Transtornos Globais do Desenvolvimento

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Esta Aula pertence ao Curso de Transtornos Globais do Desenvolvimento oferecido pela Ensino Nacional

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TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO – CONCEITOS E DEFINIÇÕES

O Que É
Transtornos Globais do Desenvolvimento, ou TGD, são distúrbios nas interações sociais recíprocas que costumam manifestar-se nos primeiros cinco anos de vida.

Alterações
As crianças com TGD apresentam alterações das interações sociais recíprocas e na comunicação.
Também apresentam um repertório de interesses e atividades restrito e repetitivo.

Manifestação
O TGD se manifesta antes dos cinco anos de idade.
O termo TGD se refere a uma categoria de transtornos, e não a um diagnóstico específico.
Obs: Conceito – O conceito de Transtornos Globais do Desenvolvimento surgiu no final dos anos 60, derivado dos trabalhos de Rutter e Cohen.

SINTOMAS
• Os TGDs podem causar variações na atenção, concentração e até na coordenação motora.
• Podem ocorrer mudanças de humor sem causa aparente, e acessos de agressividade em alguns casos.
Alguns sintomas podem incluir:
• Dificuldade no uso e compreensão da linguagem;
• Dificuldade em se relacionar com pessoas e objetos;
• Dificuldade com mudanças de rotina;
• Padrões repetitivos de movimentos ou comportamentos.

Veja alguns grupos de sintomas específicos e suas características:
1. Interação Social
Veja alguns aspectos observados na Interação Social das crianças que possuem TGD.
Há um conjunto de inabilidade de comportamentos sociais:
• Dificuldade em iniciar e manter uma conversa;
• Evitam contato visual e demonstram aversão ao toque do outro;
Veja mais sobre o conjunto de inabilidade de comportamentos sociais. Lembre-se esses são sintomas gerais, mas variam conforme o tipo de Transtorno Global do Desenvolvimento.
• Mantem pouca atenção às outras pessoas;
• Falta de empatia;
• Dificuldade em reconhecer e expressar emoções;
• Raramente buscam interação social.

2. Comunicação
Veja os aspectos observados na comunicação:
• Apresentam comportamentos incomuns;
• Podem se comunicar por meio de comportamentos não verbais;
• Utilizam gestos sem intenção comunicativa;
• Ausência de fala ou fala tardia.

3. Padrão de Interesses e Atividades
• Tendência a engajamento em atividades repetitivas com os objetos;
• Interesse por números, datas, horários, figuras, mapas, leitura de palavras de forma persistente;
• Interesse maior em atividades relacionadas à memória;
• Resistência a mudanças de rotina e incorporação de novos hábitos;

GRAUS E FORMAS DE TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO
Graus
• Há uma grande diversidade de habilidades, inteligência e comportamento entre as crianças com TGD.
• Há aquelas que não falam, outras falam poucas frases, e também há quem possua desenvolvimento de linguagem praticamente normal.
• Podem apresentar atividades repetitivas, habilidades sociais limitadas e respostas incomuns à informações sensoriais (som alto, luzes, etc).

Formas de TGD
• Autismo infantil
• Autismo atípico
• Síndrome de Rett
• Transtorno Desintegrativo da Infância
• Síndrome de Asperger
Há formas mais brandas e outras mais graves do autismo.

Transtorno do Espectro Autista (TEA)
• Pode ser conhecido como Transtornos ou Desordens do Espectro Autista.
• O autismo infantil, autismo atípico, transtorno desintegrativo da infância e a síndrome de Asperger hoje em dia fazem parte do chamado “Espectro Autista”.
• A síndrome de Asperger, por exemplo, é considerada uma forma mais branda dentro do espectro autista, já que não há deficiências intelectuais nessa condição.
• Apenas a síndrome de Rett não entra na classificação de espectro autista.DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
Apesar de não haver cura conhecida para TGD, é possível fazer um tratamento de acordo com as necessidades da criança.

Diagnóstico
• Para crianças abaixo de 5 anos, alguns médicos clínicos podem diagnosticar a TGD como “temporária”, quando há alguma relutância quanto ao diagnóstico de autismo.
• Um dos motivos para isso, é que crianças muito novas têm pouca interação social e pouca habilidade de comunicação devido à própria idade.
• Por volta dos 5 anos esses comportamentos incomuns ou desaparecem ou se desenvolvem para um autismo diagnosticável.
• As causas para o desenvolvimento de TGD não são conhecidas pela medicina.
• O diagnóstico do autismo no Brasil é organizado pelo CID-10, Código Internacional de Doenças.
• Outro manual que organiza o entendimento da doença é o Manual de Classificação de Doenças Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, o DSM, que agora está em sua 5ª edição, o DSM-V.
• Nesta edição foram eliminadas as categorias Autismo, síndrome de Asperger, Transtorno Desintegrativo e Transtorno Invasivo (ou Global) do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.
• Agora há só uma classificação: Transtornos do Espectro Autista.
• É mais fácil reconhecer uma pessoa que pertença ao grupo de transtorno global do que determinar se o quadro é autismo, síndrome de Asperger, etc.Cura e Tratamento
• Não há cura para o TGD.
• O tratamento pode envolver medicamentos para problemas específicos de comportamento e terapia especializada, de acordo com a necessidade da criança.
• Para um tratamento mais eficaz e eficiente é necessário que tanto o paciente quanto os familiares mais próximos aceitem a doença e não deixem que isso afete a vida do paciente.
• É recomendado um acompanhamento psicológico para lidar com as dificuldades e com preconceitos ao longo da vida.

