Aula: História do Pensamento Econômico

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Esta Aula pertence ao Curso de Economia oferecido pela Ensino Nacional

Curso com Certificado

Na idade média a economia já era tratada por filósofos gregos. Entre os séculos IV e V a.C. as primeiras referências aparecem com Aristóteles, Platão e Xenofonte. Porém os primeiros escritos que continham pensamentos sobre economia de que temos conhecimento são provenientes da China, citamos o Tao Te King de Lao Tse, os Anacletos de Confúcio e a Arte da guerra de Sun Tzu entre os séculos IV e VI a.C.

Neste período os aspectos econômicos eram encarados pelos chineses como mero procedimento para subsistência, era baseada na agricultura e seguia uma ordem natural que consistia na expressão “laissez faire”, cujo significado é “deixar fazer”.

O estudo teórico dos fenômenos econômicos surgiu somente na era moderna com base em experiências. Foram desenvolvidas diversas teorias e modelos de pensamento, com o objetivo de apresentar racionalidade, lógica e explicar os fenômenos e processos da economia.

Desde então muitos estudiosos se dedicam ao assunto e os estudos sobre economia vêm evoluindo, formando as escolas de pensamento econômico que iremos estudar em seguida, tais como: Mercantilismo, Fisiocracia, Escola Clássica, etc.

Mercantilismo
O Mercantilismo foi desenvolvido na Europa e consistia nas práticas econômicas com o objetivo de fortalecer o Estado e enriquecer a burguesia. O meio utilizado para esse fortalecimento era a ampliação da economia, com a geração de mais lucro e consequentemente o
recolhimento de mais impostos.

O mercantilismo surgiu num período de nacionalismo econômico, a denominação “Mercantilismo” foi criada por Adam Smith em 1776. Em razão do aumento do comercio em nível internacional, o governo decide realizar ações protecionistas para aumentar as importações e reduzir as exportações, pois a entrada de mais metais tornaria o país mais rico.

Com isso surge o Metalismo. O metalismo consistia no acumulo de moedas dentro do país, pois isso era o que quantificava a riqueza. Também surge o Colbertismo e o Mercantilismo comercial e marítimo, este adotava a teoria de superfaturar o preço do produto para obter mais lucro. O colbertismo também denominado mercantilismo Industrial tinha como objetivo suprir o mercado brasileiro.

Foi também neste período que os primeiros estudiosos do pensamento econômico iniciaram seus trabalhos e estudos relacionados aos fenômenos econômicos, circulação de mercadorias e comércio exterior, entre eles Thomas Mun, Willina Petty e Josiah Child.

Princípios Básicos do Mercantilismo:
Intervencionismo – o Estado deve intervir na economia para realização do bem comum, desde o seu crescimento até a redução de desigualdades sociais.

Metalismo – também denominado bulionismo, sua teoria consiste na afirmação que o crescimento da economia depende do aumento da população e acumulo de metais preciosos.

Balança comercial favorável – a forma de aumento da riqueza se dá com o acumulo de metais, para isso deve manter superávit da exportação sobre a importação.

Protecionismo – a comercialização de produtos nacionais era incentivada e o Estado protegia da concorrência internacional.

O desenvolvimento marítimo também foi um fator fundamental para o mercantilismo, propiciava a ampliação dos horizontes, tanto para a comercialização de produtos como para a conquista de novas colonias.

As colonias eram essenciais para o crescimento do Estado no sistema mercantil, pois ofereciam recursos como trabalho e os metais que enriqueciam o governo. Toda nação forte necessitava de trabalhadores e soldados.

A Fisiocracia
Criada na metade do século XVIII pelo francês François Quesnay, a teoria fisiocrática foi idealizada no livro “Tableau Economique” que significa quadro econômico.

A Escola Fisiocrática se opunha ao mercantilismo, para os fisiocratas as práticas mais importantes para o crescimento da economia e prosperidade do Estado era a agricultura, toda fonte de riqueza era a terra, pois possibilitava grande margem de lucro com pouco investimento.

Nesta tese era defendido o liberalismo econômico, que consistia na não intervenção do Estado na economia. Para a fisiocracia, a economia era governada por uma ordem natural, sendo inútil tentar modificar com a aplicação de leis e regulamentos.

