Estrutura e Formação de Palavras

  • Imagens da Aula
  • +
  • +
  • Curso

Captura de tela em 2013-11-20 11:19:01

Captura de tela em 2013-11-20 11:19:31

Captura de tela em 2013-11-20 11:19:47

Esta Aula pertence ao Curso de Gramática  oferecido pela Ensino Nacional

certificado1

VOCÊ SABE O QUE SÃO OS ELEMENTOS MÓRFICOS?
Palavras:
As palavras podem ser subdivididas em partes menores, chamadas de elementos mórficos.
Elementos Mórficos:
Os elementos mórficos são: radical, vogal temática, tema, desinências, vogal e consoante de ligação. Veja também como funcionam os processos de formação das palavras.
Processos:
Até hoje esses processos são utilizados, inclusive para criar palavras para conceitos desconhecidos, os chamados neologismos. Os principais processos de formação são: derivação, composição, hibridismo, onomatopeia, acrônimo e estrangeirismo.

MORFEMAS
Morfemas
• O morfema pode ser definido como a menor unidade da língua portuguesa que contém significação.
• Ele descreve os processos de formação e flexão das palavras.
• Ao fazer a análise morfológica, ou seja, de sua forma, é possível separar as partes da palavra (ou seja, seus morfemas).

Composição
• Compõem a estrutura lexical e gramatical das palavras.
• Há palavras indivisíveis, que não permitem a análise morfológica, pois já são a menor unidade com significado. Ex: paz, sol, flor, etc.
• São morfemas palavras como: mas, também, menos, etc.

Há morfemas livres ou presos
• Livres (ou reais): São aqueles que não se ligam obrigatoriamente a outros morfemas. Ex: sim, um, de, feliz.
• Presos (gramaticais): São aqueles que só ocorrem junto a um morfema adicional. Ex: -in. Precisa de outro morfema para fazer uma ligação (como por exemplo: infeliz).
• São chamados de morfemas: raiz, radical, desinência, vogal temática, tema e afixos.RADICAL E RAIZ
Radical
• É o elemento irredutível comum às palavras de uma mesma família.
• É a parte da palavra que dá uma base de significação em comum.
• Ex: as palavras pedra, pedregulho, pedreira. Todas possuem o mesmo radical “pedr”.
• Há casos em que o radical sofre alterações.
Obs: Palavras Cognatas: As palavras que possuem o mesmo radical são chamadas de cognatas. São cognatas, por exemplo, as palavras pedra, pedregulho e pedreira.

Raiz
• É a parte básica, a origem de uma palavra.
• Ao contrário do radical, a raiz não possui nenhum prefixo ou sufixo em sua composição.
• É a forma irredutível de uma palavra.
• Há casos em que a raiz sofre alterações.
• Exemplo de raiz: Crença – raiz “Cr”.
• Exemplo em que há alteração: as palavras ato e ação possuem raízes diferentes: at-o e aç-ão (raiz “at” e “aç”).

Diferença entre raiz e radical
• O radical é a parte da palavra que está presente em todas as formas.
• É possível encontrar o radical analisando a flexão de número ou gênero.
• Ex: terreno, terrena. O radical nesse caso é “terren” (O –o e –a são a flexão de gênero).
• Já a raiz é a forma mais irredutível em que é possível descobrir o seu significado.
• Nesse caso de terreno, é “terr”.
• Palavras que podem surgir a partir de “terr”: enterrar, terra, terreno.
• Às vezes o radical e a raiz se confundem.

AFIXOS
O que são Afixos:
• As palavras quando são formadas por derivação podem conter uma partícula a mais no início ou fim delas.
• Os afixos são essas partículas.
• Os afixos não flexionam as palavras, apenas formam novas palavras ao serem acrescentados.
• Existem dois tipos de afixos: Prefixos e Sufixos.

Prefixos
• Os que aparecem no início da palavra, ou seja, são colocados antes dos radicais.
• Mudam o sentido da palavra.
• Os prefixos mais correntes em português são de origem grega ou latina.
• Ex: Desamor (des = prefixo).
• Exemplos de prefixos: contra-, anti-, a-, entre-, sub-.

