como enchente, incêndio, ameaça de bomba, invasão, greve de funcionários, etc.
• Um plano bem elaborado permite uma rápida intervenção por parte do administrador responsável pela segurança.

EXPLOSIVOS
Ocorrências com explosivos são consideradas de alto risco.
• Situações desse porte requer atuação de profissionais capacitados, com equipamentos e táticas adequadas.
• Se houver um erro na atuação do profissional de segurança, as consequências podem ser perigosas para quem estiver nas imediações do local.
Obs: Explosivo é um composto sólido, líquido ou gasoso que, ao sofrer uma reação química violenta, transforma-se em gás, produzindo intenso calor e pressões elevadas.
• O vigilante deve se lembrar que o bem maior que deve proteger é a vida e a integridade física, e não o patrimônio.
• Logo a maior preocupação deve ser a evacuação do local e interdição da área, de forma a não causar pânico.
• Mesmo porque o vigilante não é capacitado para atuar em ocorrências envolvendo explosivos ou ameaças de bombas.
• Ele deve efetuar as primeiras medidas e então acionar a polícia, para que a central de operações envie um equipe especializada no assunto até o local.
• Ameaças de bombas e explosivos são ações típicas de terrorismo, e seus principais agentes integram facções criminosas que objetivam abalar a estrutura do poder público constituído.
• Logo, os maiores alvos de ataque são edifícios da administração pública, principalmente os que são ligados à Polícia, Justiça, Ministério Público, Embaixadas e Instituições Financeiras.
• Outros pontos também visados são os que possuem grandes aglomerações de pessoas: Aeroportos, Shoppings, Estações de Metrô e Trem.

Procedimentos em casos de ameaça de bomba
• Assumir que a ameaça é verdadeira.
• Comunicar ao superior imediato ou ao responsável local (diretor, supervisor, etc.).
• Não tocar qualquer objeto, seja ele comum ou estranho ao local.

Procedimentos em casos de ameaça de bomba
• Em caso de ameaça, qualquer objeto é suspeito.
• Acionar as autoridades competentes.
• Evacuar o local de maneira rápida e discreta, de forma a evitar o pânico.
• Isolar a área, afastando curiosos.

DETECÇÃO DE ARTEFATOS E OBJETOS SUSPEITOS
Objetos Suspeitos:
Pode ser que haja casos em que não se recebe a ameaça, mas são encontrados artefatos ou objetos suspeitos.
Nesse caso, considere a possibilidade de ser um explosivo e tome as precauções necessárias.

Risco de Danos:
Mesmo se for um objeto ou artefato de pequenas dimensões, ele pode causar dano irreparável à integridade física e saúde da pessoa, sendo necessário o isolamento da área.
É uma ocorrência que exige conhecimento específico, portanto o vigilante não deve se arriscar.
Acionar a Polícia:
O melhor é isolar a área e acionar a polícia.
As polícias, como órgãos de Segurança Pública, possuem equipes especializadas em casos de eventos críticos.
Ao acionar a central de operações (190 ou 197), ela saberá qual grupo policial é o mais adequado para o determinado evento.

ATUAÇÃO CORRETA DE VIGILANTES
Veja esta matéria que mostra a atuação de vigilantes e o correto procedimento, ao acionar a polícia.

RELATÓRIO DE OCORRÊNCIA
• Ocorrências fora da rotina normal de trabalho exigem do profissional de segurança a adoção de providências e o registro do fato.
• O relatório (ou registro) de ocorrência contém cabeçalho e o histórico, narrando os fatos de forma objetiva, para que o destinatário possa entender o que aconteceu e quais foram as providências adotadas.
• É uma ferramenta utilizada para a comunicação e registro das ocorrências envolvendo os segurados, instalações, bem móveis e imóveis, etc.
• O documento deve fazer parte de Manuais de Procedimentos Internos, e a empresa deve discriminar os tipos de ocorrências que desejam ser informados, como por exemplo, citar o controle de acesso de colaboradores em horários extraordinários de serviço.
O método descritivo é o mais adequado na confecção do documento.
Isso faz com que o foco seja somente nos fatos ocorridos, informados de forma clara.

O relatório deve conter as seguintes respostas sobre a ocorrência:
• Quando ocorreu? (colocar dia, mês, ano e hora)
• Onde ocorreu? (lugar)
• O que ocorreu? (descreva o fato, colocando a identificação e descrição dos envolvidos)
• Como ocorreu?
Ainda é possível colocar:
• Porque ocorreu? (a motivação)
• Quais providências foram tomadas?
O vigilante deve fazer o registro da situação do posto de serviço em todos os turnos de trabalho, além de elaborar o relatório de ocorrência.

CRISE
O que é crise?
• É todo incidente ou situação não rotineira, que exige resposta da polícia para assegurar uma solução aceitável, pois há possibilidade de agravamento, inclusive com risco à vida dos envolvidos.
• Pode se manifestar, por exemplo, através de motins em presídios, sequestros, roubos a bancos, entre outros.

Características
É uma situação crucial, que tem como característica:
• Compressão de tempo (urgência);
• Imprevisibilidade;
• Ameaça de vida;
• Necessidade de postura organizacional não rotineira;
• Planejamento analítico e capacidade de implementação;
• Considerações legais especiais.

Gerenciamento de crises
• É o processo de se identificar, obter e aplicar (conforme a legislação vigente e com emprego de técnicas especializadas) os recursos estratégicos adequados para a solução da crise.
• Podem ser medidas de antecipação, prevenção e/ou resolução, para possibilitar a recuperação completa da ordem pública e da normalidade da situação.
• O objetivo é preservar a vida e aplicar a lei.
• A vida é sempre o alvo principal de proteção no gerenciamento de crises.
• As autoridades devem ser imediatamente comunicadas, pois a segurança pública é dever do Estado.
• Em vários estados, a Polícia Civil e Militar atuam integradas no gerenciamento de crise, cada uma com seu grupo especializado em ocorrências de situação crucial que precisam de resposta rápida e aceitável.
• Nos dois casos, o acionamento dos grupos é feito através da Central de Operações.
Obs: A Polícia Civil atua em situações de crise com Grupos de Resgate. E a Polícia Militar conta com Grupos de Ações Táticas, que atuam em ocorrências com reféns e explosivos.
• Ocorrências com ameaças de vida, urgência e necessidade de atuação especializada, as medidas empresarias internas devem limitar-se a manter a calma e acionar imediatamente a polícia.
• Lembre-se que qualquer decisão precipitada do profissional de segurança privada pode resultar em danos irreparáveis.

Comentários

  1. janete reis

    artigo muito bom

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