Segurança Física de Instalações

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Esta Aula pertence ao Curso Apoio ao Vigilante oferecido pela Ensino Nacional

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MEDIDAS DE SEGURANÇA
• O vigilante assume uma responsabilidade no que se refere à segurança física das instalações e integridade física das pessoas que se encontram no local.
• Sua atuação é de caráter preventivo.
• Para ser bem sucedido nessa tarefa, é fundamental equilíbrio emocional e comprometimento profissional, mostrando-se imparcial e espontâneo.
• Algumas medidas de segurança são necessárias para assegurar a funcionalidade de sistemas preventivos de segurança.
• Isso tudo é feito para inibir, dificultar e impedir ações criminosas.

Medidas Estáticas
• São os equipamentos e barreiras que não se movimentam, ou seja, são estáticos.
• Garantem mais eficiência na atividade de vigilância patrimonial.
• Exemplos: circuito fechado de TV, sistemas de alarmes, portas detectoras de metais, aparelhos de controle de acesso com base na biometria (impressão digital, íris), etc.

Medidas Dinâmicas
• Atuação de pessoa capacitada (vigilante) para fazer a segurança das instalações.
• Exemplos: vigilância atenta, abordagem à distância, identificação pessoal, posicionar-se em lugares estratégicos, etc.

SISTEMAS DE SEGURANÇA
Podem se classificar em:
Meios de proteção física
Tem o objetivo de dissuadir ou retardar a ação de ameaça ao patrimônio, de forma provisória ou permanente. Podem ser:
• Perimetrais, como cercas, muros, portões, etc.
• Estruturais, como paredes e portas.
• Provisórias, como cancelas e divisórias.
• Sistemas de iluminação de proteção, como holofotes e sensores de presença.
• Sistemas de combate a incêndios.

Meios eletrônicos de proteção
São uma proteção adicional, empregados em locais vitais da instituição. São eles:
• Circuito fechado de TV;
• Sistemas de alarme;
• Detectores de metais;
• Sistemas de radiocomunicação, etc.

Meios metodológicos de proteção
São normas, determinações, diretrizes, e orientações adotados pela empresa, para a diminuição das vulnerabilidades existentes. São eles:
• Controle de entrada e saída de pessoal, materiais e cargas;
• Controle, arquivo e destruição de documentos sigilosos;
• Controle de estoque e armazenamento de ferramentas e materiais;
• Investigação de incidentes de segurança;
• Treinamentos de segurança patrimonial, etc.

Força de resposta
• É o ser humano.
• Não adianta ter os mais avançados equipamentos eletrônicos se não houver pessoas para acionar e controlá-los.
• São os humanos que interagem e interpretam os dados emitidos pelos equipamentos, e analisam os riscos, planejando as medidas apropriadas.

PONTOS ESTRATÉGICOS X PONTOS DE RISCO
Pontos Estratégicos de Segurança
• Os pontos estratégicos permitem ao vigilante proporcionar sua própria segurança, evitando o fator surpresa, e permitem obter maior ângulo de visão, garantindo mais eficiência na execução de atividades preventivas de vigilância.
• Ex: Pontos elevados onde o vigilante pode observar o perímetro de segurança.
Pontos Vulneráveis ou de Riscos
• Os pontos vulneráveis são aqueles que permitem acesso fácil, ou seja, são locais visados para ações criminosas.
• Ex: Acessos não controlados.
Proteção de Entradas não Permitidas
• Não costumam ser os maiores alvos de invasões porque os acessos a esses pontos chama atenção, e é o que os grupos criminosos evitam.
• Mesmo assim, a vigilância e controle devem ser constantes em todos os pontos do perímetro, procurando inibir qualquer ação criminosa.
• Lembrando que a vigilância patrimonial tem caráter preventivo.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO
Veja algumas medidas de prevenção que devem ser adotadas, além da restrição de acesso.
Barreiras
Ajudam na proteção de áreas de segurança:
• Delimitam área geográfica que pertence à instalação;
• Impedem ou retardam tentativas de invasões;
• Servem como dissuasivo contra entradas não permitidas;
• Canalizam as entradas e saídas de pessoas, materiais e veículos, aumentando o poder de detecção do pessoal da segurança.
A eficácia das barreiras depende da atuação do vigilante ao sistema de iluminação, distribuição de guaritas, etc.
Elas podem ser naturais, como rios, montanhas, etc.
Ou podem ser artificiais, como cercas, muros, telas, etc.