Como a produção agrícola era considerada a única fonte de riquezas, entendia-se que os impostos deveriam recair sobre a terra, onerando os seu proprietários e liberando a sociedade de obrigatoriedade de contribuição.

Neste período de desenvolvimento da economia com base na agricultura, as classes sociais se existentes e atuantes eram:

  • Classe agrícola, composta por proprietários de terra, arrendatários, camponeses;
  • Classe manufatureira, formada por artesãos que desenvolviam suas atividades nas cidades, também conduzidas de forma capitalista assim como na agricultura.

Observação: de acordo com a teoria fisiocrata a agricultura era uma atividade produtiva e a manufatura estéril, porque somente a agricultura na gestão capitalista poderia ser expandida, já as
atividades manufatureiras eram exercidas de forma artesanal.

Teoria do Excedente
Como o objetivo do capitalismo era ampliar a produção e o consumo como forma de obter mais lucros, era necessário produzir mais que o necessário para o consumo normal, ou seja, produzir de forma excedente.

O excedente se caracteriza quando a riqueza produzida é maior que a riqueza consumida. O entendimento dos fisiocratas é que este excedente tem origem na fertilidade da terra.

Crítica ao Sistema Fisiocrata
Ao criticar o sistema fisiocrata, Marx afirma que o excedente provém do trabalho assalariado, constituído a mais-valia, ou seja, a exploração do trabalho dos assalariados como fonte de lucros, prática essa típica do capitalismo.

Escola Clássica
A teoria clássica foi criada por Adam Smith em 1776, com a publicação da obra Riqueza das Nações, a partir da teoria da fisiocracia, que embora possuísse diversas limitações foi de extrema importância.

David Ricardo, principal discípulo de Smith contribuiu com a obra Princípios de Economia Política e Tributação, publicada em 1817, que marcou a escola. Outros colaboradores foram Malthus, Say, Stuart Mill, Marx.

A Escola clássica se desenvolveu no período histórico em que aconteceu a Revolução Francesa e a Revolução Industrial. Até a metade do século XIX o trabalho agrícola ou industrial era considerado fonte única de riquezas e a economia foca seu estudo e no formação e preço dos bens.

Os economistas clássicos fundamentam seus pensamentos com base na liberdade e racionalidade dos agentes econômicos, que incentiva os indivíduos satisfazerem sua necessidades sem preocupação com o bem estar coletivo.

Com base nesse pensamento iniciado por Smith, Ricardo desenvolve suas teorias, destacamos as seguintes:

Teoria do Valor Trabalho
Ricardo afirma que o valor de um produto resulta da quantidade de trabalho utilizado em sua produção. Ao responder à criticas quanto a sua teoria, procurou explicar a renda, o salário, o juro e o lucro.
Exercendo grande influencia sobre os economistas neoclássicos e marxistas.

Teoria da Renda da Terra
Também denominada teoria da distribuição, que consiste na seguinte fórmula:

Trabalho + Maquinário + Capital = Produto.

Que se divide entre as seguintes classes sociais existentes: proprietários de terras; trabalhadores assalariados; arrendatários capitalistas.

De acordo com essa teoria, a sociedade é fator para o aumento do preço dos alimentos e da renda da terra, pois quanto maior o número de pessoas maior é a necessidade de alimentos. Para produzir maior quantidade é forçada a utilização de terras menos férteis, o que acarreta o aumento de trabalho e investimento, e consequentemente eleva os preços.

Para controlar o preço dos alimentos, ricardo aponta como solução o controle da natalidade e a livre importação de alimentos.

Teoria do Comércio Internacional
Defendia a liberdade de trocas entre nações, considerando vantajosa essa comercialização em diversos aspectos.

Principais Teorias de Smith
Segundo Smith o trabalho dá origem a prosperidade, e melhores resultados na produção enriquecem a nação. Dessa forma os rendimentos devem ser crescentes, para isso utiliza-se da divisão social do trabalho.

A divisão social do trabalho consiste na divisão técnica. Para smith essa divisão apresenta três vantagens, são elas:

  • Aperfeiçoamento de uma habilidade, fazendo com que aumente a produção e a qualidade;
  • Economia de tempo, uma vez que o exercício de uma mesma atividade não exige concentração e preparação frequente;
  • Otimização do trabalho devido à criação e utilização de máquinas.

