História da Literatura Brasileira

  • Imagens da Aula
  • +
  • +
  • Curso

Captura de tela em 2015-08-20 08:19:42

Captura de tela em 2015-08-20 08:19:57

Captura de tela em 2015-08-20 08:20:06

Esta Aula pertence ao Curso de Princípios da Literatura oferecido pela Ensino Nacional

certificado1 (1)

ORIGENS DA LITERATURA BRASILEIRA
• As origens da literatura brasileira podem ser estudadas levando-se em conta duas vertentes: a história e a estética.
• De acordo com o ponto de vista histórico, a literatura brasileira é uma expressão de cultura gerada no centro da literatura portuguesa.
• Até pouco tempo, eram pequenas as diferenças entre a literatura dos dois países.
• Já a vertente estética ressalta as divergências que desde o primeiro instante se acumularam no comportamento do homem americano, influindo na composição da obra literária.
• A corrente estética valoriza o esforço pelo desenvolvimento das formas literárias no Brasil, em busca de uma expressão própria, tanto quanto possível original.
• A literatura, ao invés de períodos cronológicos, pode ser dividida desde o seu nascedouro, de acordo com os estilos correspondentes às suas diversas fases, do Quinhentismo ao Modernismo, até a fase de contemporaneidade.
• Os estilos literários ou estilo de época, são o conjunto de obras escritas em uma determinada época.
• As datas estabelecidas para um determinado período não são tão rigorosas quanto parecem, são apenas recursos didáticos usados para facilitar seu estudo.
• É quase impossível estipular com precisão quando se inicia ou termina um período.
• Um estilo de época também não desaparece por completo e nem a passagem de um estilo para outro não é tão rápida.
Obs: Às vezes as ideias de um período podem ser aproveitadas por outros estilos literários, através de uma releitura ou uma reinterpretação de textos já escritos.

ERAS
• A história da literatura brasileira pode ser dividida em duas grandes eras, que acompanham a evolução política e econômica do país: a Era Colonial e a Era Nacional.
• Elas são separadas por um período de transição, que corresponde à emancipação política do Brasil.
• As eras apresentam subdivisões chamadas escolas literárias (estilos literários) ou estilos de época.
Era Colonial
• Abrange o Quinhentismo (de 1500 a 1601), o Seiscentismo ou Barroco (de 1601 a 1768), o Setecentismo (1768 a 1808) e o período de Transição (1808 a 1836).
• Neste período ocorrem várias manifestações literárias de um grupo de escritores que copiavam os padrões e tendências de Portugal.
Era Nacional
• Envolve o Romantismo (1836 a 1881), o Realismo (1881 a 1893), o Simbolismo (1893 a 1922) e o Modernismo (1922 a 1945).
• A partir desta data, o que está em estudo é a contemporaneidade da literatura brasileira.

QUINHENTISMO
• É a denominação genérica de todas as manifestações literárias ocorridas no Brasil durante o século XVI, correspondendo à introdução da cultura europeia no país.
• Ocorre no começo da colonização brasileira.
• Nesta escola, o que se demonstrava era o momento histórico vivido pela Península Ibérica, que abrangia uma literatura informativa e uma literatura dos jesuítas, como principais manifestações literárias no século XVI.
Obs: Neste período, não se pode falar em uma literatura “do” Brasil como característica do país, mas sim em literatura “no” Brasil. O primeiro documento considerado da literatura no Brasil é a carta de Pero Vaz de Caminha.

• As principais crônicas da literatura informativa datam da segunda metade do século XVI.
• A literatura jesuíta também caracteriza o final do Quinhentismo, tendo que esses religiosos pisaram em solo brasileiro somente em 1549.
• A literatura informativa também pode ser chamada de literatura dos viajantes ou dos cronistas, reflexo das grandes navegações.
• É uma literatura meramente descritiva, sem grande valor literário.
• A principal preocupação dos jesuítas era o trabalho de catequese, mas do ponto de vista estético foi a melhor produção do Quinhentismo brasileiro.
• O padre José de Anchieta é o representante da literatura jesuíta, com seus poemas, autos, sermões, cartas e hinos.
• Os autores em destaque do Quinhentismo são: padre José de Anchieta, Pero Vaz de Caminha e o escrivão da frota de Pedro Álvares Cabral.