A longevidade do paciente não é afetada pela doença.
O tratamento envolve uma abordagem múltipla:
• Intervenções psicossociais: com a família, com a criança (ou adolescente), com a escola.
• Intervenções psicopedagógicas, psicoterapêuticas, reabilitação interdisciplinar.
• E pode envolver intervenções farmacológicas (remédios).
A evolução do paciente é muito variável e depende de fatores como: investimento familiar, escolar e da equipe de saúde.
É muito importante entender e respeitar os limites da criança ou adolescente para a evolução do tratamento.

ESPECTRO AUTISTA – AUTISMO
Autismo infantil
• Manifesta-se antes dos três anos.
• Caracteriza-se por desenvolvimento prejudicado na interação social e comunicação, e atividades e interesses restritos.
• A manifestação desse transtorno varia muito, e depende do nível de desenvolvimento e da idade.
• Há prejuízo nas interações sociais e nos comportamentos não verbais (expressão visual, gestos corporais, contato visual direto, etc).
• Pode ter habilidades verbais e não verbais prejudicadas.
• Pode haver também atraso ou falta de desenvolvimento da linguagem falada.
• Quando a fala se desenvolve, o timbre, entonação, velocidade e ritmo da fala podem ser anormais.
• Apresentam dificuldade em compreender a linguagem, como entender perguntas, orientações ou piadas simples.
• Os movimentos estereotipados envolvem as mãos (como bater palmas) ou o corpo todo (como oscilar o corpo).
• Pode haver fascinação por movimentos (ex: objetos giratórios).
• O tratamento do autismo tem como prioridade desenvolver a fala e linguagem, e busca a interação do paciente com a sociedade em geral (familiares, amigos, colegas de escola, etc.)
• Já o tratamento na adolescência tem um foco para o desenvolvimento profissional e social.
• Na fase adulta, o foco é para a conquista da autonomia e para uma boa convivência social em todos os campos da vida: trabalho, família, etc.
Obs: Atenção: Quanto antes for feito o diagnóstico de autismo, melhor é a resposta ao tratamento.
• O tratamento sempre vai focar em alguns objetivos em comum: promover a interação social através da comunicação, estimular o aprendizado, preparar o paciente para lidar com questões cotidianas e ajudar não somente ele, mas a família e pessoas que convivam com os autistas.
• Entender o problema e como lidam com isso é muito importante e significativo no tratamento.
• Algumas pessoas apresentam uma melhora tão grande com o tratamento que podem levar vida independente.
• Existem diferentes graus de autismo.
• No autismo leve, sintomas relacionados com a dificuldade de comunicação, socialização e “manias” existem de forma mais branda.
• A criança desenvolve a fala e se alfabetiza, mas tem dificuldade de compreender situações sociais mais complexas, metáforas e ironias.
• Já no autismo mais severo dificilmente a linguagem vai ser adquirida.
• A criança mantem isolamento social e pode apresentar estereótipos motores.
• Pode ter deficiência mental grave.
Obs: O símbolo do autismo é uma fita colorida, que simboliza um quebra-cabeça. O quebra-cabeça na fita representa mistério e complexidade, e as cores representam a diversidade de pessoas e famílias que convivem com a desordem. As fitas são uma forma de simbolizar uma causa. Por exemplo: fita preta simboliza o luto, uma fita rosa, o câncer de mama, entre outras.

ESPECTRO AUTISTA – ASPERGER, TID-SOE E TDI
Transtorno Invasivo (ou Global) do Desenvolvimento Sem Outra Especificação (TID-SOE)
• Também conhecido como autismo atípico.
• Manifesta-se após os três anos de idade.
• Envolve algumas (mas não todas) características clássicas do autismo.
• Para ser classificado como portador de TID-SOE é preciso preencher critérios no domínio social e mais um dos outros dois (comportamento e comunicação).
Obs: Difere da Síndrome de Asperger por causa das habilidades linguísticas.

Síndrome de Asperger
• Suas características consistem em: prejuízo persistente na interação social, desenvolvimento de padrões repetitivos de comportamento e interesses limitados e intensos.
• Não ocorrem atrasos de linguagem (diferente do autismo), nem no desenvolvimento cognitivo.
• Eles podem se expressar e geralmente têm talento direcionados para alguma área.
• Ocorre principalmente em meninos e suas causas são desconhecidas.
• Parece ser identificado mais tarde do que o autismo, mais perto da idade escolar, quando alguns sintomas chamam a atenção dos pais: isolamento social, inadequação de comportamentos ou manifestação de depressão, irritabilidade ou ansiedade.
• Algumas características são: dificuldade em expressar e processar emoções, dificuldade de interação social, interpretação literal da linguagem (não entendem ironias, por exemplo), dificuldade com mudanças na rotina.
Obs: Famosos e a síndrome de Asperger – Acredita-se que muitas personalidades teriam traços da síndrome de Asperger: Isaac Newton, Albert Einstein, Charles Darwin, entre outros.

