Fotografia digital

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Fotografia digital
Com as máquinas digitais, a luz captada pela lente é direcionada ao sensor eletrônico (chip), onde é transformada em energia, que é traduzida em imagem por um programa de conversão. A representação das cores acontece pelo sistema RGB (red, green, blue: vermelho, verde e azul), onde cada cor é obtida pela mistura dessas três cores em quantidades numéricas diferentes. A imagem resultante deste processo pode ser visualizada na hora, pelo visor de LCD (liquid crystal display: display de cristal líquido). Existem dois tipos de sensores: CCD com uma camada de RGB, CMOS com três camadas de RGB.
Pixel: É cada ponto que compõe uma imagem digital. A qualidade da imagem depende de dois fatores: quantidade de pixeis por polegada (resolução da imagem, medida em DPIs) e o número de pixeis na horizontal e na vertical (tamanho da imagem em centímetros). Um megapixel equivale à um milhão de pixeis.

Formatos de armazenamento de imagens
RAW: É o formato em que as imagens são capturadas, possui mais quantidade de informação.
JPEG: É o formato mais conhecido e utilizado, tem ótima compactação de imagem e variação de cores. Também chamado de JPG.
TIFF: Formato padrão para impressões industriais, também usado nas máquinas fotográficas digitais.
GIF e PNG: Criados para serem usados na internet, suportam imagens animadas.
BMP: Formado usado nos programas do sistema Windows, os arquivos não são comprimidos, ocupam mais espaço de armazenamento.

Por que “imagem” e não “fotografia”?
Fotografia é desenhar com a luz. A imagem digital é feita não comente com a luz, mas  também com dígitos. Por isso o mais correto é imagem, ao invés de fotografia.
Da mesma forma, a palavra correta é “máquina” e não “câmera”, porque câmera era o espaço oco que existia nas caixas analógicas.

Tipos de máquinas fotográficas digitais
Há diversos modelos e fabricantes de máquinas fotográficas digitais. Genericamente, elas podem ser divididas em quatro categorias principais: compactas, híbridas, semiprofissionais e profissionais.
Compactas
Há vários tipos de compactas. As mais comuns são leves, finas, com preço acessível e fácil manuseio (são também chamadas de point-and-shot: “mirar e bater”). As ultracompactas têm lentes inseridas no corpo da máquina e apenas com zoom digital*. As que têm lentes salientes costumam apresentar também zoom ótico, mas é de curto alcance. Geralmente elas não possibilitam controle sobre a imagem, mas há modelos que oferecem opções de controle manual.
*Zoom é a capacidade da câmera aproximar visualmente o assunto. Ele pode ser:
Zoom ótico: é feito pela objetiva, ou seja, pelas lentes da máquina. É o que tem mais qualidade.
Zoom digital: feito pelo software da máquina digital, que multiplica os pixels de mesma cor.
Compactas avançadas
Também chamadas de “bridge” (ponte) ou superzoom, são máquinas encorpadas, mas com sensor pequeno. Por seu tamanho, são por vezes vendidas erroneamente como semiprofissionais. Permitem controle de funções, mas não a troca de lentes.
Híbridas
São máquinas que misturam características das compactas e das profissionais. Com sensores maiores do que os das compactas, o que garante maior qualidade às imagens, as híbridas oferecem também o controle manual sobre funções como velocidade do obturador e abertura do diafragma. Além disso, é possível a troca de lentes quando desejado, no formato da câmera compacta. São chamadas também de “mirrorless” (sem espelho) ou “evil” (sigla em inglês para visor eletrônico com lentes intercambiáveis).
DSLR de entrada
Chamadas de Reflex, são câmeras com um sistema diferente, o DSLR: digital single-lens reflex (câmera reflex monobjetiva digital), que usa um sistema interno de espelhos e um pentaprisma para direcionar a luz para o visor ótico (não tela de LCD). Essa característica, aliada aos outros controles manuais, possibilita ao fotógrafo maior controle sobre o resultado final da imagem. Pode ser considerada uma câmera semiprofissional.
DSLR semiprofissional
Com as mesmas características das DSLR de entrada, as DSLR semiprofissionais têm o segundo maior tamanho de sensor do mercado. Permitem a captura de várias imagens com apenas um clique, entre outros recursos. São feitas de materiais resistentes, pesadas, caras e exigem investimentos em acessórios como as objetivas. São também chamadas de “cross”.
DSLR profissional
Tem o maior sensor do mercado, que é quase da mesma qualidade dos filmes de 35mm. O corpo da máquina é maior para acomodar as baterias, que garantem muitas horas de trabalho contínuo, e é feito de materiais resistentes à quedas, água, poeira e condições climáticas extremas.