BARROCO E ARCADISMO
Barroco
• O poema épico “Prosopopéia”, de Bento Teixeira, é marco inicial do Barroco, em 1601.
• Se estende por todo o século XVII e início do século XVIII.
• Seu fim se dá no ano de 1768.
• O Barroco se estende à música, pintura, escultura e arquitetura da época.
• Foi uma época marcada pelas oposições e pelos conflitos espirituais.
• O contexto histórico influenciou a produção literária.
• As obras são marcadas pela angústia e pela oposição entre o mundo material e espiritual.
• São usadas algumas figuras de linguagem nesse período, como metáforas, antíteses e hipérboles.
• Entre suas características, estão a fugacidade do tempo e incerteza da vida.
• Há um jogo sutil de palavras e ideias, além de uma obsessão pela linguagem culta.
• Os principais representantes do Barroco são: Bento Teixeira, Gregório de Matos Guerra (apelidado de “A Boca do Inferno”), e padre Antônio Vieira.

Arcadismo
• Começa em 1768, com dois fatos marcantes: a fundação da Arcádia Ultramarina (foi uma sociedade literária brasileira) e com a publicação do livro “Obras”, de Cláudio Manuel da Costa, e se desenvolve até 1808.
• A decadência do pensamento barroco se dá no início do século XVIII, devido a vários fatores.
• Entre eles, o cansaço do público com o exagero da expressão barroca e da chamada arte cortesã.
• A burguesia atinge uma posição de domínio no campo econômico e passa a lutar pelo poder político (monarquia, na época).
• As características do Arcadismo no Brasil seguem a linha europeia, a volta aos padrões clássicos da Antiguidade e do Renascimento, a simplicidade, a poesia bucólica, o fingimento poético e o uso e pseudônimos.
• A linguagem complexa do Barroco é trocada por uma mais fácil e há emprego moderado de figuras de linguagem.
• As preocupações do barroco são deixadas de lado, e entra em cena o objetivismo e a razão.
• A vida bucólica passa a ser valorizada, assim como a idealização da natureza e da mulher amada.
• Essa escola é marcada pelo soneto, os versos decassílabos, a rima optativa e a tradição da poesia épica.
• Os principais nomes desta época são: Cláudio Manuel da Costa (Obra Poética), Tomás Antônio Gonzaga (Cartas Chilenas e Marília de Dirceu), José de Santa Rita Durão (Caramuru) e Basílio da Gama (O Uraguai).

ROMANTISMO
• Se inicia em 1836, quando Gonçalves de Magalhães publica o livro de poesias românticas intitulado “Suspiros poéticos e Saudades”.
• Com a chegada da família real portuguesa no Brasil em 1808 ocorre uma modernização no país.
• Outro fato que influencia esta escola é a Independência do Brasil em 1822, em que surge uma necessidade de autoafirmação da pátria que se formava.
• Seu marco final foi em 1881.
• O romantismo foi uma escola burguesa de caráter ideológico, a favor da classe dominante.
• Entre suas características estão o nacionalismo, o sentimentalismo, o subjetivismo e o irracionalismo.
• Além disso, o individualismo, idealização da mulher, valorização da liberdade e o uso de metáforas.
• Nesta época ocorre a decadência do regime monárquico e o aparecimento da poesia social de Castro Alves.
• Nesta escola há uma característica inusitada: revela claramente uma evolução no comportamento dos autores românticos.
• Se comparar os primeiros e os últimos representantes dessa escola, é possível ver traços peculiares de cada fase, mas divergentes entre si.
• Por exemplo, há uma distância considerável entre a poesia de Gonçalves Dias e a de Castro Alves.
• Daí surge a necessidade de se dividir o Romantismo em fases ou gerações.
• No caso no Brasil, pode-se dividir em três gerações: geração nacionalista ou indianista, geração do “mal do século” e a “geração condoreira”.
• A primeira geração (nacionalista ou indianista) é marcada pela exaltação da natureza, volta ao passado histórico, criação do herói nacional na figura do índio (de onde surgiu a denominação “geração indianista”), sentimentalismo e religiosidade.
• Os principais autores dessa fase são Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias e Araújo Porto.
• A segunda geração (“mal do século”, também é chamada de geração byroniana, de Lorde Byron) é cheia de egocentrismo, negativismo boêmio, pessimismo, dúvida, desilusão adolescente e tédio constante.
• O tema preferido desta fase é a fuga da realidade, que se manifesta na idealização da infância, nas virgens sonhadas e na exaltação da morte.
• Os principais nomes desta geração são: Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Junqueira Freire e Fagundes Varela.
• Já a geração condoreira é caracterizada pela poesia social e libertária, reflete as lutas internas da segunda metade do reinado de D. Pedro II.
• Esta geração sofreu a influência de Victor Hugo e de sua poesia político-social.
• O termo condoreirismo é consequência do símbolo de liberdade adotado pelos jovens românticos: o condor, águia que habita o alto da cordilheira dos Andes.
• Seus principais representantes foram Castro Alves, Tobias Barreto e Sousândrade.
• Entre as principais obras do Romantismo estão: O Guarani (José de Alencar), Suspiros Poéticos e Saudades (Gonçalves de Magalhães), Espumas Flutuantes (Castro Alves), Primeiros Cantos (Gonçalves Dias), entre outros.