Teoria da Mão Invisível
É a teoria mais importante de Adam Smith. De acordo com essa teoria as pessoas são movidas por ideais individuais que livremente desenvolvidos atingem o bem comum, gerando crescimento econômico e desenvolvimento de novas tecnologias.

Esse desenvolvimento livre é denominado Liberalismo Econômico e consiste na não intervenção ou intervenção mínima do governo na economia. Assim, a harmonia da economia era feita por uma espécie de mão invisível. Os mercados seriam livres, mas os recursos e o capital seriam empregados para atender as necessidades sociais e não somente para a obtenção de lucro. Com relação ao individualismo, defendia-se que o trabalho devia ser desenvolvido conforme a vocação, tendo como resultado o sucesso pessoal.

Smith associava o liberalismo e o individualismo ao bem comum. Suas teses foram publicadas no período da Revolução Indústrial, o que causou maior impacto.

Para Smith o elemento essencial da riqueza é o trabalho produtivo, considerando que o preço de venda de um produto pode ser maior que seu preço de custo.

Teoria Clássica
Consiste no equilíbrio da economia de forma natural, decorrente da oferta e demanda. As trocas e o crescimento do mercado aumentam a demanda, propiciando maior produção com menor custo mediante o investimento de capital e de trabalho, resultando em crescimento econômico.

Para Smith a economia deve crescer de forma contínua, ampliando os mercados e gerando novos empregos, pois isso possibilita o acumulo de capital que possibilitará o progresso técnico e consequentemente o aumento de salários.

Lei de Say
Ao formular sua teoria, Jean-Baptiste Say deu enfase a oferta, da mesma forma como outros autores clássicos. A denominada lei de Says se refere ao fato de que a oferta cria a sua procura, fundamentando que todo acréscimo de produção utiliza-se de aumento de capital e de
trabalho, trabalho este que será remunerado e se voltará para o consumo da oferta. Resultando dessa forma, no equilíbrio do mercado.

Estado Estacionário
Estudado por Stuart Mill, o estado estacionário consiste na paralisação do crescimento econômico, na obra Princípios de Economia Política, Stuart coloca como causas principais a concorrência existente entre os capitalistas e o crescimento demográfico.

Entretanto também existem causas que afastam do estado estacionário, tais como, o desenvolvimento de novas técnologias para resolução de problemas na produção e a livre importação de alimentos.

Tal teoria afirma que o estado estacionário ocorrerá quando não mais houver progresso técnico. Porém nesta fase o nível de vida será elevado e as necessidades que se apresentarão será com relação ao desenvolvimento cultural e espiritual. Stuart Mill trouxe para a economia preocupações com a “justiça social”.

A Teoria da População
Segundo Thomas Malthus a população aumenta em proporcões maiores que o aumento da produção de alimentos, estes crescem em proporção aritmética (1, 2, 3, 4…), já a população cresce em proporções geométricas (1, 2, 4, 8…).

Assim como Ricardo, Malthus defende o controle de natalidade como fator fundamental para equilíbrio da economia, devido a impossibilidade de subsistência para uma crescente população, o que resultaria em crises econômicas no futuro.

Oposição à Escola Clássica
Contra o pensamento da escola clássica surgiram diversas teorias a partir de 1820, como o intervencionismo de Sismondi, o industrialismo de Saint-Simon, o sistema nacional de economia política de Liste, o socialismo utópico de Fourier e Proudhon.

Inicialmente Sismondi era seguidor da escola clássica, depois tornou-se o principal crítico do capitalismo de industrial. Sismondi foi precursor do socialismo, mas foi Marx quem primeiro a análise da escola clássica de forma integral.

A reação ao pensamento clássico resulta no pensamento socialista e no pensamento marxista. O pensamento não socialista propaga a intervenção do governo para corrigir falhas do sistema capitalista, são adeptos dessa corrente, List, Keynes e Sismondi.

Escola Neoclássica ou Marginalista
A teoria neoclássica surge no final do século XIX relacionadas com o processo de mudanças econômicas que ocorreram nesse período. Os fundadores da Escola Neoclássica foram o austríaco Carl Menger, o francês Léon Walras e o inglês William Stanley Jevons.

