O Papel do Professor na Formação de Leitores

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Esta Aula pertence ao Curso de Ler para Escrever Bem oferecido pela Ensino Nacional

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LEITURA
• A leitura é o processo em que um leitor atribui significado a um determinado texto.
• Não é apenas uma atividade de decodificação dos códigos linguísticos, é preciso entender o que se lê.
• Estudiosos da língua entendem que o leitor, hoje, é o elemento principal no processo de leitura.
• Antes, considerava-se o texto ou o autor como o elemento mais importante.
• A leitura é a interação entre o texto e o leitor.
• A leitura não se restringe a apenas os textos verbais, livros, jornais, revistas e outros.
• Trabalhar o não verbal é outra maneira de aguçar a capacidade leitora dos alunos.
• Logo, uma sugestão de ferramenta pedagógica nas aulas de língua portuguesa, é a leitura de textos não verbais.
• Despertar no aluno o gosto pela leitura não é uma tarefa fácil.
• É uma tarefa que exige dos adultos (pais e educadores) boa vontade, esforço e dedicação constantes.
• Além dos professores, os pais desempenham um papel crucial no desenvolvimento de crianças que tenham atitudes positivas em relação à leitura.
• A leitura é uma experiência pessoal.
• Quem lê transcende o tempo.
• O desafio é fazer com que as crianças entendam isso.
• Não basta despertar no aluno o gosto pela leitura, é preciso despertar a sensibilidade.
Obs: Carlos Drumond de Andrade disse que: “A leitura é uma fonte inesgotável de prazer, mas por incrível que pareça, a quase totalidade não sente esta sede”.

NÍVEIS DE LEITURA
• De acordo com Martins, existem três níveis de leitura que se inter-relacionam e permitem trazer riqueza ao ato de ler.

São eles: leitura sensorial, leitura emocional e leitura racional.
• A leitura sensorial lida com os sentidos, a leitura emocional lida com os sentimentos e a leitura racional está ligada a parte reflexiva e questionadora.
• Na leitura sensorial são usados os sentidos do tato, olfato, visão, audição e paladar.
• Ela começa na infância e acompanha durante toda a vida.
• A leitura emocional lida com emoção e sentimentos, isto é, desperta algo no leitor.
• Este nível de leitura faz com que a pessoa se deixe envolver emocionalmente pela leitura realizada, podendo se sentir na pele de um personagem por se identificar com ele.
• A leitura racional tem caráter reflexivo e dinâmico, e estabelece um diálogo entre o autor e o contexto no qual se realiza a leitura.
• A leitura racional leva a pessoa a reflexão, permitindo que se autoquestione e questione o universo das relações sociais, ampliando sua visão de mundo.
• Estes níveis se inter-relacionam, pois é muito difícil realizar apenas uma leitura sensorial, emocional ou racional, pelo fato de que é próprio da condição humana inter-relacionar sensação, emoção e razão, tanto na tentativa de se expressar como na de buscar sentido e compreender e a si próprio e o mundo.
• Não há uma ordem certa para acontecer os níveis de leitura, mas acaba sendo uma tendência a leitura sensorial acontecer antes da leitura emocional, e esta acontecer antes da leitura racional, de acordo com o amadurecimento da pessoa.
• Para ver em qual nível a pessoa se encontra, é preciso observar a relação que ela estabelece com o texto.
• A história, experiência e as circunstâncias de vida de cada leitor no ato de ler, assim como as respostas e questões apresentadas pelo objeto lido podem evidenciar um certo nível de leitura.

DIFICULDADES DE LEITURA
• Os alunos brasileiros muitas vezes apresentam resultados fracos em testes de leituras, além de apresentarem com frequência resultados negativos em textos como Enem, Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), etc.
• A preocupação de muitos educadores é a falta da prática de leitura.
• É comum os professores ouvirem frases como “não gosto de ler”, “quando começo a ler sinto sono”, entre outros.
• É comum que as escolas ensinem somente regras gramaticais aos alunos, e ao final do Ensino Médio, eles não conseguem refletir sobre o funcionamento da língua.
• O questionamento é se a escola ensina o aluno a pensar.
• É através da leitura que se ensina a pensar.
• É preciso fazer um trabalho de base, levar o aluno a ler para dominar os recursos linguísticos para então dominar a leitura do mundo.
• Ao ler, o aluno deve ser capaz de perceber não só o que está de concreto no texto, mas o que está de abstrato nele.
• Uma das dificuldades em alfabetizar está no fato de que o uso da escrita é diferente do hábito da leitura.
• Os professores devem superar as dificuldades educacionais que existem na essência do ensino/aprendizagem, e orientar os educandos de que o letramento é um ato contínuo.
• Quanto mais dedicação à leitura, mais contato com palavras distintas.
Obs: A leitura envolve processos diferentes e complementares ao mesmo tempo, como a decodificação, a atribuição de sentido, assim como o diálogo que se estabelece com o texto lido.