REALISMO, NATURALISMO E PARNASIANISMO
Realismo / Naturalismo
• O Realismo é uma reação contra o Romantismo, é a crítica do homem.
• Castro Alves, Sousândrade e Tobias Barreto, embora fizessem poesia romântica na forma e na expressão, utilizavam temas voltados para a realidade político-social da época.
• Considera-se 1881 o ano inaugural do Realismo, com a publicação de dois romances fundamentais: “O mulato”, de Aluísio Azevedo, considerado o primeiro romance naturalista do Brasil, e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, o primeiro romance realista do país.
• O ano considerado como data final do Realismo é 1893.
• Esta escola reflete as transformações econômicas, políticas, sociais e culturais da segunda metade do século XIX.
• Durante esta época ocorre a campanha abolicionista (a partir de 1850), a Guerra do Paraguai (1864-1870), há a decadência da Monarquia, a Lei Áurea (1888), etc.
• Suas principais características são: objetivismo, linguagem popular, trama psicológica, valorização de personagens inspirados na realidade, uso de cenas cotidianas, crítica social, visão irônica da realidade.
• Os principais representantes do Realismo são Raul Pompéia, Aluísio Azevedo e Machado de Assis.
• Entre as principais obras, estão Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro e O Alienista (Machado de Assis), O Cortiço (Aluísio Azevedo) e O Ateneu (Raul Pompéia).

Parnasianismo
• Pode-se dizer que o Parnasianismo é a manifestação poética do Realismo.
• Os poetas dessa época estavam à margem de grandes transformações do final do século XIX e começo do século XX.
• Suas características principais são a objetividade temática e culto da forma.
• A forma fixa, a métrica dos versos, a rima rica, tudo isso é negação da poesia romântica dos versos livres.
• Esta escola buscou temas clássicos, valorizando o rigor formal.
• O vocabulário é culto, com linguagem rebuscada e descrições detalhadas.
• A poesia parnasiana se preocupa com a forma e objetividade.
• É a arte pela arte.
• Seus principais autores são Olavo Bilac, Raimundo Correia, Alberto de Oliveira e Vicente de Carvalho.

SIMBOLISMO
• Essa escola literária é a mais europeia.
• Muitos críticos e historiadores afirmam que o país não teve momento típico para o Simbolismo.
• O simbolismo começa em 1893 com a publicação de “Missal” (prosa) e “Broqueis” (poesia), do poeta catarinense Cruz e Souza.
• Estende-se até 1922, quando se realizou a Semana de Arte Moderna.
• O início do Simbolismo não significa o fim da escola anterior (Realismo), pois no final do século XIX e começo do século XX tem-se três tendências que caminham paralelas: Realismo, Simbolismo e pré-Modernismo.
• A Semana da Arte Moderna foi o que pôs fim a todas as estéticas anteriores e traçou novos rumos para a literatura do país.
• O Simbolismo marca a transição para o século XX.
• Nessa época há um contexto de conflitos e insatisfações mundiais.
• É neste contexto que surge o simbolismo, marcado por angústias e falta de perspectivas.
• Suas principais características são a negação do Realismo e suas manifestações, a negação do cientificismo, o materialismo e o racionalismo.
• Ele valoriza as manifestações metafísicas e espirituais, ou seja, o oposto do Naturalismo e do Parnasianismo.
• Esta escola usa uma linguagem abstrata e sugestiva e os textos são carregados de subjetivismo.
• Os principais autores são: Cruz e Souza e Alphonsus de Guimarães.
• Nesta época ocorre a Fundação da Academia Brasileira de Letras, inaugurada em 20 de julho de 1897 por iniciativa de seu primeiro presidente, Machado de Assis.