Transtorno Desintegrativo da Infância (TDI)
• Também pode ser conhecido como síndrome de Heller.
• Alguns autores não consideram o TDI como um transtorno do espectro autista.
• Manifesta-se até as idades de 2 a 4 anos.
• Há a presença de um período de desenvolvimento completamente normal antes da ocorrência do transtorno.
• Depois, pode demonstrar uma perda de comunicação social e outras habilidades.
• Ocorre também uma perda da linguagem expressiva ou receptiva, habilidades motoras e do interesse com relação ao ambiente.
• Apresenta condutas motores repetitivas.
• É parecido com o autismo e ambos são distúrbios do espectro do autismo.

Os sinais e sintomas típicos são:
• Perda dramática de habilidades já adquiridas em duas ou mais áreas: linguagem, habilidades sociais, jogar (incluindo jogos imaginários), habilidades motoras, controle da bexiga ou intestinal.
• Perda de marcos de desenvolvimento de forma abrupta (ao longo de dias ou semanas ou gradualmente ao longo de um período prolongado).
• Após essa fase, desenvolve comportamentos parecidos com o de autismo, ou seja, não gosta que lhe toquem, evita contato visual e parece viver em seu próprio mundo.

SÉRIE SOBRE ESPECTRO AUTISTA
Veja esta série especial sobre Transtornos do Espectro Autista que foi ao ar em rede nacional no ano de 2013, apresentada pelo médico brasileiro Dráuzio Varella. O vídeo está dividido em quatro partes.

TRANSTORNOS GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO – SÍNDROME DE RETT
Síndrome de Rett
• Manifesta-se em meninas, ocorrendo entre 6 meses e 2 anos.
• As causas da doença são genéticas.
• É uma deterioração neuromotora progressiva, ou seja, ela evolui por 4 estágios:

Estágio I – Estagnação precoce
Dos 6 aos 18 meses.
Há estagnação do desenvolvimento, desaceleração do crescimento do perímetro encefálico e tendência ao isolamento social.
Estágio II – Rapidamente destrutiva
Entre 1 e 3 anos.
Há regressão psicomotora, irritabilidade, choro imotivado, perda da fala adquirida, comportamento autista e movimentos estereotipados das mãos.
Estágio III – Pseudoestacionária
Entre 2 e 10 anos de idade.
Pode haver melhora no contato social.
Apresenta episódios de perda de fôlego, aerofagia (engolir ar em excesso enquanto se come ou fala) e expulsão forçada de ar e saliva.
Pode apresentar bruxismo (ranger de dentes) e escoliose.
Estágio IV – Deterioração motora tardia
Início em torno dos 10 anos.
Apresenta grave desvio cognitivo e lenta progressão de prejuízos motores.
Pode necessitar de cadeira de rodas.
• O quadro clínico que costuma estar presente em casos da síndrome de Rett relaciona-se com a perda da fala e das habilidades motoras adquiridas, particularmente o movimento ativo das mãos e desaceleração do crescimento craniano.
• A condição se caracteriza por retardo mental severo e escoliose progressiva.
• Possuem habilidade de comunicação visual notável.
• Em algum momento, as crianças com esta síndrome recebem o diagnóstico de autistas, por causa da ausência de contato visual, distúrbios de linguagem e oscilações do tronco.
• A sobrevida para os portadores pode ser limitada em alguns casos.
• Não há cura, mas é possível um tratamento para contribuir para a melhoria da qualidade de vida.
• O tratamento é de caráter multidisciplinar, com médicos, psicólogos, fonoaudiólogos e fisioterapeutas, e deve ser avaliado segundo as necessidades de cada um.

Comentários

  1. Tinha

    Muito interessante o assunto. Mas minha reclamação são essas dores. Quando tive uma crise de lombalgia, o médico me falou desse colchão ortopédico. Quem daqui já ouviu falar? Ouvi dizer que trata até insonia e dor nas costas.

  2. ADNA PIRES DE SOUSA

    BOM DIA.

    TRABALHO NUMA ONG E TENHO UM ALUNO AUTISTA. GOSTARIA DE SUGESTÕES DE ATIVIDADES PARA OFERECER MELHOR INTERAÇÃO COM OUTRAS CRIANÇAS.

    ATT: ADNA

  3. Tenho interesse em fazer o curso de Transtornos Globais do Desenvolvimento online.

  4. Servita Maria de Souza

    Muito bom, esclarecedor. Obrigada

    • Danyllo Rodrigues

      Nós quem agradecemos o seu retorno!

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