PROFESSORES E ESCOLA
• Os professores devem criar dentro de cada sala de aula uma atmosfera positiva para conduzir o aluno ao encontro da leitura.
• Os professores positivos sempre procuram o melhor em seus alunos.
• O papel do professor é fundamental no ato de proporcionar conhecimento.
• Os professores e educadores são importantes para transformar os alunos em leitores críticos.
• A escola tem papel fundamental no estímulo da leitura.
• É através dela que, muitas vezes, acontece o primeiro contato com o livro.
• Logo, é indispensável tornar este momento o mais agradável possível para despertar a curiosidade das crianças.
• A escola deve proporcionar espaços específicos para a leitura, oferecendo aos alunos o acesso a bons livros, jornais, revistas e vídeos.
• O professor tem papel fundamental neste processo de ensino da leitura e escrita.
• A orientação do professor deve ajudar a provocar estímulo e participação, e também oferecer segurança, contribuindo para um bom desempenho das atividades.
• O primeiro passo que o professor deve tomar é ensinar o aluno a aprender a ler, para então praticar estratégias de leitura.
• É papel do professor ensinar o aluno sobre os sons da língua, ensinar como ela se organiza no âmbito da fala e da escrita.
• As relações entre linguagem oral e escrita são o primeiro passo para a aquisição e desenvolvimento da leitura.
• Para ensinar o aluno a gostar de ler, deve-se começar a transformar a leitura em uma atividade livre, sem obrigações.
• Para inspirar o jovem o professor deve ler mais.
• Ele pode proporcionar atividades diferenciadas para seus alunos expressarem suas ideias por escrito.
• O educador se apropria de habilidades, conteúdos e atividades importantes para a melhoria de sua prática pedagógica.
• O professor deve ser reflexivo.
• Ele precisa ajudar o aluno a encontrar seu espaço, a interrogar e a se posicionar.
• É preciso que o educador busque novos conhecimentos.
• A otimização dos espaços escolares pode colaborar com o desenvolvimento das duas funções básicas da linguagem: a comunicação e a formação do pensamento generalizante.
• Os professores têm o desafio de buscar, dentro do processo educativo, formas criativas para atrair os alunos para obras contidas na biblioteca escolar através do gosto pela leitura.
• O professor pode utilizar recursos pedagógico-didáticos que promovam diversas maneiras de uso, incluindo a criatividade e a adaptação, nas formas de apresentação dos conteúdos curriculares.
• Alguns estudiosos trazem reflexões sobre o trabalho com literatura em sala de aula.
Obs: Não é uma tarefa fácil despertar no aluno a prática da leitura autônoma. Para a formação do aluno leitor é importante que a responsabilidade não seja apenas do professor de Língua Portuguesa, mas de todos os professores.

• Eles destacam que o texto literário pode ser uma barreira no gosto pela leitura, uma vez que é imposto em sala de aula.
• Eles sugerem que o desgosto diante do texto literário pode vir da maneira como a literatura é tratada.
• O ensinar a ler se confronta com a ideia de prazer, já que esse ensinamento supõe ser um trabalho (por vezes repetitivo).
• É difícil fazer com que o aluno sinta paixão ou prazer pela leitura, uma vez que são sentimentos que não se ensinam, se aprendem vivendo (ou, neste caso, lendo).
• Este prazer em relação ao texto literário às vezes se encontra em outros textos que o próprio aluno busca por si mesmo.
• Logo, as leituras que o aluno realiza são importantes, mesmo que não sejam textos da literatura clássica.
• Para alguns professores, não importa o que o aluno está lendo, mas sim que está havendo leitura.
• Ao começar a ler o que lhe atrai, o aluno vai “tomando gosto” e começa a ler leitores que ele considera difíceis.
• O hábito da leitura vai sendo adquirido com o tempo, e o professor pode ajudar influenciando algumas leituras.
• O aluno vai alternando entre ler o que é por obrigação escolar e os textos que ele sente prazer ler.
• Entre as estratégias que os professores podem utilizar para aproximar os alunos dos textos literários, estão: explorar o conteúdo, esmiuçar o texto, ver o vocabulário, ler trechos da obra, mostrar a linguagem, falar sobre a vida do autor, fazer resumo do conteúdo da obra, levar textos que falam sobre a obra, fazer uma peça, ver um filme, entre outros.