PRÉ-MODERNISMO
• O pré-Modernismo não é uma escola, é um termo que designa uma vasta produção literária, que caracteriza os primeiros vinte anos do século XX.
• É um período de transição.
• Há uma grande lista de autores que pertenceram ao pré-Modernismo, entre eles, Euclides da Cunha, Lima Barreto, Graça Aranha, Monteiro Lobato e Augusto dos Anjos.
• Pode-se afirmar que o pré-Modernismo começou em 1902, com a publicação de “Os sertões”, de Euclides da Cunha e “Canaã”, de Graça Aranha.
• Seu fim se deu em 1922, com a Semana de Arte Moderna.
Veja algumas características em comum entre as principais obras pré-modernistas:
• Obras inovadoras; Primavam pela denúncia da realidade brasileira, negando o Brasil literário, herdado do Romantismo e Parnasianismo; Acentuavam o regionalismo, como por exemplo, o interior paulista nos textos de Monteiro Lobato; Traçam uma ligação entre os fatos políticos, econômicos e sociais contemporâneos, aproximando a ficção da realidade.

Semana de Arte Moderna
• O Modernismo se iniciou com a realização da Semana de Arte Moderna, no Teatro Municipal de São Paulo, nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922.
• Ela foi idealizada por um grupo de artistas que pretendia colocar a cultura brasileira a par das correntes de vanguarda do pensamento europeu, além de pregar a tomada de consciência da realidade brasileira.
• Não foi apenas um movimento artístico, mas político e social também.
• Nesta época o país estava dividido entre o rural e o urbano.
• As principais cidades do país estavam passando por uma transformação rápida como consequência do processo industrial que surgiu com a Primeira Guerra Mundial.
• O número de imigrantes europeus também crescia.
• As principais nações europeias também vivem uma revolução artística que recebe o nome de Arte Moderna ou Modernismo.
• O acontecimento da Primeira Guerra Mundial e da Revolução Soviética aceleram a ruptura e a radicalização (ideológica e estética) de uma série de movimentos inovadores.
• As principais características desta fase são: liberdade nos temas e linguagem; valorização do cotidiano; liberdade de expressão; ambiguidade; verso livre.
• Antes do modernismo, apenas assuntos “sublimes” faziam parte do mundo literário.
• Agora, o prosaico, o diário, o grosseiro, o vulgar e o lixo se tornam motivos centrais da nova estética.
• A linguagem se torna mais coloquial, espontânea, mesclando expressões da língua culta com termos populares, havendo uma aproximação com a oralidade.

MODERNISMO E PÓS-MODERNISMO
Modernismo – Primeira Fase
• Entre 1922 e 1930 ocorreu o período mais radical do movimento modernista.
• Um dos motivos foi a necessidade de definições e do rompimento de todas as estruturas do passado.
• Ao mesmo tempo em que se procura o polêmico, o moderno e original, o nacionalismo também se manifesta.
• Há uma volta às origens, à procura de uma língua brasileira (falada pelo povo nas ruas), às paródias, em uma tentativa de repensar a história e a literatura brasileiras e à valorização do índio verdadeiramente brasileiro.
• Entre suas características estão a linguagem com humor, temas do cotidiano (urbanos) e a liberdade no uso de palavras e textos diretos.
• Nesse sentido, ocorrem manifestos nacionalistas do “Pau-Brasil” (escrito por Oswald de Andrade, em 1924), que propõe uma literatura extremamente ligada à realidade brasileira, e da “Antropofagia”, também dentro da linha comandada por Oswald de Andrade.
• Havia também os manifestos do Verde-Amarelismo e do Grupo da Anta, que trazem a semente do nacionalismo fascista comandado por Plínio Salgado.
• No final da década de 20, esse nacionalismo apresenta duas vertentes: de um lado, um nacionalismo crítico, consciente, de denúncia da realidade brasileira e politicamente identificado com as esquerdas; e do outro, um nacionalismo ufanista, exagerado, utópico e politicamente identificado com as correntes políticas de extrema direita.
• Os principais autores dessa primeira fase são: Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Antônio de Alcântara Machado, Cassiano Ricardo e Guilherme de Almeida.