Até 1873 a economia europeia teve grande expansão e também crescimento industrial, motivado por uma concorrência considerada agressiva e destrutiva. Após esse período de expansão seguiu um período de crise denominado “longa depressão”.

A escola neoclássica surge em razão da crise, pois a escola clássica não apontava a origem dos problemas nem possíveis soluções.
Destacam-se as Escolas de Lausanne, a Escola de Cambridge, a Escola Sueca fundada por Wicksell e a Escola de Viena baseada na teoria de Menger. Posteriormente tiveram grande importância os teóricos Vilfredo Pareto, Irving Fisher e Alfred Marshall.

Teoria do Valor da Utilidade
Com base no principio da utilidade crescente, Menger criticou a teoria de que o valor é determinado pelo trabalho e desenvolveu a teoria do valor de troca. Segundo Menger:

“O valor que os bens possuem para cada indivíduo constitui a base mais importante para a determinação do preço.”

Essa teoria provém do Utilitarismo de Jeremy Bentham, que afirma que a felicidade consiste na obtenção do que é útil, do afastamento da dor e aproximação do prazer.

Essa escola muda o foco de análise que era a geração de riqueza e o consumo na escola clássica. Na escola neoclássica passa-se à análise das necessidades dos indivíduos e sua satisfação, bem como o valor subjetivo dos bens.

Individualismo e Racionalidade

Na teoria econômica, o conceito de racionalidade se refere à capacidade racional do indivíduo para equilibrar suas despesas e seus ganhos. Já o individualismo tem referência no indivíduo que busca a satisfação dos seu interesses próprios, sendo base para o desenvolvimento da microeconomia.

Teoria do Equilíbrio geral

Walras desenvolveu um sistema matemático que demonstrava o equilíbrio geral na economia, onde demonstrou a interdependência das unidades econômicas que não podem ser analisadas separadamente. Existem diversos modelos de análise da economia que podem recair sobre um
agente individual, que pode ser a família e a firma.

Essa teoria foi uma tentativa para estipular preços na economia, na qual o equilíbrio é determinado pela igualdade entre oferta e demanda e garantido por um vetor de preços.

“A análise de equilíbrio geral determina os preços e as quantidades simultâneas em todos os mercados, sendo que ela explicitamente leva em conta os efeitos feedback. O efeito feedback é o ajuste de preços ou de quantidades em um determinado mercado causado pelos ajustes de preços ou de quantidades em mercados correlatos.” (PINDYCK, 1994)

Teoria da Utilidade Marginal
William Stanley Jevons rompeu com a concepção de que o valor do produto correspondia ao trabalho necessário para sua produção, estabelecendo que o valor era definido em razão da sua utilidade e que o valor do trabalho definido em razão do valor do produto.

Foi neste período neoclássico que as primeiras marcas de produtos foram criadas em nível nacional, por volta do ano de 1870, nos EUA. Entre 1915 e 1929, as marcas já causam impacto e influência no gosto dos consumidores, por isso o período foi chamado de “fase dourada”.

Escola Sueca
É uma das principais escolas neoclássicas, representada por Knut Wicksell, teve grande importância com suas contribuições relacionadas à análise do valor e da distribuição, que estão inseridas na obra

Juros e Preços.

Wicksell integrou a análise monetária e a análise real, essa foi sua maior contribuição para a economia, teoria essa que posteriormente foi desenvolvida por Keynes.

O Marxismo
Marxismo é o pensamento contrário ao classicismo, foi desenvolvido pelos socialistas Karl Marx e Friedrich Engels, consistindo numa crítica ao sistema capitalista.

Marxismo foi a denominação consagrada para identificar as obras de Marx e Engels e de outros seguidores. O pensamento de Marx abrange diversos campos de conhecimento, como a filosofia, sociologia, história, etc. As obras que marcaram esse período foram o capital e Manifesto Comunista, este resultante dos estudos conjuntos de Marx e Engels.

As teorias de Marx são publicadas inicialmente na Alemanha, no ano de 1841, exercendo grande influência no trabalho posterior de outros teóricos, dos quais destacam-se Mao Tsé-Tung, Trotski, Gramsci, Rosa Luxemburgo, Lukács, Tito, Louis Althusser, entre outros.