Escola
• Normalmente o aluno não gosta de ler na escola.
• Isso acontece não pelo fato dele não gostar de ler, mas sim porque os textos não são de seu interesse, não despertando prazer no momento da leitura, além de ter que ler por exigência.
• A escola pode oferecer o contato com as mais variadas leituras e abrir espaço para depoimentos, comentários e discussões sobre o que foi lido.
• Dessa forma, pode instigar o gosto pela leitura dentro e fora da escola.
• É preciso incentivar a leitura e fazer com que o aluno se sinta bem ao ler.
• A leitura é uma ferramenta que leva ao aprendizado e ao desenvolvimento da crítica, mas precisa ser experimentada com divertimento para ampliar o gosto pela leitura nos alunos.
• Os professores podem motivar os alunos através de planejamento e seleção dos materiais a serem lidos.
• No ambiente escolar, o professor é o principal mediador entre o aluno e a leitura.
• É preciso que o professor leve em consideração as condições de infraestrutura e materiais que a escola oferece para trabalhar a leitura.
• Para a formação de leitores, deve-se levar em consideração boas condições de trabalho, como bibliotecas com acervos atualizados, materiais escolares nas escolas, infraestrutura tecnológica, e a motivação dos profissionais responsáveis pela transmissão do conhecimento.
• Depois da família, a escola possui papel relevante como mediador entre o aluno e a leitura, e deve continuar, ampliar e sistematizar o processo iniciado no ambiente familiar na formação do gosto pela leitura.
• As pessoas leem para se informar, para se distrair ou para adquirir conhecimento.
• A leitura está em todo lugar, e a escola é a principal motivadora da leitura.
• O professor também possui um papel importante neste processo, através do incentivo da leitura dentro e até fora da sala de aula.
• Desta maneira, tanto a família quanto a escola devem se conscientizar que a leitura é um processo contínuo que se inicia na educação informal (em casa) e se prorroga por toda a vida.

PARA QUE LER?
Ler por prazer, ler para estudar, existem vários motivos para ler. Ler para crianças, por exemplo, estimula momentos de imaginação, magia e fantasia.
1 → Atividade Didática
• Estudos apontam que misturar literatura com atividade didática pode atrapalhar a leitura pelo prazer de ler.
• Para isso, o professor pode apenas trocar ideias e privilegiar a construção de sentido dos textos, e estabelecer relações com a realidade dos alunos.

2 → Leitura como Atividade
• A leitura é uma atividade permanente do ser humano.
• As pessoas leem para conhecer, para entender, para sonhar, para viajar com a imaginação, para se informar, por prazer, para questionar e resolver problemas.
• Ler é um processo dinâmico e ativo.
• A leitura é uma forma de aprimorar os conhecimentos.

3 → Ler para estudar é Comum
• O aluno aprende a ler textos informativos, artigos científicos, ensaios e livros didáticos.
• Mas orientar a leitura destes textos é mais difícil, porque, dentre outras coisas, o próprio material de estudo é pouco atraente.

4 → Ler para se Informar
• Através da leitura para se informar, como ler um jornal, o estudante é capaz de entender a linguagem rápida e concisa, acompanhada de símbolos, gráficos, fotografias, entre outros.

5 → Texto Jornalístico
• O texto jornalístico ajuda a aproximar os alunos a realidade, ajudando a formar crianças mais críticas e com opiniões próprias, capazes de lutar por seus direitos.
• A prática de ler jornais aproxima os alunos do mundo, distante das metáforas da literatura, e ajuda a formar leitores assíduos e interessados pelos fatos do dia a dia.
• Jornais e revistas possuem a função básica de produtores de conhecimentos.

IMPORTÂNCIA DA LEITURA E ESCRITA
• O contato diário com a leitura ajuda a construir uma visão crítica da realidade.
• Através da leitura é possível escrever melhor e se tornar um ser mais sociável.
• Ler o mundo é ter consciência dos processos que interferem na existência como ser social e político.
• A leitura é a base do processo de alfabetização e da formação da cidadania.
• O hábito de ler não é um ato instintivo, mas sim deve ser gradativamente adquirido.
• A partir da prática da escrita, o professor ajuda a criar condições para que o aluno desenvolva suas capacidades para que aprenda os conteúdos necessários à construção de instrumentos de compreensão da realidade.
• A melhor contribuição que se pode trazer para a educação do estudante é transformá-lo em leitor, um leitor consciente, reflexivo e crítico.
• Para que a criança adquira o hábito de ler é preciso participar de situações que colocam a necessidade de refletir, transformar informações em conhecimentos próprios e enfrentando desafios.
• O professor deve ajudar o aluno a ter bons motivos para ler.
• Ao ver o professor envolvido com a leitura e o que se conquista através dela, os alunos podem despertar o desejo de fazer o mesmo.

Leitura e Cidadãos Críticos
• A leitura e a escrita são um dos meios mais importantes na aquisição de saberes, além de serem um dos instrumentos básicos para todo o sistema educativo.
• A escola deve ensinar o aluno a ler, escrever e a se expressar oralmente em todas as situações, sendo essencial para a transmissão da cidadania.
• Ela deve formar leitores que compreendam o significado da leitura.
• É através da leitura que as pessoas exercitam sua inteligência e se integram com o mundo.
• A prática da leitura deve estar presente no dia a dia da escola e na vida dos alunos, uma vez que é essencial na formação de cidadãos críticos.
• É a partir da linguagem que as pessoas se comunicam e expressam ideias, ações, intenções e sentimentos.
• Além disso, existem inúmeras atividades que exigem leituras, compreensão de texto, capacidade de relacionar fatos, fazer escolhas, decidir, conhecer, etc.
• A escrita é o instrumento mais eficiente para transmissão, expressão e fixação de uma cultura, assim como dos conhecimentos técnicos e científicos da sociedade.

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
• Uma pessoa letrada não se expressa socialmente e culturalmente da mesma forma que uma pessoa alfabetizada.
• Isto porque sua base cultural vai além do simples conhecimento das letras e palavras.
• Seu convívio com as práticas de escrita e leitura é mais assíduo que dos indivíduos apenas alfabetizados.
• A alfabetização deve ser associada ao letramento ainda em sala de aula.
• Mas educadores e professores tem dificuldade para alfabetizar e letrar ao mesmo tempo em sala de aula.
• Ensinar uma pessoa a ler e escrever, mantendo o contato com a leitura faz com que ela interaja no mundo social, cognitivo e linguístico.
Obs: O letramento não ocorre naturalmente após a alfabetização, é preciso estímulo. O alfabetizado conhece os símbolos (letras), mas não compreende em sua plenitude o seu significado, como a pessoa letrada o faz.

• A escolarização, a boa vontade dos professores, os materiais escritos e impressos são relevantes para o letramento.
• O letramento se associa ao fato de interpretar e compreender o significado real das orações, seja por meio de palavras diretas ou subentendidas.
• O letramento possibilita a compreensão implícita que se encontra no contexto.

FAMÍLIA E A FORMAÇÃO DO LEITOR
• A família também é importante no processo de formação do leitor, já que a criança entra em contato com a leitura antes de entrar na escola, através de histórias, ilustrações, entre outras fontes.
• Além disso, os conhecimentos adquiridos no ambiente familiar são, muitas vezes, levados para toda a vida.
• Dentro da família, a leitura é mais leve e prazerosa, e cria um vínculo entre pais e filhos, num primeiro momento com a observações de ilustrações nos livros lidos pelos pais, com a audição de cantigas de ninar, de histórias para dormir, até que a criança possa retribuir e contar ou ler suas próprias histórias.
• No ambiente familiar, ao estimular a leitura, os níveis de leitura se encontram presentes, principalmente a leitura sensorial.
• Quando a leitura sensorial é desenvolvida em um ambiente informal (neste caso, no lar), a criança começa a se interessar pela leitura e, aos poucos, os outros níveis de leitura vão se desenvolvendo.
• O estímulo dos pais e a convivência com materiais de leitura no ambiente familiar permitem que o a pessoa construa o gosto pela leitura, através da leitura de jornais, livros de receitas, entre outros.
• A formação do leitor deve começar no ambiente familiar.
• Quando a leitura não é estimulada no ambiente familiar, muitas vezes é vista como algo que não é de interesse do indivíduo, já que ocorre apenas de forma obrigatória e em lugares rígidos.
• Mas se o estímulo à leitura ocorrer em um ambiente informal, como no lar, é mais provável que o leitor tenha facilidade na compreensão de textos.
• Para instigar o gosto pela leitura na criança, além do contato com a leitura, é importante que ela tenha contato com pessoas que a estimule, podendo ser professores, familiares ou conviventes do seu contexto.

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