Conceitos de fotografia digital
Além dos conceitos básicos como foco, luz, composição, regra dos terços, entre outros, que você pode conferir no Módulo “Introdução à Fotografia”, é importante ter conhecimento sobre outros fundamentos. Veja a seguir!
Balanço de branco (white balance)
O balanço de branco define a coloração das fotografias. É como se ele representasse a temperatura das cores e varia entre frias (azuladas) e quentes (avermelhadas). Ele é regulado, nas compactas, por exemplo, por ícones que indicam o clima (sol, chuva, nublado), numa simulação aproximada da temperatura de cor. Há também a opção de ajuste automático, mas geralmente os modos pré-programados são melhores. Algumas máquinas com controle manual de branco permitem o ajuste de acordo com a temperatura de cor desejada. É possível também obter efeitos únicos, com cores distantes da realidade para efeitos artísticos.
Fotômetro
É um aparelho capaz de medir a quantidade e a intensidade da luz que entra pela lente. Há também modelos externos de fotômetros. É com base neste valor que as máquinas compactas calculam a velocidade do obturador e a abertura do diafragma. Há três modos de medição nas compactas: média: padrão, calcula a média da cena enquadrada, centralizada média: ideal para retratos e central (ou spot): para contrastes muito grandes entre o objeto e o fundo.
Histograma
É um gráfico presente em máquinas digitais e em programas de edição de imagens. Ele indica a quantidade de luz e sombra em uma imagem. No lado extremo esquerdo ficam representados a quantidade de pontos totalmente escuros (pretos) presentes na imagem e no lado direito do gráfico a quantidade de pontos claros. As linhas no meio do gráfico mostram tons de cinza. O histograma ajuda a saber se a imagem vai ficar muito clara ou muito escura, mas deve-se considerar o propósito da imagem antes de analisar o gráfico. Não existe um histograma ideal, já que há também imagens em estilo low key (tons escuros e sombras) e high key (tons claros e bem iluminadas).
Flash
Em câmeras compactas, o flash embutido é uma luz dura, direta e que nem sempre é necessária. Por isso não deve ser usado no modo automático e sim ser selecionado quando preciso. Retratos ao sol, por exemplo, podem exigir luz de preenchimento. Ou também retratos à noite, quando o fundo não tem importância e o objeto está bem próximo.

Erro de paralaxe
O erro de paralaxe, que acontece com as câmeras compactas com visor ótico e visor digital, é a diferença de ângulo que existe entre a imagem que se vê no visor de LCD (a que será captada pela máquina) e a imagem que se vê no visor ótico. Isso é um problema quando não é possível usar o visor digital (quando há muita luminosidade ou quando não há bateria suficiente). Esse efeito modifica a fotografiae pode fazer com que o assunto principal perca em sentido e enquadramento.
A melhor forma de saber se isso acontece com a sua máquina compacta (alguns fabricantes conseguem eliminar o erro de paralaxe), é conhecê-la muito bem. Faça testes com objetos lineares, como postes, casas com muros e árvores, e observe o resultado.
Com os testes, você vai saber qual é a diferença entre a imagem que você vê pelo visor ótico e a imagem que será captada pela lente de sua máquina. Assim, você pode estudar e memorizar para poder compensar essa diferença.
Se você desejar, pode colar adesivos no corpo da máquina, ao lado do visor ótico, para lembrar-se para qual lado é a diferença de enquadramento. Com o tempo e a prática, compensar o erro de paralaxe será automático.

Dicas para boas imagens com compactas
Controle o balanço de branco

Uma parede branca é ideal para testar qual será a temperatura de cor da sua foto.
Enquadramento
Use a regra dos terços e evite centralizar o objeto. Saiba mais no módulo “Introdução à Fotografia”.
Composição do fundo
Preste atenção no cenário da sua imagem, ele faz muita diferença!
Flash
A distância de cobertura do flash é de 3 a 5 metros. Evite seu uso sempre que possível.
Estágio de foco
A maioria das máquinas ajusta o foco lentamente, conforme o botão disparador é apertado.
Horários
Aproveite a luz natural e conheça os melhores horários. Veja mais no módulo “Introdução à Fotografia”.
No escuro
Com pouca iluminação é muito importante evitar movimentos, mesmo mínimos.
Função macro
As fotos de pequenos objetos feitas em distâncias curtas (10cm) são boas opções para as compactas.

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