Na obra O Capital, encontramos a teoria da mais-valia que caracteriza o sistema capitalista, o qual consiste na exploração do trabalhador. Segundo Marx, o modo de produção industrial era maléfico para o proletariado, em razão da baixa qualidade de vida e das péssimas condições de trabalho.

Para Marx, devia-se lutar para conquistar o chamado Estado da Ditadura do Proletariado, o capitalismo devia ser substituído pelo socialismo por meio de ação revolucionária da classe operária.

A teoria denominada mais-valia é um dos fundamentos do capitalismo, que consiste em obter o máximo de trabalho com o menor pagamento de salário possível. Essa é a fórmula utilizada pelo capitalismo para acumulação de riquezas, os meios de produção pertencem ao dono do capital que se apropria da mão de obra dos proletários e toma como lucros o trabalho excedente não pago.

O sistema socialista idealizado pelo Marxismo, denominado socialismo científico, consiste no grupo de teorias econômicas que consideram que o Estado atua em conformidade com os interesses da classe dominante, sendo que a classe dominada, neste caso o proletariado, somente consegue alterar tal situação se unir forças e lutar pelos seus direito.

No socialismo científico era estudado o mecanismo e contradições do capitalismo. As contradições eram apontadas como fatores da queda do capitalismo, associados com a luta de classes. Marx e Engels acreditavam que o socialismo era uma etapa necessária para atingir o
comunismo, nesta fase preparatória os meios de produção seriam socializados, deixando de pertencer ao dono do capital.

Comunismo
O comunismo seria o ponto final da trajetória do socialismo, é uma ideologia que consiste na instauração de uma sociedade sem classes, sem intervenção do Estado e igualitária, onde a propriedade dos meios de produção é comum.

Socialismo Utópico X Socialismo Científico
Socialismo utópico foi uma denominação atribuída ao socialismo, pois os princípios para existência de uma sociedade ideal eram desenvolvidos por diversos teóricos, porém os meios para alcançar tal ideal não eram descritos. Na Obra Manifesto Comunista (1848), Marx e Engels se preocupam com a possibilidade de criação dessa sociedade sem classes, diferentemente dos utópicos buscam uma organização prática e direta da classe proletária.

A Revolução Keynesiana
O Keynesianismo surgiu na década de 1930, com o economista John Maynard Keynes, cujas obras opunham-se ao classicismo e ao marxismo. Sua obra de maior impacto foi Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda.

A revolução de Keynes consiste na renovação da doutrina econômica, estabelecendo uma racionalidade na análise de novos fatos, conforme exigia a nova realidade.

Os fatos novos na economia que Keynes procurava explicar eram as flutuações ou ciclos econômicos e o desemprego, sua causa e solução.

A denominação “Revolução Keynesiana” se deu em razão do impacto que o pensamento de Keynes produziu num período conturbado entre duas guerras, entre os anos de 1883 e 1946, pelo rompimento com a tradição neoclássica e o pelo desenvolvimento de programa para promoção do
emprego.

Outro fator que teve importância para o surgimento do Keynesianismo foi a queda da Bolsa de Nova York, a denominada Crise de 1929, que ocorreu devido ao excesso de produção e consequente desemprego pelo acumulo de produtos em estoque. A teoria de Keynes pregava a
manutenção da produção para manter os empregos, para tanto era essencial a intervenção do Estado e a diminuição de impostos.

Neste período é identificada a incompatibilidade do capitalismo com a economia e a manutenção de empregos, por este motivo Keynes apontava que era necessário a implantação de reformas no sistema, ao contrário de Marx, acreditava que o capitalismo poderia ser mantido.

Keynes também defendia a intervenção do Estado na economia, porém uma intervenção moderada, pois não havia necessidade da implantação do socialismo, uma vez que a posse dos meios de produção não resolveria todos os problemas sociais.

O Keynesianismo foi também denominado “Estado de Bem-estar Social”, pois segundo Keynes, a intervenção do Estado como protetor da sociedade, cabendo a ele a criação de medidas de proteção da população, tais como a organização da economia, saúde, geração de empregos, etc.

Comentários

  1. Ma

    Muito da hora esse site. A crise financeira está ruim.

  2. Muito legal esse website. A situação econômica está impossível.

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