Controle de Entradas Permitidas
• Entradas permitidas são pontos fixos de segurança, chamados de portaria, e o vigilante deve fiscalizar e controlar a entrada e saída de pessoas, materiais e veículos.
• Nesses pontos fixos de segurança, o vigilante não pode ser afastar do local, pois pode perder o controle do acesso ou então facilitar uma invasão.
• É um dos principais pontos de segurança.
• Exige do vigilante conhecimento efetivo de suas atividades, raciocínio rápido, organização, dinâmica e boa capacidade de comunicação.
• O posto fixo exige atenção redobrada do vigilante.
• Não se deve permitir a aglomeração de pessoas em seu posto.
• Se não há controle neste ponto, não há segurança.

Controle de Acesso de Pessoas
Para o controle do acesso de pessoas, é preciso seguir determinados procedimentos.
Eles garantem a segurança de instalações e dos envolvidos no sistema (clientes, colaboradores, visitantes, etc.).
Veja alguns passos indispensáveis:

• Fazer inspeção visual, analisando e memorizando características das pessoas, mostrando-se atento.
• Esse comportamento inibe o interesse de pessoas mal intencionadas de agir, quando percebem que foram observadas antes de entrar.
• Fazer uma abordagem, principalmente à distância, procurando confirmar os dados necessários ao controle do acesso.
• Não julgar as pessoas pela aparência, pois isso pode levar o vigilante a erro.
• Mesmo se for uma pessoa conhecida, se ela estiver acompanhada de pessoa desconhecida, procure agir com maior critério.
• Fazer a identificação da pessoa, com apresentação de documento oficial com foto. Ex: RG, CNH, passaporte, etc.
• Anunciar o visitante ao visitado. Ao ser autorizado, verificar de quem partiu a autorização.
• Cumprir as normas internas.
• Para que a segurança seja realmente efetiva e eficaz, é fundamental e indispensável a instalação de medidas estáticas (circuito interno de TV, botão do pânico, etc.), assim como o treinamento constante dos profissionais de segurança.
Obs: A Lei Federal nº 9.453/97 estabelece que “quando o documento de identidade for indispensável para a entrada de pessoa em órgãos públicos ou particulares, serão seus dados anotados no ato e devolvido o documento imediatamente ao interessado”.
Controle da Entrada de Materiais
Tanto na entrada quanto na saída a equipe de segurança deve fazer um controle rígido, garantindo assim a proteção do patrimônio e a segurança do local.
Veja o que é preciso fazer:
• Fazer inspeção visual e identificar o entregador;
• Verificar, pela nota fiscal, a quem se destina, confirmar a previsão de entrega e solicitar seu comparecimento para fazer o recebimento;
• Registrar o entregador, a mercadoria que entrou, e o responsável pelo recebimento.
Controle da saída de Materiais
• Fazer inspeção visual e identificar quem está saindo com o material;
• Conferir o material de acordo com o documento de autorização de saída;
• Registrar os dados;
Sabotagens
• A sabotagem é uma ação que tem como objetivo abalar a ordem interna no estabelecimento, provocando danos e sinistros que atingem o bom andamento do serviço.
• A prevenção à sabotagem é feito através de controle de acesso e permanente fiscalização à circulação interna de pessoas, voltando a atenção para seus comportamentos e atitudes.
• O controle da portaria é essencial para prevenir a sabotagem.

Espionagem
• Está relacionada à coleta de dados e informações do estabelecimento.
• Os métodos da espionagem são: infiltração, escuta, roubo e furto, chantagem, fotografia, corrupção e observação.
• A equipe de segurança deve impedir a saída de projetos, plantas ou quaisquer equipamentos sem autorização e impedir a entrada de filmadoras ou câmeras fotográficas sem a devida permissão.

Controle de acesso de Veículos
Muitos locais onde há ausência de medidas de segurança e de profissionais treinados são alvos de invasões.
Os criminosos agem com facilidade ao constatar falhas no sistema de segurança.
Veja alguns procedimentos para o controle de acesso de veículos:
• Fazer inspeção visual, ficando atento com as características do veículo e seus ocupantes, assim como o comportamento e atitude de todos;
• Em abordagem à distância, obter e confirmar os dados, e sendo necessário, ligar e confirmar com a empresa dos ocupantes do automóvel antes de entrar no local;
• Autorizado o acesso, é conveniente que apenas o condutor adentre com o veículo, enquanto os demais passageiros desembarcam e façam o acesso pela entrada de pedestres.
• Anotar então, os dados do condutor;
• Se todos entrarem no veículo, identificar todos os ocupantes;
• Instalar clausuras (espaço entre dois portões) é uma das principais maneiras de proteger o vigilante e evitar invasões.
Obs: Atenção: Registrar os dados é a única forma de controle, portanto é importante fazer corretamente e sem qualquer exceção.

SIGILO PROFISSIONAL
O profissional de segurança, pela natureza de seu trabalho, tem acesso a um número maior de informações que a maioria dos outros empregados da empresa. Por isso deve manter sigilo sobre essas informações que lhe foram confiadas, não cabendo a ele avaliar seu caráter sigiloso ou não.
Desconfie de quem pergunta muito, e encaminhe interessados na informação ao setor próprio da empresa. Mesmo se o profissional estiver fora do seu horário de serviço, deve estar atento para não comentar assuntos de serviço em público, nem fornecer dados de segurança a amigos ou familiares.
O sigilo é um dever.

Não informar a ninguém sobre:
• Horários de chegada e saída do carro forte;
• Numerários;
• Número de pessoas da equipe;
• Armamento utilizado;
• Quais são os sistemas de alarme existentes, etc.
Obs: Violação do Sigilo Profissional: A violação do sigilo profissional está prevista no Código Penal, em seu artigo 154: “revelar alguém, sem justa causa, segredo, de que tem ciência em razão de função, ministério, ofício ou profissão, e cuja revelação possa produzir dano a outrem”.

PLANO DE SEGURANÇA
• Os dois principais pilares da segurança são: prevenção e reação.
• A reação deve ser bem estudada e descrita em forma de procedimento, que costuma receber o nome de planejamento.
• A maioria das empresas elabora um manual de procedimento, que contêm várias situações/problemas, mostrando como lidar com cada um.
• Os profissionais da segurança devem saber e estudar esses manuais, para poderem agir de acordo com suas orientações.
• Como “plano de segurança” é um termo abrangente, utiliza-se conceitos mais específicos, como: planejamento estratégico, tático, técnico, operacional, de gerenciamento de crises, etc.
• Em cada um deles há vários níveis de planejamento.
• É fundamental saber o que proteger e a que preço, e qual o tipo de segurança que se deseja.
• Em relação às pessoas, o que importa é proteger a vida, e em relação às empresas, proteger o que elas consideram “fatores críticos de sucesso”.
• O desenvolvimento de um plano de contingências deve responder a algumas regras: o que ou quem proteger, quem deve fazê-lo, como, quando, onde e porque.
• O plano de contingências deve atender a essas situações o mais rápido possível.
• Para fazer o plano de contingências é preciso fazer uma análise de risco, onde são classificados os riscos e a possibilidade de concretização desses riscos.
• Através dessa análise pode ser feito um investimento em segurança, tanto fatores humanos quanto tecnológicos, otimizando recursos e reduzindo despesas.
• Por exemplo: implementando portaria digital, botão de pânico, monitoramento e gravação local ou remota de imagens, etc.
• Os profissionais de segurança podem contribuir com esse plano de contingência, elaborando no dia a dia um relatório que indique pontos de melhoria.
• Deve-se entregar esse relatório para seu superior direto.
• Outro fator importante é o treinamento dos planos de contingências, que podem ser desde incêndio de grandes proporções, ameaça de bomba, até greve e plano de abordagem de indivíduo não identificado em atitude suspeita.

Comentários

  1. ROGÉRIO ALVES DA SILVA

    Bom dia;

    Acho que seria importantíssimo constar no item CONTROLE DE ACESSO DE PESSOAS, a Ordem logica da observação: Cabeça, Tronco e Membros.

    Atenciosamente;

    Rogério Silva

  2. Sierra Tatical

    Bom site, acho que achei o que procurava.

  3. Isaías

    Gostei! Muito esclarecedor!

  4. Realmente depois de apreciar e rever o que realmente eu fazia no desempenho das minhas funções, saio daqui com maior conhecimento como proceder apartir de hoje, no desempenho das minhas actividades: muito obrigado.

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