Sufixo
• Os que aparecem no final da palavra.
• Pode mudar a classe gramatical da palavra que acompanha.
• É colocado depois do radical. Existem três tipos: verbal, nominal e adverbial.
• Ex: Brasileiro (eiro = sufixo).

Sufixo Adverbial
• Só existe um: -mente. Indica circunstâncias, em especial a de modo.
• Ex: ativa-mente, bondosa-mente.

Sufixo Verbal
• Esses sufixos se juntam ao radical para formar novos verbos.
• Geralmente é utilizado o -ar. Ex: telefon-ar.
• Exprimem ideia de ação.
• Veja outros sufixos: -ar, -ear, -entar, -ficar-, -izar. Ex: limpar, golear, afugentar, dignificar, finalizar.

Nominal
• Forma nomes (substantivos ou adjetivos).
• Ex: -áceo(a) (indicam semelhança. Ex: herbáceo).

Veja alguns tipos de sufixos nominais:
• Aumentativos: -ão (casarão), -aça (barcaça), -aço (estilhaço), -alhão (brincalhão), -anzil (corpanzil), etc.
• Diminutivos: -acho/-icho/-ucho (riacho), – inho (menininho), -isco (chuvisco), etc.Veja alguns tipos de sufixos nominais:
• Indicam profissão: -ão (cirurgião), -dor (vendedor), -ista (jornalista), etc.
• Indicam lugar: -aria(confeitaria), -ia(academia), -tério (cemitério), etc.
• Indicam nacionalidade: -ano (paraibano), -eiro (mineiro), -ense (paranaense), etc.
• Indicam coleção: -ama (dinheirama), -al (cafezal), etc.

TABELA DE PREFIXOS E RADICAIS
Veja ao lado uma tabela com os principais prefixos e radicais gregos e latinos.

DESINÊNCIAS
As desinências são os morfemas de palavras variáveis que indicam suas flexões (variação de gênero, número, pessoa, modo e tempo).

Desinência Nominal
• Indicam as flexões de gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural).
• De uma maneira geral, -o e -a indicam flexão de gênero e -s ou a ausência de -s indicam flexão de número.
• Ex: menin-o e menin-a, menin-o e menin-os.
Obs: Desinências e Flexão
• As desinências só existem em palavras que permitem flexão.
• Não há desinência de número em palavras como pires e ônibus, por exemplo.

Desinência Verbal
• Indicam as flexões de modo (indicativo, presente, etc.), tempo, número (singular/plural) e pessoa (1ª, 2ª e 3ª).
• As desinências podem: ser o, s, mos, is, m, i, ste, u, etc.
• Ex: Partiríamos – ía (desinência modo-temporal), mos (desinência número-pessoal).

Vogal Temática
• É o morfema que liga o radical às desinências.
• Pode aparecer tanto em nomes quanto em verbos.
Vogal Temática Nominal
• Em nomes aparece quando não há variação de gênero ou número.
• Essa desinência não indica flexão de nenhum tipo.
• Ex: corpo, dente, casa, as letras -o, -e e -a são vogais temáticas.
Vogal Temática Verbal
• Em verbos, indica a qual conjugação o verbo pertence: -a (primeira conjugação), -e ou -o (segunda conjugação) e -i (terceira conjugação).
• Nem todas as formas verbais possuem a vogal temática.
• A ligação entre o radical e a vogal temática se chama tema.
• Ex: atac-a-va. O “a” é vogal temática verbal que indica que o verbo pertence à primeira conjugação.

Vogal ou Consoante de Ligação
• São morfemas que facilitam a leitura de determinadas palavras.
• São vogais de ligação: -i e -o.
• Ex: gasômetro – gás + ô + metro.
• Nesse caso o “ô” é uma vogal de ligação.
• As consoantes de ligação mais usadas são -z e -l.
• Ex: cafezal – café + z + al ou café + zal.

FORMAÇÃO DAS PALAVRAS
Simples
• São as palavras que possuem somente um radical.
• Ex: cavalo.

Compostas
• São as palavras que possuem mais de um radical.
• Ex: guarda-chuva.
Obs: Podem ou não ser ligadas por hífen.

Primitivas
• São as palavras que não se originam de outras.
• Ex: avião.Derivadas
• São as palavras que se originam de outras.
• Ex: aviador.

PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS
Derivação
Processo de formação de novas palavras (derivadas) a partir de palavras existentes.
A derivação pode ser: prefixal, sufixal, parassintética, regressiva, imprópria.
• Prefixal: nesse processo de derivação, acrescenta-se um prefixo a um radical. Ex: o prefixo -des + a palavra -fazer = desfazer.
• Sufixal: nesse processo, acrescenta-se um sufixo (nominal ou verbal) a um radical. Ex: Livraria = livro + aria.
• Prefixal e Sufixal: processo em que se acrescenta um prefixo e um sufixo, em tempos diferentes. Ex: infelizmente (in – prefixo + feliz – radical + mente – sufixo).
• Parassintética: esse processo consiste em acrescentar um prefixo e um sufixo a um radical. Formam-se principalmente verbos através da parassíntese. Ex: anoitecer = a (prefixo) + noit (radical) + ecer (sufixo).
• Regressiva: processo que forma substantivos a partir de verbos. Ocorre com a redução da palavra primitiva. Ex: atraso, do verbo atrasar.
• Imprópria: processo que consiste em mudar a classe gramatical da palavra, mas sem alterar sua forma. Ex: O jantar foi servido tarde.
Diferença entre a derivação prefixal e sufixal da parassintética
• Ao retirar o prefixo ou o sufixo, verifique se a palavra que sobrou existe. Essa é a derivação prefixal e sufixal. Caso contrário, será Parassintética.
• Ex: a palavra anoitecer. Se retirar o prefixo -a: noitecer não existe. Se retirar o sufixo -ecer: anoite não existe. Nesse caso é formação parassintética.

Composição
Processo de formação que junta dois ou mais radicais. Pode ser por justaposição ou por aglutinação.
• Justaposição: não há alteração fonética das palavras, ou seja, são faladas da maneira que eram antes da composição. Ex: girassol (gira + sol), segunda-feira.
• Aglutinação: há alteração na grafia ou pronúncia em pelo menos uma das palavras. Ex: planalto (plano + alto).

Hibridismo
• Formação de palavras a partir da junção de elementos de idiomas diferentes.
•  Ex: burocracia (buro – francês + cracia – grego).

Redução (Abreviação)
• Forma reduzida que algumas palavras apresentam.
• Ex: moto (motocicleta).
• A simplificação também pode ser vista nas siglas.

Onomatopeia
• Criação de palavras através da imitação de sons da natureza e vozes humanas.
• Ex: cocoricó, tique-taque.

Estrangeirismo
• Introduz palavras de outros idiomas na língua portuguesa.
• Dependendo do idioma de origem as palavras recebem nomes específicos.
• Ex: anglicismo (do inglês), galicismo (do francês), etc.
Obs: Muitas palavras tem origem latina, grega, árabe, inglesa, entre outros. Normalmente as palavras passam por um aportuguesamento fonológico e gráfico (som e escrita). O órgão responsável pelo Vocabulário Ortográfico de Língua Portuguesa (VOLP), com função de aportuguesar as palavras, é a Academia Brasileira de Letras (ABL).
O estrangeirismo possui duas categorias:

• Com aportuguesamento: quando a grafia e pronúncia são adaptadas para o português. Ex: abajour (do francês “abat-jour”).
• Sem aportuguesamento: mantém a forma original da palavra. Ex: mouse (do inglês “mouse”).
Veja alguns exemplos de estrangeirismos:
Ateliê, baguete, futebol, estresse, batom, sanduíche, clube, hambúrguer, quibe, etc.

Comentários

  1. anonima

    me ajudou muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito

  2. Espero que através desse site posso aprender,entrei nesse site por uma prova de língua portuguesa pela professora Walbea Lúcia Lobato Martins do 7 ano do ensino fundamental.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *