Vida e Obra de Paulo Freire

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Esta Aula pertence ao Curso Grandes Pensadores – Paulo Freire oferecido pela Ensino Nacional

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O PENSAMENTO DE PAULO FREIRE NA FORMAÇÃO DE EDUCADORES

  • Para os alunos e alunas que estudam a ideia que Paulo Freire transmite, chegam a conclusão que a educação exige alegria, pesquisa, convicção e esperança que a mudança é possível e que a educação é uma forma de se interferir na sociedade para uma melhora gradativa.
  • A educação sendo diretiva e política deve respeitar os educandos, possibilitando o desenvolvimento da linguagem, voltando-se em cima da realidade de cada aluno e juntamente com as antecipações do mundo novo.
  • A aproximação entre a linguagem acadêmica e a linguagem que os alunos usam quando chegam a universidade é muito diferente, onde afirma Freire que “a questão não é abolir as palavras difíceis, mas sim, usar de modo que se aproxime do concreto, do significado final da palavra, de forma clara para que os alunos compreendam.
  • O diálogo segundo Freire, é essencial para o aprendizado, devendo ser entendido como a definição das palavras geradoras a serem utilizadas no processo de alfabetização, sendo que antes do início das atividades em sala, o trabalho do educador já deve ser desenvolvido com a escolha das expressões geradoras.
  • É necessário repensar o modelo de formação docente existente que desvincula a teoria e a prática, sendo necessário construir outro que dê conta dos novos e velhos desafios do século XXI, capaz de formar educadores que realmente sejam comprometidos sobre o seu papel na sociedade.

Observação: O pensamento de Freire formula as bases para uma educação libertadora, substituindo o autoritarismo na escola tradicional.

CARTA DE PAULO FREIRE AOS EDUCADORES

  • O ato de estudar implica sempre na atitude de ler, onde com essas ações o leitor vai assimilando e entendendo o que aquela página quis transmitir, a sua significação, pois ler repetidamente de modo mecânico não é a melhor forma de aprender.
  • A leitura é uma operação inteligente, difícil, muito exigente, mas no final é bastante gratificante, pois ninguém estuda algum assunto se não assume ser um sujeito de curiosidade que busca conhecer e compreender o que está disposto no texto.
  • A experiência de compreensão é muito maior quando associamos os conceitos de desenvolvimento da experiência escolar ao mundo da cotidianidade.
  • O ensino não pode ser um puro processo de transferência de conhecimento do ensinante para o aprendiz. Deve ser realizado um ensino crítico onde estimule o aluno a compreender de forma crítica e realizar a leitura das palavras e do conteúdo.

PAULO FREIRE E A TECNOLOGIA COMO FORMA DE INOVAÇÃO EDUCACIONAL

  • A tecnologia atual não pode mais estar ausente na escola, pois nos ensina Freire que falar com os educandos é uma forma altamente positiva de contribuir para a formação de cidadãos e cidadãs responsáveis e críticos, algo indispensável no desenvolvimento da nossa democracia.
  • A troca de saberes entre professores e alunos acaba tendo como consequência o aprendizado diante de ambas as partes, tornando a educação de qualidade, resgatando os diversos saberes proporcionando uma nova forma de ensinar, ajustando o uso da informática para o ensino, a inclusão e a educação.
  • É necessário buscar novas atitudes e posturas tanto dos professores quanto dos alunos, devendo ambos se adaptarem as novas tecnologias que todo dia estão em pleno progresso, requerendo assim por parte dos mentores superar o modo de transmissão de conhecimento para os alunos, buscando um ensino mais contextualizado, digamos, mais exigente no mundo do trabalho.
  • O computador é uma ferramenta auxiliar do trabalho do professor, contribuindo e muito para repensar os problemas educacionais do país, desenvolvendo competência em relação aos alunos e aos professores, trazendo melhoria para a educação escolar.

PAULO FREIRE, O MENTOR DA EDUCAÇÃO PARA A CONSCIÊNCIA

  • Paulo Freire foi o mentor que desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político, estabelecendo como objetivo maior conscientizar os alunos, concluindo que as pessoas desfavorecidas da sociedade devem entender a sua situação e agir em favor da mudança.
  • Ao propor uma prática na sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela maioria das escolas burguesas, classificando-as em educação bancária.
  • Segundo Freire, o educador deve preparar o aluno para a criação e produção de conhecimentos, reforçando que ninguém ensina nada a ninguém, porém, as pessoas não aprendem sozinhas, onde o vínculo será criado quando as duas partes aluno-professor se instruir juntos.
  • A valorização da cultura do aluno é a chave para o processo de conscientização adotado por Freire, formulando inicialmente o ensino para adultos. O método adotado por ele é utilizando as palavras geradoras, sugerindo situações da vida comum para os integrantes da comunidade que atua, por exemplo “fios” para eletricistas.
  • Para Freire, tudo está passando por transformação e interação, onde o ser humano está sempre pronto para aprender, por exemplo o caso particular dos professores, que devem ter uma formação rigorosa e permanente.

Observação: O método estabelecido por Freire não visa somente tornar mais acessível e rápido o acesso ao aprendizado, mas sim, habilitar o aluno a “ler o mundo”, isto é, entender o que está se passando ao seu redor.

FASES DA VIDA DE PAULO FREIRE

  • Paulo Régis Neves Freire foi um educador pernambucano, nasceu no dia 19 de setembro de 1921, na cidade do Recife. No quintal de casa, a mãe de Freire o alfabetizou, aprendendo a ler e escrever através de gravetos que haviam no chão. Com 10 anos de idade se mudou para Jaboatão, onde começou a sofrer muito em virtude da situação financeira de sua família.
  • Logo na adolescência, começou a despertar grande interesse pela língua portuguesa, porém, ainda não tinha concluído o ginásio, apesar de sua mãe incansavelmente ir até Recife buscar uma vaga para Freire. Foi quando sua genitora falou com o Doutor Aluízio, que era diretor de um colégio e o mesmo lhe concedeu a oportunidade com uma condição, desde que Freire fosse muito estudioso.
  • Aos 22 anos de idade, já professor formado pelo colégio onde estudava, inicia a faculdade de Direito no ano de 1943, se formando em 1947, portanto, teve somente uma causa quando abriu um escritório junto com seus colegas, onde um dono de uma sala pediu para confiscar todos os instrumentos que haviam dentro do local por que não estava mais recebendo aluguel.
  • Paulo ao saber da situação ficou constrangido e foi até o dentista, quando o mesmo lhe deu como resposta que ganhava muito mal e não tinha como pagar o aluguel, alegando que aquilo era o fruto do sustento da sua família. Diante de tal ocorrência, Paulo pediu para que ele ficasse tranquilo que logo viria outro advogado, onde retornando ao escritório disse que não iria mais advogar e que estava indo para casa.
  • Freire já estava casado com sua primeira esposa, Elza Maria Costa, que logo após esse episódio o aconselhou: “Paulo, você tem vocação para ser docente, nada há de lhe faltar, continua tua vida de educador”. Logo, Freire foi convidado para trabalhar no SESI, começando como assistente e em seguida passa a ser diretor da Divisão de Educação e Cultura.
  • Logo após o golpe militar, o método de alfabetização de Freire foi considerado uma ameaça à ordem pelos militares, vivendo no exílio na Suíça e no Chile, lançando sua principal obra, Pedagogia do Oprimido, lançada em 1969, retornando ao Brasil em 1979, logo após a Lei da Anistia.
  • Durante o mandato de Luiza Erundina, em São Paulo, exerceu o cargo de Secretário Municipal da Educação, onde praticou um ótimo trabalho. Em 1986 sua esposa Elza morreu, porém, dois anos depois, Freire se casou com Ana Maria Araújo, conhecida desde a sua infância. Devido a obstrução de uma artéria o mesmo foi submetido a uma cirurgia, onde acabou sofrendo complicações e não resistindo, vindo a falecer no dia 2 de maio de 1997.

REFLEXÃO SOBRE A PRÁTICA EDUCATIVA DE FREIRE

  • Entre educador e educando não existe mais a velha relação de verticalidade, onde um é o sujeito e outro o objeto. Atualmente, a pedagogia é dialógica, pois ambos os sujeitos são aprendizes.
  • Ao se tratar da pedagogia da “pergunta”, freire se torna um sociólogo na sala de aula refletindo a relação entre professor e aluno enquanto o primeiro é um depositário de conhecimento e o segundo o receptor, que armazena as informações.
  • A educação ao se tornar um ato de depositar, os educandos se transformam em depositários e o educador o depositante, e quanto melhor for o depositante, mais os educandos serão melhor educados.

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