Modernismo – Segunda Fase
• O período de 1930 a 1945 registrou a estreia de alguns nomes significativos do romance brasileiro.
• A segunda fase do Modernismo reflete o mesmo momento histórico e apresenta as mesmas preocupações dos poetas da década de 30 (Murilo Mendes, Jorge de Lima, etc.).
• Aparecem nomes como: José Lins do Rego, Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Jorge Amado e Érico Veríssimo, que produzem literatura com um caráter mais construtivo, de maturidade, aproveitando as conquistas da geração de 1922 e sua prosa inovadora.
• Algumas obras de destaque desta época são: Vidas Secas (Graciliano Ramos), Fogo Morto (José Lins do Rego), O Quinze (Rachel de Queiroz) e O País do Carnaval (Jorge Amado).
• E entre os principais poetas estão Vinícius de Moraes, Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles.
• Na década de 30, o Brasil passava por transformações, marcadas fortemente pela revolução de 30 e pelo questionamento das oligarquias tradicionais.
• A população também sentia os efeitos de uma crise econômica mundial e choques ideológicos que levavam a posições mais definidas e engajadas.
• Esse foi um campo favorável ao desenvolvimento de um romance caracterizado pela denúncia social, atingindo um elevado grau de tensão nas relações do indivíduo com o mundo.
• O regionalismo ganha importância na literatura, levando ao extremo as relações do personagem com o meio natural e social.
• Autores como Jorge Amado e José Lins do Rego mostram a nova realidade capitalista e imperialista vigente no país.
Obs: Os escritores nordestinos merecem destaque especial. O primeiro romance representativo do regionalismo nordestino foi “A bagaceira”, de José Américo de Almeida, publicado em 1968. Foi um marco literário no país e sua importância se deve mais à temática (a seca, engenho, retirantes), e ao caráter social do romance do que aos valores estéticos.
Pós-Modernismo
• O Pós-modernismo se insere no contexto dos fenômenos sociais e políticos de 1945.
• Esse foi o ano do término da Segunda Guerra Mundial e o início da Era Atômica.
• Cria-se a Organização das Nações Unidas (ONU) e publica-se a Declaração dos Direitos do Homem.
• Logo depois, se inicia a Guerra Fria.
• No Brasil, o país vive o fim da ditadura de Getúlio Vargas e o país entra em um processo de redemocratização.
• Os partidos são legalizados e convoca-se uma eleição geral.
• Apesar disso, abre-se um novo tempo de perseguições políticas, ilegalidades e exílios.
• A literatura também passa por alterações, com algumas manifestações representando alguns passos adiante; outras, um retrocesso.
• O jornal “O Tempo”, excelente crítico literário, se encarrega de fazer a seleção.
• A prosa aprofunda a tendência em busca de uma literatura mais intimista, introspectiva, com destaque para Clarice Lispector.
• O regionalismo também adquire uma nova dimensão com a produção de João Guimarães Rosa e sua recriação dos costumes e fala sertaneja, penetrando na psicologia do jagunço do Brasil Central.
• Quanto à poesia, a partir de 1945 uma nova geração de poetas começa a se opor às conquistas e inovações dos modernistas de 1922.
• Essa nova geração de autores negou a liberdade formal, as ironias, as sátiras e outras “brincadeiras” modernistas, partindo para uma poesia mais equilibrada e séria.
• A preocupação principal era quanto ao restabelecimento da forma artística e bela e os modelos voltam a ser os do Parnasianismo e do Simbolismo.
• Esse grupo, chamado de Geração de 45, era formado por, entre outros, Lêdo Ivo, Péricles Eugênio da Silva Ramos e Darcy Damasceno.
• Além desses, João Cabral de Melo Neto aparece como um dos mais importantes poetas da literatura brasileira.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *